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LOWY, M. Método dialético e teoria política

LOWY, M. Método dialético e teoria política

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c/i
f,<;Od:·/
II;,.
Cole.çãoPENSAMENTOCRITICOVolume5
FichacatalográficaCIP-Catalogação-na-fonteSindicatoNacionaldosEditoresdeLivros,RJ.L956m
Lowy,
Michael.Métododialéticoeteoriapolítica/MichaelLowy;traduçãodeReginaldoDiPiero.-2.ed.-RiodeJanei-ro:PazeTerra,
1978.
(ColãoPensamentocrítico;v.
5)
Tradãode:thodedialectiqueetthéoriepolitiqueBibliografia.
I.
Ciênciapotica-Teoria-Discursos,ensaios,confe-
ncias2.Luxemburgo,
Rosa,
1870-1919-
Críticaein-terpretação
3.
Marx,KarlHeinrich,
181~-1883-
Críticaeinterpretação
4.
Materialismodialético-Teoria
5..
Weber,Max,
1864-1920-
CríticaeinterpretaçãoI.Título
n.
Série.
78-0484
CDD-
320.01320.532146.3330.159411
CDU-
32.001329.15162.6335.5EDITORAPAZETERRA
ConselhoEditorial
AntonioCandídoFernandoGasparian
FernandoHenriqueCardoso
'I).~
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1.cSciU15:1~
t11S,·yP...
MicMel
Lowy
METODODIALETICOETEORIAPOLITICA
TraduçãodeReginaldoDiPiero
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vKIGINAL
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4~EDIÇÃO
~
PAZETERRA
FUEL
BIBLIOTECA
CENTRAL
 
I
DOMESMOAUTOR:
LaThéoriedeIaRévolutionchezteJeuneMarx-
MASPERO1970-traduzidoparaoespanhol,italianoejaponês.
LucienGoldmann
(emcolaboração
com
S.Nair)-EditionsSEGHERS-"Philosophesdetouslestemps"-1973.
DialectiqueetRévolution,esseisdesociologieetd'histoire
du
marxisme-
EditionsANTHROPOS-1973-traduzidoparaoitalianoeoespanhol.
LesMarxistesetIaQuestionNationale
(em
colaboração
comG.HaupteC.Weill)-MASPERO-1975.
Pourunesociologiedesinte/lectuelsvolutlonneirestt'Svotu-tionPolitiquedeLukacs
(1909-1929)-PressUniversitairesdeFrance,1976.Emtraduçãoparaoportugs,espanhol,ita-liano,ingsegrego.
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OBJETIVIDADEEPONTODEVISTADECLASSENAS
CI~NCIAS
SOCIAIS
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verdadeésemprerevolucionária".AntonioGramsci
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I
É
possivelaobjetividadenascnciassociais?Trata-sedeumaobjetividadedomesmotipoqueadasciênciasnaturais,comoafirmamospositivistas?Nãoéaciênciasocialneces-sariamente"engajada",querdizer,ligadaaopontodevista deumaclassesocial?Comoconciliaressecaráter"partidá-rio"comoconhecimentoobjetivodaverdade?Essasquesesseencontramnocentrododebate
método-
lógiconasociologia,nahistória,naeconomiapolítica,naan-tropologia,
ria
ciênciapolíticaenaepistemologiahámaisdeumculo.Tentaremosmostraroruesomenteoma~
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neces:sáneconhece,unesesti- do,ostextsdo~marxista~~-mentosiniciais)oao~eiracondiãoaraueel
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aruturaep-Istem~~vismo.
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I-Oposítlylsmo
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Aidéiacentraldacorrentepositivista
é
deumasimplici-dadeevangélica:nasciênciassociais,comonasciênciasda
9
 
,
natureza,énecessárioafastarospreconceitos~aspressupo-sições,separarosjulgamentosdefatodosjulgamentosdeva-lor,aciênciadaideologia.
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9-tcJ!9g0.
Deixe-mosapãJavracomo"GrandAncêtre",AugustoComte:"Euentendoporfísicasocialaciênciaquetemporob-jetoprópriooestudodosfenômenossociais,ccnslderadosden-trodomesmoespíritoqueodosfenômenosastronômicos,
ff-
sicos,químicosefisiológicos,querdizersujeitosaleisnaturaisinvarveis,cujadescobertaéafinalidadeespecialdessaspes-quisas"(1)."Semadmirarnemmaldizerosfatospolíticose vendonelesessencialmente,comoemtodaoutraciência,sim-plessujeitosdeobservação,afísicasocialconsideracadafe-nômenosoboduplopontodevistaelementar
de
suaharmo-niacomosfenômenoscoexistentesedoseuencadeamentocomoestadoanterior..."
(2)'.
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~~"Poressaspremissasseconcluiqueométodonasciênciassociaispodeedeveseromesmoqueodasciênciasdanatu-reza,comosmesmosmétodosdepesquisaesobretudocomomesmocaterdeobservação"neutra",objetivaedesligadadosfenômenos.Asirnpllcaçõesideogicasconservadoras,reacionáriasecontra-revolucionáriasdessaconcepçãosãoevidentesealsexplicitamenteformuladasporComte,cujafranquezanãoéumdosseusméritosmenores:!!'~~~
Inv
nturiaso.-o_~~~-P~., ~~ienatiooosl!i~~-
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tecec
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-oassivd..o.atusIqu
_~'l~
"(O
posifivismo)tendeprounamente.porsuanatureza,aconsolidàraordempública,pelodesenvolvimentodeumasá-biaresiqnação(...)Evidentemente,nãopodeexistirverda-
1.A.Comte."ConsidérationsphilosoohlouessurIascienceetlessavants", inPOI!tiqued'AugusteComte,Colín,Paris,
p.71.
2.
CoursdePttilosophiePositive,SchleicherFrêresEditeurs,Paris,
1908,
tomoIV,p.214.
10
deiraresignação,querdizerdisposiçãopermanenteparasupor-tarcomG.Qnsncia,esemnennumaesperançadecompensa-ção,quaisquermalesinevitáveisanãosercomoconseqüênciadeumprofundosentimentodasleisinvariáveisqueregemtodososdiversosgênerosdosfenômenosnaturais.Portantoéexclu-sivamente
à
filosofiapositivaqueserelacionaumataldispo-sição,aqualquerassuntoqueelaseaplique,eporconseguin-te,comrelaçãotambémaosmalespoticos".
(3)
Essetrecho,verdadeirajóiadonaturalismopositivista,
é
umdosrarosmomentosondeodiscursosociológicoburguêssemanifestaemtodaasuapureza,porassimdizeremseuestadoselvagem.Baseadoneleodemosareenderm
Ih.ag
-o
Vo,.f"
sentido~~9ª,g~rodaaavraositiv
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~r,oumelhor--?PQr~lJ.S...gQill.r~Q9..º~~E!2-,-~\
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d~.?_JI.)!.Q.~!.lê-E?j),h!:'_?;~<ª..!._<!çU3~-
~!y~f~l,l.c.e_~~~~_Q_~_9-c~~!!L9.
(4
~Durkheim,maisdoqueComte,quesetornaráo
verda-
deiromestredasociologiapositivistamoderna.,Seunaturalis-mosociológicoédeorigemcomtiana,comoelereconheceex- plicitamentenasRegrasdoMétodoSociológico:"aprimeiraregraeamaisfundamentaléadeconsiderarosfatossociaiscomocoisas.(...)Comte,éverdade,proclamouqueosfenô-menossociaissãofatosnaturaissubmetidosaleisnaturais.Devidoaisso,elereconheceuimplicitamenteseucaráterdecoisas'orquenãoexistemsenãocoisasnanatureza".(5)urkheimvaialicardiversasvezesmOd~.osde~analoia·I,oDv")~ ~s..!~~~~Qro~~c..'....~PªJ~~UQe...Q!2.9.i~~~.Porexemplo,segundoDurkhefiií,-
a
sociedadeé,comooanimal,"umsistemadeór-gãosdiferentesondecadaumtemunipapelespecial".Algunsórgãossociaism"umasituaçãoparticulare,sequisermos,privilegiada";essasituaçãoétotalmentenatural,funcionale inevitável:"elaédevida
à
natureza.dopapelquepreencheenãoaalgumacausaestranhaaessasfunções"Esseprivilégio
é
poisumfenômenoabsolutamentenormalqueencontramosemtodoorganismovivo:"éassimque,noanimal;apreemi- nênciadosistemanervososobreosoutrossistemassereduz
3.
idem,
p.100.4.
cf.
Comte,DiscourssurI'espritpositif,l
0/18,p.73.5.
Durkheim,Lesreglesde
Ia
thodesociologique.P.U.F.,Paris,
1956,p,15-19.
11

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