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Sermão do Monte XXII: O amor ao próximo (Mateus 5.43-48)

Sermão do Monte XXII: O amor ao próximo (Mateus 5.43-48)

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Material publicado em: www.base-biblica.blogspot.com, em 12/12/2011. Base Bíblica para a Vida Cristã: Um blog dedicado à publicação de estudos bíblicos.
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07/10/2013

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Capítulo XXIIO Amor ao Próximo
 Alejandro G. Frank 
Introdução
Neste novo capítulo estamos encerrando a segunda parte do Sermão do Monte
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. Em toda estasegunda parte abordamos o sentido espiritual da Lei do Antigo Testamento. Iniciamos comJesus declarando ter vindo a cumprir a Lei e os profetas, não a revoga-los (Mateus 5.17-19).Logo a seguir abordamos o ponto central de toda esta parte, na qual o Senhor afirmou que anossa justiça deve ser muito superior àquela falsa imagem de justiça aparente demonstradapelos religiosos da época, os fariseus e escribas (Mateus 5.20). A partir disso, o Senhor passoua ilustrar por meio de vários exemplos (Mateus 5.21-48) a forma errada em que os fariseus eescribas interprestavam a lei de Deus, mostrando também como é que nós, discípulos deJesus, devemos encarar os ensinamentos de Deus. Assim sendo, chegamos ao final desta seçãocom a chave de ouro do ensinamento de Jesus, sintetizado na seguinte declaração:
“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vosdigo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiame orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está noscéus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos einjustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanostambém o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai,que está nos céus”. (Mateus 5.43-48)
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Note que todos os ensinamentos anteriores sobre homicídio (versos 21-26), sobre o adultérioe o divórcio (v.27-32), sobre os falsos juramentos (v.33-37) ou sobre a vingança (v.38-42), seresumem nisto: o amor ao próximo. O próprio Senhor Jesus ensinou, em outra ocasião, que alei e os profetas se resumem em duas coisas: amar a Deus por sobre todas as coisas e aopróximo como a nós mesmos (Marcos 12.33). Se tivermos verdadeiro amor não precisamos deinstruções detalhadas sobre como agir com as pessoas. É por isto que o amor é a lei de Cristo(João 15.12), a centralidade do evangelho do novo testamento. Pense em qualquer pecadoque você possa imaginar e eu lhe asseguro que você não encontrará sequer um que não estejavinculado com falta de amor a Deus ou a seu próximo.Mas no texto que acabamos de ler o ensinamento vai muito mais longe ainda. Nós geralmenteamamos ao próximo, mas quando isto está vinculado ao nosso próprio benefício. Porém,quando alguém nos faz mal dificilmente conseguimos amar essa pessoa. Nesse caso nossentimos tentados a pensar que o ensinamento de Jesus é apenas uma utopia e nada mais.
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Vide a estrutura do Sermão do Monte emhttp://base-biblica.blogspot.com/2011/03/sermao-do-monte-mateus-5-6-e-7-capitulo.html 
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Note que desta vez estarei utilizando a versão Almeida Revista e Corrida, pois ela considera a versãocompleta do verso 44. Outras traduções, como a Revista e Atualizada, considera outros manuscritosmais simplificados deste verso: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vosperseguem”.
 
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Muitos até conseguem resistir o perverso e não lhe retribuir com mal em forma de vingança,como ensinou Jesus nos versos anteriores do mesmo capítulo (Mateus 5.38-42). Porém amarimplica em algo muito mais difícil ainda, não é? Parece ser algo demais exigido ao crente! Masé isto o que o Senhor nos ensinou e portanto vamos a considerar este ponto paraentendermos corretamente a doutrina que está por trás deste ponto do Sermão do Monte.
O ensinamento da Lei e a interpretação farisaica
Os mestres da época de Jesus (fariseus e escribas) ensinavam o seguinte: “
 Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”.
Ora o interessante deste ensinamento é que a primeira partedele estava na Lei, mas a segunda não. Não existe nenhum texto do Antigo Testamento queafirme que os judeus deviam odiar seus inimigos. Este ponto é muito importante se queremosdemonstrar como todas as contraposições que Jesus faz ao longo do capítulo 5 de Mateus nãoé a respeito da Lei em si mesma, mas a forma em que ela era ensinada pela tradição dosanciãos do povo de Israel. Muitos afirmam erradamente que Jesus trouxe um novoensinamento que contrapõe ao que estava escrito na Lei, mas na verdade quando Ele disse“ouvistes que foi dito” referia-se aos ensinamentos que tinham sido estriados e interpretadosdaquilo que estava escrito na Lei. Os mestres estavam
interpretando
que se devia odiar aoinimigo, embora a Lei não dissesse isso. É algo similar ao que acontece na Igreja Católica,quando estabelece, pela tradição e convenção das suas autoridades algumas doutrinas quenão estão na Bíblia e no ensino apostólico da Igreja primitiva, mas que eles interpretam comoalgo apropriado, por exemplo: a co-redenção, mediação e a ascensão de Maria.Voltemos ao assunto e consideremos o texto de onde tinha sido extraída parte desteensinamento sobre o amor ao próximo:
“Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causadele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos doteu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.” (Levítico 19.17-18)
Os mestres da época pensavam assim a respeito deste texto: “como o texto fala de não sevingar nem guardar ira contra os filhos do povo, mas que se deve amar o próximo, então opróximo é apenas o filho do meu povo”. A consequência disto é que nem estrangeiros neminimigos deviam ser considerados como próximos. Esta interpretação era interesseira etotalmente parcial a respeito da Lei, pois existiam outros pontos acerca do trato aosestrangeiros e inimigos:
“Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra.” (Deuteronômio 23.7)“Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. Sevires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não oabandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo.” (Êxodo 23.4-5)
No primeiro desses textos fala de povos que eram inimigos explícitos do povo de Israel. Essespovos aborreciam Israel. Porém Deus lhes disse que eles não deveriam ter o mesmosentimento. O segundo texto trata sobre a compaixão com a situação do inimigo, nesse texto é
 
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muito claro que não há nada na Lei que incentive a odiar ao inimigo, mas amá-lo comcompaixão. No entanto, fariseus e escribas não pensavam assim, eles consideravam até umahonra a Deus o fato de desprezar e odiar os inimigos do povo de Israel. De onde eles tiraramtais conclusões? Segundo Lloyd-Jones, elas podem ter sido baseadas em dois aspectosprincipais da lei do Antigo Testamento:a) Motivos históricos: No livro de Josué, por exemplo, encontramos ordens de Deus para queos judeus aniquilassem os povos que habitavam na terra de Canaã.b) Os salmos imprecatórios: São aqueles nos quais o salmista clama pela justiça e ira divinasobre os seus inimigos. Como por exemplo, o salmo 69. 24-26: “
Derrama sobre eles a tuaindignação, e que o ardor da tua ira os alcance. Fique deserta a sua morada, e não haja quemhabite as suas tendas. Pois perseguem a quem tu feriste e acrescentam dores àquele a quemgolpeaste
”.Estes dois pontos eram justificativas para que eles pensassem desta maneira. Que resposta sepode dar a estas justificativas? Primeiro, os atos históricos descritos no ponto (a) e os salmosimprecatórios do ponto (b) devem ser considerados como injunções judiciais e não aplicadasaos indivíduos. Ambos os pontos descritos visavam glorificar a Deus e não honrar umindivíduo. Por exemplo, tomando o ponto (a), a ordem de aniquilar aos povos de Canaã foidada por Deus como castigo, como uma sentença sobre esses povos, pois eles estavamcompletamente corrompidos e a maldade deles era extremamente grande. Veja emDeuteronômio 9.4-5 o que Deus disse a Israel:
“Quando, pois, o SENHOR, teu Deus, os tiver lançado de diante de ti, não digas no teucoração: Por causa da minha justiça é que o SENHOR me trouxe a esta terra para a possuir, porque, pela maldade destas gerações, é que o SENHOR as lança de diante de ti.Não é por causa da tua justiça, nem pela retitude do teu coração que entras a possuir asua terra, mas pela maldade destas nações o SENHOR, teu Deus, as lança de diante de ti; e para confirmar a palavra que o SENHOR, teu Deus, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó”.
O Senhor foi muito claro que não se tratava da justiça de Israel, como uma vingança própria,mas que se tratava de uma condenação que Deus tinha imposto a esses povos por terem seesquecido dEle. Israel tinha que lembrar que eles não eram merecedores de coisas melhoresque os povos que iriam ser destruídos. Eles tinham que ser cientes que era um juízo de Deus enão uma vingança própria.Por outro lado, quando consideramos os salmos imprecatórios, do ponto (b), parece maissensato entender que o salmista estava falando como si o fizesse em nome do povo de Deus,olhando e descrevendo as injustiças sofridas pelo povo e a esperança na justiça vindoura. Istofica mais claro quando olhamos para a vida de Davi. Embora ele tenha escrito muitos dessessalmos não vemos tal atitude na sua vida pessoal. Quando Davi teve a oportunidade de mataro rei Saul, seu perseguidor, ele preferiu usar de misericórdia. O juízo, segundo Davi, pertenciaao Senhor e não a ele. Vemos isto quando ele disse ao rei Saul o seguinte:
“Pague, porém, o SENHOR a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o SENHOR tehavia entregado, hoje, nas minhas mãos, porém eu não quis estendê-las contra o ungido

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Elbia Socorro added this note|
Gostei muito,os ensinamentos são de muito claresa.
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