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Apostila_de_computação_em_música

Apostila_de_computação_em_música

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTEFACULDADE DE LETRAS E ARTEDEPARTAMENTO DE ARTE
Computação em músicaApostila geral
Prof. Henderson J. Rodrigues
2008.
 
Introdução
Esta apostila foi elaborada tendo em vista facilitar o aprendizado de conceitos relativos àutilização do computador na música. Trata-se de uma compilação de vários textos facilmenteencontrados na Internet ou apostilas técnicas. Obviamente que cada texto de referência foi escolhidode acordo com sua abrangência e veracidade do conteúdo. Acreditamos que este material constitui-se uma base para aqueles que pretendem se aprofundar mais neste conhecimento. Ao aluno éimprescindível que a partir de agora possa entender que muitas das coisas faladas aqui têm relaçãodireta com áreas de conhecimentos que pouco envolve música, ou seja, envolvem conceitos dasáreas de física, engenharia do som, computação etc.
Breve histórico
Numa época em que a Economia e a Política são sempre matérias de primeira página emquase todos os jornais do planeta, certamente muitas pessoas devem achar que a música é algosupérfluo e de importância secundária para a sociedade. Entretanto, se observarmos a história dahumanidade, perceberemos que, na verdade, a música sempre foi, e muito provavelmentecontinuará sendo, não só um “bem” artístico, mas também um elemento diretamente ligado àevolução dos povos.Não é nossa intenção analisar aqui as implicações sócio-culturais da música, mas vale a penalembrar que nos últimos anos ela foi um fator determinante na globalização cultural, fato que muitaspessoas costumam avaliar como “dominação”. Dentro desse enfoque, a música talvez seja a maisdireta, mais profunda e mais poderosa de todas as artes, uma vez que não precisa necessariamentede palavras (ultrapassando os idiomas), e também atue como apoio de outras artes, como o cinema eo teatro, por exemplo.Um dos aspectos mais relevantes para o nosso enfoque, entretanto, é no que diz respeito aodesenvolvimento tecnológico. Enquanto outras artes, como o teatro e a poesia, praticamenteindependem do estágio de evolução tecnológica, quase sempre a música requer algum instrumentopara que possa ser transmitida ao público. Isso criou uma associação muito sólida entre a arte e atecnologia.Engana-se quem pensa que a música produzida por meios eletrônicos é mais “tecnológica”do que a produzida por instrumentos acústicos. Na verdade, ambas requerem algum tipo detecnologia, sendo a avaliação do grau de sofisticação uma coisa muito relativa. A construção de umpiano acústico, há mais de cem anos, requeria um enorme investimento de tempo e trabalho,conhecimento de materiais, precisão de fabricação etc. Nos dias atuais, a criação de um sintetizadorvirtual operando por software pode ser feita por um único programador, dispondo apenas de umcomputador e alguns outros recursos modernos. Se pensarmos bem, em ambos os exemplos há umaenorme aplicação de conhecimentos tecnológicos que, se avaliados pelos conceitos de cada época,terão praticamente a mesma complexidade. Mudaram as formas de se trabalhar, em virtude doconhecimento acumulado. Essas diferenças têm sido percebidas em vários outros setores de nossasociedade, como os transportes, as comunicações, e até mesmo o lazer.Dentro dessa idéia, o que vamos apresentar são os tipos de processos tecnológicos utilizadospara se gerar sons nos instrumentos musicais eletrônicos, o que inclui tanto a tecnologia demateriais e componentes (válvulas, semicondutores, microprocessadores etc) quanto os conceitos deoperação (síntese subtrativa, síntese aditiva, sampler etc). Paralelamente, vamos também abordar osmeios de controle, o que não só envolve a ciência dos materiais como a capacidade criativa dos seusinventores.
 
Nosso artigo fará uma compilação de diversas informações, obtidas em livros, especificações,revistas, Internet e experiências pessoais e, no final da série, apresentaremos uma lista dasprincipais fontes de referência.
A História
 De acordo com alguns historiadores, as primeiras tentativas de se utilizar a eletricidade paracontrolar sons deram-se ainda no século XVIII, através das experiências de Jean-Baptiste de LaBorde que, em 1759, construiu o Clavecin Electrique. Um instrumento de teclado que utilizavacargas eletrostáticas para fazer com que pequenas lâminas metálicas batessem em sinos, produzindoos sons.Pouco mais de cem anos depois, Alexander Graham Bell inventava o telefone – consideradoum dos grandes marcos da história contemporânea. Em 1874, o também norte-americano ElishaGray desenvolveu um dispositivo onde lâminas de aço vibravam e produziam sons, controladas porum circuito elétrico auto-oscilante. Nascia, então, o
Musical Telegraph
, que tinha um teclado depiano como meio de controle e podia transmitir os sons através do telefone. Posteriormente, Grayincorporou um alto-falante bastante rudimentar, que permitia ouvir o instrumento fora da linhatelefônica.É importante registrar que, em 1877, Heinrich von Helmholtz publicou o livro “TheSensation of Tone”, uma primeira discussão sobre a composição do som, usando como base oteorema de Fourier que demonstra matematicamente a formação de um som musical complexo apartir da soma de vários sons (oscilações) mais simples. Helmholtz também apresentou explicaçõessobre as características da percepção do ouvido humano a sons fracos e fortes, e demonstroucientificamente as razões das consonâncias entre sons diferentes, que deram origem às escalasmusicais e à harmonia. A divulgação de tais conceitos foi fundamental para que outras pessoaspudessem partir para empreitadas em busca de novos instrumentos musicais.Em 1897, o norte-americano Thaddeus Cahill patenteou um instrumento denominadoTelharmonium (também conhecido como "Dynamophone"), cujoprimeiro modelo completo foi apresentado ao público somente em1906. O Telharmonium utilizava um conjunto de dínamos comressaltos em seus eixos que, ao passar na frente de bobinas,produziam sinais de corrente alternada com diferentes freqüências deáudio. Esses sinais eram, então, controlados por teclados de seteoitavas com sensibilidade ao toque, e era possível produzir notasdesde 40 Hz até 4 kHz. O sinal produzido pelos geradores eraconvertido em som e amplificado acusticamente por cornetas, poisnaquela época não existiam amplificadores. A idéia de Cahill eraconectar o Telharmonium à rede telefônica, e oferecer um serviço de“broadcast” de música a assinantes (restaurantes, hotéis etc.), onde os aparelhos telefônicos seriamacoplados a cornetas acústicas. A aparência do Telharmonium estava mais para uma usina elétricado que para um instrumento musical, pois sua estrutura tinha mais de 18 metros de largura e pesavacerca de 200 toneladas. O custo do empreendimento foi de 200 mil dólares na época. Comoveremos mais adiante, a concepção original do Telharmonium foi aprimorada eutilizada durante muito tempo nos “tonewheels” dos órgãos Hammond.Desde que foi descoberta, a eletricidade logo causou um fascínio ainúmeros cientistas que, rapidamente, inventaram formas variadas de aplicá-la.Mas foi somente em 1907 que surgiu a “válvula eletrônica” (triodo), criada porLee De Forest, que chamou-a na época de
Audion
. Com a válvula, deu-se umimpulso sem igual ao desenvolvimento de novos equipamentos utilizando aeletricidade, com o rádio e uma enorme variedade de aplicações de circuitososciladores e amplificadores. De Forest chegou a colaborar com Tadheus Cahill na transmissão deconcertos do Telharmonium via rádio, o que não foi levado adiante porque Cahill insistia em utilizar

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