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Lei_64-A.2011, 30.dez - OE2012++

Lei_64-A.2011, 30.dez - OE2012++

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12/30/2011

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5538-(2)
 Diário da República, 1.ª série — N.º 250 — 30 de Dezembro de 2011
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 64-A/2011
de 30 de Dezembro
Aprova as Grandes Opções do Plano para 2012-2015
A Assembleia da República decreta, nos termos da
alínea
 g 
) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:Artigo 1.º
Objecto
São aprovadas as Grandes Opções do Plano para
2012-2015, que integram as medidas de política e de in-
vestimentos que contribuem para as concretizar.Artigo 2.º
Enquadramento estratégico
As Grandes Opções do Plano para 2012-2015 inserem--se nas estratégias de consolidação orçamental e de desen-volvimento da sociedade e da economia portuguesas apre-
sentadas no Programa do XIX Governo Constitucional e norelatório do Orçamento do Estado para 2012, incorporados
no anexo à presente lei, da qual fazem parte integrante.Artigo 3.º
Grandes Opções do Plano
1 — As Grandes Opções do Plano para 2012-2015 de-finidas pelo Governo no início da presente legislatura sãoas seguintes:
a
) O desafio da mudança: a transformação estrutural da
economia portuguesa;
b
) Finanças públicas e crescimento: a estratégia orçamental;
c
) Cidadania, solidariedade, justiça e segurança;
) Políticas externa e de defesa nacional;
e
) O desafio do futuro: medidas sectoriais prioritárias.
2 — As prioridades de investimento constantes das
Grandes Opções do Plano para 2012-2015 são contempla-das e compatibilizadas no âmbito do Orçamento do Estado
 para 2012 e devidamente articuladas com o Programa deAssistência Económica e Financeira e em particular comas medidas de consolidação orçamental.Artigo 4.º
Programa de Assistência Económica e Financeira
1 — O cumprimento dos objectivos e das medidas pre-
vistas no Programa de Assistência Económica e Financeira
acordado com a União Europeia e com o Fundo MonetárioInternacional prevalece sobre quaisquer outros objectivos
 programáticos ou medidas específicas, incluindo apoios
financeiros, benefícios, isenções ou outro tipo de vantagens
fiscais ou parafiscais cuja execução se revele impossívelaté que a sustentabilidade orçamental esteja assegurada.2 — O Governo adopta como princípio prioritário para a
condução das políticas que nenhuma medida com implicações
financeiras seja decidida sem uma análise quantificada dassuas consequências no curto, médio e longo prazos e sem a
verificação expressa e inequívoca da sua compatibilidade com
os compromissos internacionais da República Portuguesa.
Artigo 5.º
Disposição final
É publicado em anexo à presente lei, da qual faz parte
integrante, o documento das Grandes Opções do Plano
 para 2012 -2015.Aprovada em 30 de Novembro de 2011.
A Presidente da Assembleia da República,
Maria da
 Assunção A. Esteves.
Promulgada em 30 de Dezembro de 2011.Publique-se.O Presidente da República, A
 NÍBAL
C
AVACO
S
ILVA
.Referendada em 30 de Dezembro de 2011.O Primeiro-Ministro,
 Pedro Passos Coelho.
ANEXO
GRANDES OPÇÕES DO PLANO PARA 2012-2015
Índice
1 — 1.ª Opção — O desafio da mudança: a transforma-
ção estrutural da economia portuguesa1.1 — Enquadramento1.1.1 — Crescimento económico anémico e baixa pro-dutividade1.1.2 — As finanças públicas numa trajectória insustentável
1.1.3 — O endividamento externo da economia portuguesa
1.2 — Agenda de transformação estrutural da economia
 portuguesa1.3 — Cenário macroeconómico1.3.1 — Hipóteses externas para 20121.3.2 — Cenário macroeconómico para 2012
2 — 2.ª Opção — Finanças públicas e crescimento: a
estratégia orçamental2.1 — Introdução2.2 — Finanças públicas em 20112.3 — Estratégia de consolidação orçamental2.3.1 — Finanças e Administração Pública2.3.2 — Políticas sociais2.3.3 — Funções económicas2.4 — Medidas fiscais para 20122.4.1 — Alargamento da base tributável2.4.2 — Reforço do combate à fraude e evasão fiscais
2.4.3 — Simplificação, incremento do recurso às no-
vas tecnologias de formação e garantias dos contribuintes
2.4.4 — Consolidação das condições de competitividade
da economia portuguesa
2.4.5 — Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
2.4.6 — Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
2.4.7 — Imposto sobre o valor acrescentado2.4.8 — Impostos especiais de consumo2.4.9 — Imposto único de circulação2.4.10 — Impostos locais2.4.11 — Benefícios fiscais2.4.12 — Combate à fraude e evasão fiscais
2.4.13 — Emissão e transmissão electrónica de facturas
2.4.14 — Direitos e garantias dos contribuintes
2.5 — Implementação da lei de enquadramento orçamental
2.5.1 — Apresentação2.5.2 — Regras orçamentais
2.5.3 — Quadro plurianual de programação orçamental
2.5.4 — Orçamento por programas
2.5.5 — Procedimentos contabilísticos e prestação de contas
2.5.6 — Conselho das Finanças Públicas2.5.7 — Questões operacionais e calendarização
3 — 3.ª Opção — Cidadania, solidariedade, justiça e
segurança3.1 — Administração interna
 
 Diário da República, 1.ª série — N.º 250 — 30 de Dezembro de 2011
5538-(3)
3.2 — Justiça3.3 — Solidariedade e segurança social3.3.1 — Programa de Emergência Social (PES)
3.3.2 — Combate à pobreza e reforço da inclusão e
coesão sociais3.3.3 — Economia social3.3.4 — Família e natalidade
3.3.5 — Promover a sustentabilidade da segurança social
3.4 — Administração local e reforma administrativa
3.5 — Comunicação social
3.6 — Igualdade de género, violência doméstica e inte-
gração de populações imigrantes e das comunidades ciganas
3.7 — Plano para a Integração dos Imigrantes e das
Comunidades Ciganas3.8 — Desporto e juventude
4 — 4.ª Opção — Política externa e de defesa nacional
4.1 — Reforçar a diplomacia económica
4.2 — Evoluir nas relações bilaterais e multilaterais
4.3 — Valorizar a lusofonia e as comunidades portuguesas
4.4 — Política de defesa nacional5 — 5.ª Opção — O desafio do futuro: medidas secto-riais prioritárias5.1 — Economia e emprego
5.1.1 — Apoio à internacionalização e à captação de
investimento5.1.2 — Revitalização da actividade económica
5.1.3 — Programa Estratégico para o Empreendedo-
rismo e Inovação
5.1.4 — Valorização da oferta nacional e aprofunda-
mento do mercado interno, incluindo concorrência5.1.5 — Emprego e mercado de trabalho
5.1.6 — Desenvolvimento regional e fundos comunitários
5.1.7 — Transporte, infra-estruturas e comunicações
5.1.8 — Mercado de energia e política energética5.1.9 — Turismo5.2 — Mercado de arrendamento5.3 — Agricultura e florestas5.4 — Mar 5.5 — Ambiente e ordenamento do território5.6 — Saúde5.6.1 — Objectivos estratégicos5.6.2 — Medidas5.7 — Educação e ciência
5.8 Ensino básico e secundário e administração escolar 
5.9 — Ensino superior 5.10 — Ciência5.10.1 — Investigação científica5.10.2 — Investigação aplicada e transferência tecno-lógica para o tecido empresarial
5.10.3 — Formação de recursos altamente qualificados
e aumento de emprego científico
5.10.4 — Avaliação independente das políticas de ciên
 
cia
5.10.5 — Criação do Conselho Nacional de Ciência eTecnologia5.11 — Cultura5.11.1 — Património5.11.2 — Livro, leitura e uma política da língua5.11.3 — Libertar as artes da tutela do Estado5.11.4 — Crescimento das indústrias criativas em am- biente digital5.11.5 — Uma educação para a cultura e para a arte5.11.6 — Paisagem e cultura5.11.7 — Medidas
1 — 1.ª Opção — O desafio da mudança: a transformaçãoestrutural da economia portuguesa
1.1 — Enquadramento
Portugal enfrenta actualmente uma das maiores criseseconómicas e financeiras da sua história. A crise que hoje
vivemos é o resultado da acumulação de desequilíbrios
macroeconómicos e de debilidades estruturais durante
mais de uma década. Estes desequilíbrios e debilidades
tornaram-se visíveis, em toda a sua extensão, no contextoda crise global e europeia, que começou em 2007.A economia portuguesa é uma das mais afectadas pelacrise soberana da área do euro. A percepção de risco de
crédito relativamente à dívida portuguesa deteriorou-se
 progressivamente desde o final de 2009, num quadro de
receio crescente, por parte dos investidores internacionais,
sobre a sustentabilidade das finanças públicas e do endi-vidamento externo, em associação com um baixo cresci-
mento do produto potencial. Deste modo, observou-se um
agravamento significativo das condições de financiamento
da economia, quer em termos de custo quer de acesso aocrédito, tornando inadiável o pedido de assistência finan-
ceira internacional, que se concretizou, finalmente, em
Abril de 2011.
As actuais dificuldades, não obstante graves, devem ser avaliadas numa perspectiva histórica. Os períodos de crise
fazem parte da dinâmica económica e tipicamente dão lugar 
a transformações que são essenciais para novos progressos
e avanços das economias. Vale a pena ter presente que
na segunda metade do século
XX
Portugal foi um caso desucesso. A actividade económica cresceu rapidamente e
Portugal juntou-se ao grupo dos países desenvolvidos, não
apenas em matéria de alteração estrutural relativa aos prin-
cipais motores de crescimento económico, como tambéma nível da educação, da saúde e da protecção social.
Esta capacidade de transformação mostrou que com
esforço e determinação a economia portuguesa emergirá
da crise como uma economia diferente. No final deste pro-
cesso teremos uma economia mais competitiva, isto é, umalocalização atraente para investir, produzir e criar emprego.
1.1.1 — Crescimento económico anémicoe baixa produtividade
Portugal registou ao longo da última década um baixocrescimento económico e um fraco desempenho no que
se refere ao crescimento da produtividade. No período
1999-2010, o PIB cresceu a uma média anual de 1 %, o
que compara com 1,4 % na área do euro. Neste conjunto de
 países, e durante o período acima referido, apenas a Itáliaverificou um crescimento mais baixo (gráfico n.º 1).
GRÁFICO N.º 1
PIB — Portugal e alguns dos seus parceiros europeus
(2000=100)
90100110120130140150
        1        9        9        9        2        0        0        0        2        0        0        1        2        0        0        2        2        0        0        3        2        0        0        4        2        0        0        5        2        0        0        6        2        0        0        7        2        0        0        8        2        0        0        9        2        0        1        0
 AlemanhaIrlandaGréciaEspanhaFrançaItália AE -17Portugal
 Fontes:
EUROSTAT e Ministério das Finanças.

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