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Os Desafios da Construção de uma Gestão Democrática e Participativa: "Um" olhar sobre a experiência de João Pessoa-PB

Os Desafios da Construção de uma Gestão Democrática e Participativa: "Um" olhar sobre a experiência de João Pessoa-PB

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Este artigo foi apresentado como trabalho de conclusão do curso de Especialização em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal da Paraíba em dezembro de 2011. Obtendo Conceito A.

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O trabalho OS DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA: “Um” olhar sobre a experiência de João Pessoa – Paraíba de Hugo Leonardo dos Santos Macena foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Este artigo foi apresentado como trabalho de conclusão do curso de Especialização em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal da Paraíba em dezembro de 2011. Obtendo Conceito A.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBACENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADASDEPARTAMENTO DE ECONOMIA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
MODALIDADE A DISTÂNCIA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
OS DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICAE PARTICIPATIVA:
“Um” o
lhar sobre a experiência de João Pessoa
 – 
 Paraíba
 
Hugo Leonardo dos Santos Macena
Pós-graduando
lato sensu
em Gestão Pública Municipal - UFPB
Luiz Antônio Coêlho da Silva
Professor Convidado da UAB Virtual do Curso de Especialização emGestão Pública Municipal - UFPB
RESUMO
A história política do Brasil é marcada por períodos de centralização política que deixarammarcas na cultura política brasileira, já que a população geralmente esteve à margem narelação gestão pública-sociedade. No entanto, é nesse cenário cultural que surgem osOrçamentos Participativos (OP) como uma iniciativa genuinamente brasileira que estápresente em centenas de municípios brasileiros e do exterior. Trata-se uma prática inovadorana cultura política brasileira de democracia participativa, que visa a construção de um espaçode empoderamento da sociedade na construção do planejamento do orçamento público. Aimplementação desse instrumento requer transformação da visão tradicional da gestão públicapor parte do gestor. O presente artigo reflete sobre os desafios do processo de implementaçãode uma gestão democrática e participativa, em destaque para a experiência do OP. Nessesentido, nos dedicamos à análise da experiência do Orçamento Democrático implementadoem João Pessoa/PB, na tentativa de apontar alguns elementos que sirvam para oaprimoramento da metodologia do instrumento estudado, bem como de subsídio para aimplementação de novas experiências. O artigo é um estudo de caso qualitativo e explicativo.Foram coletados dados junto a documentos oficiais e por meio de questionário aberto aplicadoao gestor da experiência. Como resultados identificaram-se além de avanços, desafiosrelacionados ao processo metodológico que limitam a evolução do instrumento. Concluiu-seassim, que o orçamento democrático é uma peça fundamental para a concretização dademocracia e da voz do povo, principalmente dos cidadãos do município do estudo, e porisso, merece estudos futuros.
Palavras-chave:
Orçamento Participativo, Democracia, Gestão Pública.
 
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1. INTRODUÇÃO
 O final da década de 1970, especialmente no Brasil, é marcado pelo reafloramentodos debates a respeito das práticas democráticas implementadas na gestão pública. Asexpressões populares, sufocadas pela ditadura militar, ganham um novo fôlego, influenciandoos emergentes movimentos sociais que contribuíram, por sua vez, com o fim do regimeautoritário em meados da década de 1980 (SÁNCHEZ, 2002).No entanto, a supressão das práticas democráticas durante a ditadura deixou sequelasnegativas no exercício da política brasileira até os dias atuais. Entre os entraves está odistanciamento entre a administração pública e a sociedade em geral. Cabe ressaltar ainda,que na história política do país, a sociedade brasileira nunca se apropriou de fato e de direito
da gestão da “coisa” pública,
de forma que a república brasileira sempre apresentou sériaslimitações, devido às tradições colonialistas, escravocrata, coronelista, populistas eoligárquicas. O reflexo disso é uma compreensão equivocada, por parte da sociedade, doconceito de democracia, e principalmente, de gestão pública que notamos hoje em dia
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Porém, a crise da ditadura militar proporcionou um ambiente de forte tendência detransformação das posturas do Estado, graças ao envolvimento de parcela significativa dasociedade civil na busca pela democratização do Estado. Entretanto, na crise da ditadura seevidencia outra crise, conhecida na academia como a crise da democracia representativa.(SEGUNDO & ROSA, 2008; GONÇALVES, 2011). É nesse período que a esquerdaintelectual começa a evidenciar o fato de que não só bastava o processo de redemocratizaçãobrasileira, mas era necessário repensar que tipo de democracia deveria ser construído no país, já que a democracia representativa apresentava sérios sinais de desgastes, uma vez que nãoconseguia resolver as questões sociais vivenciadas pelos brasileiros.Essa preocupação de intelectuais e políticos da constituinte contribuiu para a criaçãode dispositivos que estabelecessem a prática do controle social por meio da participaçãopopular. Assim, a Constituição de 1988, traz consigo inúmeros canais de participação socialcomo, por exemplo: a instituição de audiências públicas, iniciativa popular, plebiscito,referendo, conselhos gestores e de fundos, com regras paritárias, no âmbito do Executivo, dolocal ao federal (BRASIL, 1988).Nesse ínterim, o Orçamento Participativo (OP), mesmo não estando em pauta naConstituinte de 1988 é considerado também como uma alternativa para a crise da democraciarepresentativa. Objeto de vários estudos pela academia é uma das práticas promissoras
 
3bastante difundidas entre a década de 1990 e a atualidade, sendo implantados em váriosmunicípios brasileiros, e até mesmo em estados da federação.A partir de 2011, com a posse dos governadores eleitos em 2010, identificou-se umreinício do processo de implementação de experiências em orçamentos participativos emrecortes territoriais estaduais
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. No 48º Fórum Nacional de Secretários Estaduais doPlanejamento em Palmas/TO, realizados nos dias 05, 06 e 07 de outubro de 2011, foramapresentadas três experiências dessa natureza nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Sul e doDistrito Federal.
 
A importância deste instrumento no processo de modificação da cultura política nagestão pública é tão forte que, de acordo com Allegretti (2011, p. 18)
são milhares de cidades[inclusive de vários países] que vem transformando suas práticas democráticas em direção a
uma estrutura mais participativa”.
 A essência de todo o mecanismo do orçamento participativo é a democratização doorçamento público desde a sua construção até a sua implementação. Trata-se do envolvimentoda sociedade civil no processo de planejamento dos gastos públicos, processo este, que hámuito tempo era visto como construção exclusiva dos gestores públicos e de técnicos.Uns dos principais efeitos colaterais da centralização da construção do orçamentopúblico é a má distribuição dos investimentos públicos na cidade, privilegiando determinadasáreas em detrimento de outras, fomentando desigualdades espaciais tão fortes que se refletemna exclusão social de parcela significativa da sociedade em muitas cidades brasileiras.Com base nessas considerações, pode-se admitir que se por um lado os constantesperíodos autoritários no país deixaram marcas, aparentemente indeléveis, na organizaçãopolítica brasileira, em especial na máquina administrativa pública, por outro lado, identificam-se iniciativas inovadoras que visam transformar as relações da gestão pública e da sociedadecivil. No entanto, essa realidade provoca indagações, as quais são necessárias refletir: o que éindispensável para que a gestão pública implemente práticas de planejamento democrático eparticipativo em um município? E que espécies de desafios e resultados são encontrados noprocesso de implementação de um Orçamento Participativo?Com a finalidade de dar conta desta provocação, dedicamos a analisar a experiênciade orçamento participativo da cidade de João Pessoa/PB, doravante denominado Orçamento
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Outras experiências existentes como a do estado do Espírito Santo e Rio Grande do Sul, mostraram-se comouma experiência efêmera e inconsistente, refletindo na descontinuidade das experiências.

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