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A Cultura Religiosa Dos Iorubás

A Cultura Religiosa Dos Iorubás

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04/20/2013

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Sociedade Educacional Sul-Rio-GrandenseFACULDADE PORTO-ALEGRENSE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS – FAPADEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Hendrix Alessandro Anzorena SilveiraTurma 1221
Monografia apresentada a FAPAcomo requisito parcial à aprovaçãona disciplina de História Antiga II.Orientadora:
Profª Marise Hoff Failace
A Cultura Religiosa
Dos
Iorubás
Do Surgimento à Diáspora
Porto Alegre2004
 
 2
INTRODUÇÃO
O ser humano desde tempos imemoriais, busca explicação para todas as coisas quedesconhece. Coisas simples como a chuva, o arco-íris, o Planeta Terra, e outras um poucomais complicadas como a vida, o fogo, o astral, etc.
 
O homem, quando não podia explicar as coisas que o rodeavam, atribuíam tais coisas aum poder divino. Quando, por exemplo, caía um relâmpago numa árvore e esta era consumidapelo fogo, com certeza alguém perguntava: “De onde vem os raios?” Para uma mentalidadeprimitiva, não há uma resposta racional, com embasamento científico. Mas se não há respostae a coisa é real, então só pode ter sido mandado por alguém muito poderoso. Alguémsobrenatural. Então eles respondiam: “Vem de Deus!”Baseados neste raciocínio deduzimos terem surgido as primeiras religiões na face daTerra. E mesmo hoje, a religião é utilizada para explicar o que não foi ainda explicado.Apesar de sabermos que o relâmpago é uma descarga elétrica, o motivo pelo qual essadescarga é acionada pode provir de um desejo divino premeditado. Este é um exemploclássico de como a religião se contorce para continuar viva.Ingressei no curso de História da FAPA, com a intenção de me especializar em religião,especialmente a religião africana. O que me levou a esta decisão foi a minha própria bagagemde conhecimentos sobre o tema, pois sou adepto do “Batuque” – a religião africana como éconhecida no Rio Grande do Sul.Ao saber que teria de fazer uma monografia referente à história antiga, não foi precisonem pensar numa escolha. Era óbvio que seria sobre a “Cultura Religiosa dos Iorubás”.Isso porque não existe uma bibliografia que exponha a história da África, incluindo oaspecto religioso que é de vital importância para esse povo, pois permeia tanto sua vida socialquanto a vida política e econômica.Então devo salientar que este trabalho tem como finalidade um avanço de ordempessoal, e que serve de primeiros passos para uma maior compreensão do fenômeno que é acultura religiosa da África ocidental.Logo pensei em fazer um trabalho diferenciado, incluindo outros aspectos tais como arelação política/economia/sociedade/religião. Por isso o título Cultura Religiosa, pois o termo“cultura” pode ser definido como “conjunto complexo dos códigos e padrões que regulam aação humana individual e coletiva, tal como se desenvolvem em uma sociedade ou grupoespecífico, e que se manifestam em praticamente todos os aspectos da vida: modos de
 
 3sobrevivência, normas de comportamento, crenças, instituições, valores espirituais, criaçõesmateriais, etc.”
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 Entretanto, uma monografia é um trabalho que exige uma especificidade paraesgotamento de dados sobre um tema. Escrever sobre a Cultura Religiosa Africana seria deuma grande pretensão e até de um grande erro, já que não podemos definir um aspectoestudado como sendo a matriz de um processo que levou gerações para ser desenvolvido emum continente que, sozinho, possuí mais povos, línguas e, certamente, culturas diferentes quetodos os outros juntos.Então dissertarei sobre a cultura religiosa da África Ocidental. O berço dos africanosque vieram para o Brasil à época da escravatura e origem da religião praticada nas terrasgaúchas.Darei ênfase total à cultura dos
iorubás
, povo de cultura muito rica e organizada, cujosdomínios se estendem do sudoeste da Nigéria até o leste do Benin.Sempre que estudamos a Mesopotâmia ou a Ásia, ou ainda a Europa, nos deparamoscom grandes povos que habitavam aquelas regiões. Sejam assírios, hebreus, hititas, caldeus oupersas; chineses, mongóis, japoneses ou siameses; romanos, gregos, cretenses ou indo-europeus; sempre os estudamos de forma individual.Mas no tocante a África, esse vasto
continente
é tratado como se fosse um país em quetodos são iguais: falam a mesma língua, têm os mesmos costumes, têm as mesmas crenças.Isto não é verdade.Existem muitas culturas africanas grandiosas e este trabalho se voltará para a iorubá.No semestre passado, na aula de antropologia (profª Aline), debatíamos sobre o livro “OPovo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro. A colega Thaís Staninski formula uma pergunta: “comoestariam os índios brasileiros, se o Brasil não tivesse sido achado?”Imediatamente me veio a pergunta: como estaria o povo africano se não tivesse sidoinvadido pelos europeus?Considerando que os africanos não tinham uma visão expansionista de mercado, nemestavam interessados na conversão religiosa de estrangeiros, tampouco na arrecadaçãotributária de povos conquistados – ao menos não na escala demandada pelos europeus –presumimos, então, que esses fatores somados a noção de tempo cíclico, manteriam osafricanos estagnados, ou seja, o seu presente não seria diferente do seu passado pré-histórico.
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Dicionário Aurélio Eletrônico – séc. XXI – versão 3.0 – novembro de 1999

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