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Table Of Contents

- Sabem quem é o único corajoso daqui?
- Então até a vista e espero que os ponham depressa na cadeia
Fanático III
- Para Roma vamos à tarde
- Como você é fanático
- Praça do Povo
- Por quê? Está ressentido com ele ainda? Depois de tanto tempo?
Todos desgraçados. Agora estava enxergando Guglielmo com novos olhos e
No mesmo instante alguém me agarrou o braço enquanto eu o erguia para
CHUVA DE MAIO
Teria ido embora há tempo se não tivesse me apaixonado pela Dirce
- É de propósito que você me dá esta nojeira de sopa grudenta
Estávamos quase no escuro por causa da chuva e o rosto da Dirce naquele
- Está querendo levar o seu também?
NÃO SE APROFUNDAR
- Não é possível: amo você e este sentimento durará a vida inteira
Cinema duas vezes por semana; café duas vezes e não importava se tomava
Vivia tão grudado nela que às vezes até me sentia ridículo: como naquele dia
- Eu também vou...não tenho nada mesmo para fazer
Contei como a coisa acontecera. E concluí:
- Você não está entendendo?
Ele balançou a cabeça:
- Você já contou a sua família?
- Sabe como é papai... ele diz que eu não devo me aprofundar
Mas da porta da minha casa ela não passa se antes não me explicar por que
UMA BELA NOITADA
- Faça como quiser... amanhã vamos ver no que dá
- Mas vocês têm aquela sua especialidade... espaguetes all’matriciana
- Acho que esta noite você não vai fazer banquete nenhum
- O senhor é caçador?
O proprietário respondeu que não estava entendendo e Sírio:
- E Sírio empalidecendo e erguendo a voz:
- O senhor quer me dizer por que é proprietário de uma cantina?
Sírio é um tipo bilioso e não tem medo de ninguém
BRINCADEIRAS DO CALOR
- Você é médico?
- Por quê? Precisa de um médico?
- Olhe lá como fala... já disse que não te conheço
- Mas eu não sou Rapelli
O DUBLÊ
Passei dias péssimos: sentia que a amava e gostaria de não mais amá-la; e
O PALHAÇO
A NOTA FALSA
- Mulheres como você deveriam ficar na roça cavoucando a terra
- Azar seu... o que você pensa? Que aquela nota não me custou?
O CAMINHONEIRO
- A saúde dos caminhoneiros que são sempre gentis
- Viu só o que aquela bruxa da Itália me aprontou?
Fiquei pasmo e não disse nada. Palombi recomeçou:
O PENSADOR
- Você é bobo ou está se fazendo de tubo? minha cabeça ecoava com
Mas olhe só que cara de bode tem esse cornudo. Não era um pensamento de
Viterbo. Ele pegou o cardápio como se fòsse uma deciaração de guerra e
- Comentário... não entendo
- O quê está rezando? Está puxando o terço?
- Viu só? Hoje bem gente boa
MOSTRENGOS
- Bonito eu? Mas você olhou direito para mim?
- Claro que olhei... não faço outra coisa
- Mas e meu nariz? Você nunca viu meu nariz?
- Posso saber que não sei quê é esse?
parte do espetáculo tinha acabado
- Agora chega... vão indo... será melhor para vocês
- Nos negócios não existem compromissos... cinco milhões ou nada
- Vocês estão brincando: um milhão a mais da noite para o dia
- Então o senhor me fará saber
- Pedir só cinco milhões... esse aí pagava até sete
- Significa que serão necessários seis milhões
- Viu só? Quem tinha razão?
O NENE
Uma hora falava das várias igrejas em que podíamos deixá-lo e me explicava
- Tive uma idéia... e se o deixássemos em São Pedro?
- Agora vou até lá e faço o rei me receber e lhe conto tudo
- Mas esse pacote... começou o outro espantado. E ela:
- Não é um pacote... é o meu filho... olhe!
O CRIME PERFEITO
Chegava a cortejar a moça em minha presença; a marcar encontros na minha
Eu não disse nada. E ela insistiu:
Tolomei. Aí começaram as brincadeiras: um perguntava a Tolomei se a
- Você não quer beber à saúde do comércio dos livros?
A MARCA DE NASCENÇA
- Irá a Ostia na segunda- feira... agora vamos trabalhar
- Fricção
Não tive tempo sequer de me recobrar e já tinham desaparecido no saguão do
VALENTÃO NA MARRA
- Eu também vou. Mas Serafim intimou-lhe:
- Você sabe o que eu fiz com o Gino?
- Vão indo...eu volto à cantina
Observei-os se afastando juntos e depois voltei à pérgula
Serafim quando o ameaçara com a faca. Mas os da mesa me receberam com
- Então você achou que eu não gostava mais de você?
MÃO FURADA
- Você é um avarento... casei com um avarento
- Espere... estou mostrando porque são as últimas
- Tome...esse beijo é mais falso que o de Judas
- Não vai trabalhar?... hoje é domingo? e eu respondi:
Soltei fumaça em direção ao teto e respondi: “Dinheiro? Não tenho
- Você tem a conta no banco... que avareza é essa agora?
O DIA NEGRO
- É inútil enxugar... você me fez um estrago de mil liras
- Rua de Macchia Madama
- Rua de Macchia Madama
- Não banque o engraçadinho... é uma rua como todas as outras
- Alguém há de vir
- Mas o Papa está me esperando
- Mas aquilo o que era? Uma clínica para loucos?
- Agora vamos aos Cavalieri di Malta
AS JOIAS
- Um investimento. Mas Tore respondeu:
No dia seguinte corremos todos ao bar para vê-la em suas funções. Estava
- Porque não gosto de vocês
CORPO FECHADO
Notem que não se tratava de mau-olhado. Quem lança a inhaca prejudica sem
- Esse aí... pelo amor de Deus... que horror!
Durante todo o trajeto pode-se dizer que não tirei os olhos um único momento
- Mas ele nada muitíssimo bem. Eu respondi sacudindo a cabeça:
NÃO DIGO QUE NÃO
- Mas quem é que está bêbado?... éramos treze
- E eu te digo que não é verdade... fui eu
- Não digo que não... é preciso que você fale com mamãe
- Não digo que não
O INCONSCIENTE
- Mas não é proibido? perguntou ela surpresa
- E então por que não faz?... O que está esperando?
Sempre metido num sobretudo de pêlo de camelo: um perfeito urso. Fabricava
- Isso não é nada... tá se vendo que não me conhece
Vaccarino e não os verdadeiros assassinos. O que acontecera com minha
O TESTE
- Está até parecendo um grãfino
- Hoje eusou um grã- fino; e eu na hora não entendi. Insisti:
- E o cano? Você ganhou na loteria esportiva?
- E você quem é?
- Já te disse: um grã- fino
Não disse nada e pus-me de pé
- Lá vêm elas
- Em Ven... mas Iris respondeu em cima:
- Então vamos... o café me aborrece
Tive uma inspiração e propus:
Fomos à sala; Serafim escancarou as janelas; sentamos num sofá
- Mas o que quer de nós?...podemos fingir de moças do povo
- Eu não queria... mas Mimosa diz que é preciso ofuscar as pessoas
GOIABA
- Não entendo... o que quer dizer? E ela séria:
- É uma beleza... chego logo e vamos juntos a Bracciano almoçar
- Você prometeu... não pode me trair
- E quantos anos tem e se tem filhos tou alguém da multidão
Preferiu-se “goiaba” como solução para manter certosjogos de palavras do
A CIOCIARA
- Para mim são como a enxada para você... trabalho com eles
- Ontem me levou de carro ao Monte Mario
Mas ela sorriu e continuou saindo com Mário
Tuda entrar no elevador junto com o Mario. Ele disse que precisava ir ao
Já viram um gato se lhe atiram um balde de água pela janela?
- Desgraçada... e você não rouba os livros?
- Isso não é roubar?
- Mas estes não são meus livros
- Sinto muito... é uma boa moça... mas demasiado caipira
O PATAQUEIRO
César me conduziu a um lugar solitário; ali se deteve e resmungou:
- Mil liras... faz dois dias que não como. Respondi:
- Só conheço Nero... os outros não conheço
César foi direto até um rapaz loiro que há algum tempo perambulava debaixo
César fitou-me aparvalhado. O rapaz disse em voz baixa:
- Mas o dinheiro não está aqui... venha comigo que eu lhe dou
- Um momento... com que direito? Quem é você?... Um agente?
- Não sou agente coisa nenhuma respondeu o gozador mas também
Virei-me para César e ordenei:
- Dá cá a moeda e estenda a mão
- E quem me garante que vocês não estão combinados?
- Tomara. O homem de charuto disse ao responsável:
Na volta encontrei Torellojá vestido e impaciente
Comemos em silêncio; mas à sobremesa a loira aproveitou um momento em
- Nunca o vira tão antipático
Durante um tempo não conversamos. Por fim Torello disse:
O TERROR DE ROMA
Sabia que Lorusso também tinha uma vontade: queria comprar um pífaro que
- Mas esta é de uma mulher. Respondi:
- Claro que sim... mas você nunca será um grande homem
Conhecia aquele pavilhão por ter passado nele algumas noites em que não
- Porque não... comigo não se toca nas mulheres
- Você é um covarde. E eu seco
- Está bem... não vou tocar na moça. .. mas do homém eu dou cabo
- Mas por quê? Seu idiota... Por quê?
- Chega de conversa... Estão multados e precisam pagar
- Ficou louco? Vamos embora. E assim desaparecemos
- Como é que eu ia saber... Você deu o sinal
- Você é um idiota mesmo... Decerto o matou
Vamos trocar... me dá os seus que são grandes para você e eu lhe dou estes
- Ladrão; e os outros também gritavam e tentavam nos separar
- Muito bem... Vocês são ótimos... Roubo a mão armada e
- Que dia é amanhã?
A AMIZADE
- Você é um amigo... comporte-se como amigo
- Não está me reconhecendo?
- Você é realmente amigo de Atílio?
- Então continuou tranqnila com você posso falar livremente;
- Maria Rosa pediu-me que consertasse o cano... está pronto:
- E depois confirmou o que eu já sabia: que você encontra
A DESGRAÇA DA HUMANIDADE
O ônibus que sai da estação de Trastevere vai e volta do
Estava sentado com os joelhos entre os braços e olhava fixo para a água
- Me chamo Gerardo Mucchietto
- Não sei o que fazer com a sua companhia eu disse sem fitála
CATARINA
Agora as pessoas da vizinhança não mais diziam que eu tinha me
Enquanto isso não enxergava o fim dessa história e quando saía
A PALAVRA MAMÄE
Stefanini escutou todas as explicações com a maior atenção; e
Pensei com gratidão em Stefanini e respondi:
Tinha falado com calor. O advogado tornou a apertar a cabeça
OS OCULOS
A costureira Néspera era chamada de Néspera porque era uma anã
Só a mãe sabia de fato o que ele era realmente:Natal abrira os olhos dela com
Nápoles negociar com meias de mulher; em Roma estavam em
- Mas e você... então?
O CÄO CHINÊS
Dormi num albergue público e em seguida voltei a Tormarancio
- O que fez com o cachorro?... Assassino... O que fez com o cachorro?
Finalmente nos separaram; Bonifácio e os outros me enfiaram na
MARIO
- Hoje não é assim... chega... pode me dar o cesto: muito
Já então toda a alegria daquela manhã sumira com o veneno
- Mas e daí gritei o que foi que a Filomena fez?
- Você preferiu a Filomena... agora fique com ela. Mário
Entrei e agarrei-a pelo braço. Mas logo soltei porque ela me
Ela estava atendendo um freguês. Bateu com os dedos nas teclas
- Então a Adalgisa andou sonhando
- Não ela corrigiu não... não sonhou não... mas eu não
- Então foi você
Já tinha certeza de que Filomena me traía. Sabiam até o nome
- Mas quem está inventando o quê?foi sua mulher quem me disse
- Está lá em cima?
Ao diabo as fofocas das mulheres e ao diabo as mulheres. Lá
Ouvia Filomena soluçando no corredor e aí senti vergonha do
Mário... meu cunhado... veio de Milão... agora vai ficar
OS AMIGOS SEM DINHEIRO
Os amigos tem razão... são doenças perigosas... toma um café?
- Verdade?... E vai dizendo assim? Conte como foi
Por um instante fiquei boquiaberto. É preciso saber que eu já
Da rua di Parione fui tomar o ônibus no corso Vittorio e me
- Como for melhor para você; não importa
BU BU BU
- Porque Roma é assim... sem pistoleros
Então nos levantamos e saímos do bar. As Grutas de Poppea não
Lá estava Corsignana. Saiu por uma portinha que não tinha
- Assim está bom... e quanto você está ganhando?
Finalmente o sul-americano disse não sei o quê no ouvido de
Corsignana ficou de pé e disse rápido à mulher:
LADRÖES NA IGREJA
Desse modo todos têm razão e ninguém está errado; e da razão
Foi Puliti quem me deu a idéia da igreja. Freqiientava as
- Mas como foi que você pensou em todas essas coisas? Eu
- Sim.Temos ou não temos fome?
ESTE DAQUI
- Você é velho e conhece a vida... diga-me o que devo fazer
- O senhor não me conhece... mas eu conheço o senhor
Isso é que dá quando te metem uma idéia na cabeça. Senti que
- O senhor é funcionário na repartição?
- É a profissão deles... são funcionários públicos como eu
Assim começou a relação. Nunca ela quis me dar o endereço de
Estava tão apaixonado que comecei a pensar em ficar noivo. Mas
A carroça de manhã percorre sempre a mesma zona. Como já
- Mas o que deu ém você? Ficou louco?
Naquele dia tinha um encontro com Jacinta; mas não fui. Fiquei
CARA DE CAFAJESTE
- Porque disse ele sempre com a mesma nonchalance “você tem um
Mas ali .não estavam rodando: havia muita luz e várias pessoas
- É ele... é ele... é dele que eu preciso
UM HOMEM AZARADO
França e depois voltou; e ele também dizia que era azarado. Esse mecânico
- Oficina hidráulico-mecânica. Serviços a domicílio. Orçamentos sem
Porém nunca se deve cantar vitória. Um dos estragos provocados por mim foi
O SORTElO
- E daí? Você não acredita que a gente tem noivo?
- Ninguém disse nada... o ovo é da primeira galinha que cantou
- Então a gente é galinha?
- Páre com isso... por que não vai fazer companhia à Elisa?
- Acho que sim... não é Remo?
Olhamos novamente um para a cara do outro. Era tentador e não
- Aí tem coisa... Ela queria o Júlio e saiu Júlio
- Que amanhã que nada... devolve já
TOME UM CALDINHO
Começou dizendo que não podíamos dormir no mesmo quarto com
Pericoli?... não sabia que na sua idade não se deve casar? O que você acha?
- Mas o que você quer? Quem é?
Te digo já o que você está fazendo: está franzindo as cadeiras que
Judite. Havia também o problema do caldinho. O que pretendia dizer com essa
Ferdinando naquela época tinha quase quinze anos e já fazia tempo que não ia
A VIDA NA ROÇA
- Vai se exibir pra quem? Pras vacas? Pros porcos?
- Deixa pra lá... é uma fraqueza.. . você também tem as suas
- E por que não gosta? E eu:
- Porque isso não é vida
Minha mãe mandava dizer de vez em quando nuns cartões que era
- Filomena agora vou tirar a roupa e deitar... não fica bem uma moça
OS SEUS DIAS
Um garçom também tem a sua dignidade. O fato de me tratar por
- O que você tem? está se sentindo mal?
Acho que está gelada. Ele pôs a mão em cima da minha apertando até
- Está quente... diga você também que está quente
Não pode mandar prender as pessoas por suas intenções. Deu
- Quer um conselho?... tente acalmálo... peça desculpas
Já estava então quase batendo os dentes de pavor. Sabia que
- Vamos sair juntos...você é forte. Mas ele me interrompeu no ato:
- Boa sorte. Não tive forças para devolver o sorriso
O PASSElO
- Como não? Demos passagem um monte de vezes
- Não tem nada... é tarde
- O açougue está fechado... talvez uma porção de pecorino
- E então por que em cima da porta está escrito cantina?
A DESFORRA DE TARZÄ
- Que é que você quer? Eu nem te conheço
ROMULO E REMO
- Espaguetes na manteiga com parmesão... leva menos tempo e são
- Está bem... então um filé com ovo em cima... à Bismarck
- Velho Remo... lembra de quando estávamos juntos em Gaeta?
Não sei por que essas palavras deixaram Rômulo nervoso. Disse:
CARA DE SALSICHEIRO
Acreditaria? Nunca nenhuma aceitou. Algumas prosseguiram como
- Então para que lugar bonito nós vamos? Arrisquei o nome de um
- Fora de Roma? Com um tempo destes?
- Os homens sem mulheres não são homens completos
O APETITE
- Pelo menos vocês vieram e depois sumiu na cozinha. Passamos
- Mas se você não me quer mais o que é que eu vou fazer?
Você arranja outra... ou então não arranja...para mim pouco importa... desde
- O que aconteceu? O que deu no Carlos?
- Mas não vai comer? gritou a mãe
- A gente se vê amanhã?
- Não quero mais vê-la... nem se pedir de joelhos
O prato está vazio e ele tirou da sopeira outra porção
A ENFERMEIRA
- Não quero filhos e quero ser enfermeira... meus filhos são os
- Eu também queria ficar doente... pelo menos assim você cuidaria
- Você é louco... está bom e quer ficar doente
Tenho impulsos bruscos e não penso duas vezes para tomar certas decisões:
O TESOURO
- Mas onde está o Marinense?
- Não tenho amigos. Depois se achegou e acrescentou:
- Mas você eu conheço... Não é o Alexandre?
- “O príncipe... e você disse que a enterraram na horta
- Venham... queremotesouro... vãotê-lo
- Cave você também... não quer o tesouro?
- Está com medo de quê?... já disse que o tesouro é seu
Não sabia se estava falando sério ou de brincadeira; apesar da noite fresca eu
- Mas então o tesouro não existe; quase esperando que Marinense me
- Por que não dispara? não tem revólver por acaso?
- Não quero disparar... vamós dividir meio a meio
- Mas eu não sou alemão
Remigio que sabia e caçoava como se ele também não tivesse acreditado no
A CONCORRENCIA
Aquele mulheraço que ele levava pelo braço podia ter sido a mãe dele e foi
BAIXOTE
Desconfio porém que este provérbio quem inventou foi um baixote para
- Porque será que gosto tanto dela?” E chegava à conclusão que
- Fique sossegado que Joaquim cuida do assunto...; ou então:
O GUARDA
Tinham-me dado um revólver de ordenança com uma porção de balas e uma
Emília era ótima e não me deixava faltar nada e o nenê era bonzinho e uma
- Aquelas fazendas são de Rinaldi
- Você se defendeu... eis tudo. Eu então disse:
Compreendia agora que tinha estado apaixonado pela Emília e que ao mesmo
O NARIZ
Estava escrito também que o funeral teria lugar na manhã seguinte e que o
Nunca recolhi a bituca que alguém jogou de um carro. Pensava nisso tudo
Encostei-a e debrucei-me no tenaço. Era um daqueles tenaços modernos que
Não passou de um instante e naquele instante resolvi enganálo
- Não é possível
MARÉ BAIXA
Gostaria de saber apesar de ter compreendido há muito que Pina não serve
- Hoje não é dia... estou avisando
- Mas então por que não é dia?
- Mas quem é você?
- Pois você cate já meu vestido- falou a moça com voz tremendo
- Desde que chegou só criou caso. O pai resmungava:
- Vai você... eu vou com... como é mesmo que você se chama?
- Que que é isso? Sabe muito bem que não gosto de presunto
- E daí? Fico sem comer
- Que porcaria é essa? Parece vinagrel
- E dá-lhe com essa Pina
- E agora aí está o meu traseiro
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P. 1
Alberto Moravia - Contos Romanos

Alberto Moravia - Contos Romanos

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Published by criativideia17876
Publicado pela primeira vez em 1954, 'Contos romanos' figura entre os mais significativos livros da extensa obra de Alberto Moravia. Ambientados em uma Roma que sai esgotada da Segunda Guerra, os contos são narrados quase sempre por um personagem que fala em primeira pessoa e conta uma história cheia de espertezas, expedientes e pequenos truques da luta para não sucumbir completamente à adversidade. O realismo antes atribuído aos 'Contos romanos' parece agora limitar-se à descrição ambiental de uma Roma que, paradoxalmente, poderá lembrar a periferia contemporânea de uma grande cidade como São Paulo. Ainda segundo Loredana, "os personagens, figurinhas deformadas, quase marionetes expressionistas, vão além do que se entende por realismo". Esta edição inclui quatro mapas da cidade de Roma, com destaque para os pontos geográficos e lugares significativos citados nos contos, o que ajudará o leitor pouco familiarizado com a geografia romana a situar-se em relação ao espaço físico das narrativas de Moravia.
Publicado pela primeira vez em 1954, 'Contos romanos' figura entre os mais significativos livros da extensa obra de Alberto Moravia. Ambientados em uma Roma que sai esgotada da Segunda Guerra, os contos são narrados quase sempre por um personagem que fala em primeira pessoa e conta uma história cheia de espertezas, expedientes e pequenos truques da luta para não sucumbir completamente à adversidade. O realismo antes atribuído aos 'Contos romanos' parece agora limitar-se à descrição ambiental de uma Roma que, paradoxalmente, poderá lembrar a periferia contemporânea de uma grande cidade como São Paulo. Ainda segundo Loredana, "os personagens, figurinhas deformadas, quase marionetes expressionistas, vão além do que se entende por realismo". Esta edição inclui quatro mapas da cidade de Roma, com destaque para os pontos geográficos e lugares significativos citados nos contos, o que ajudará o leitor pouco familiarizado com a geografia romana a situar-se em relação ao espaço físico das narrativas de Moravia.

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