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Dinâmicas de Funcionamendo Da Área de Estudo do No 2ºCiclo Do Ensino Básico - Um Estudo de Caso

Dinâmicas de Funcionamendo Da Área de Estudo do No 2ºCiclo Do Ensino Básico - Um Estudo de Caso

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Universidade Nova de Lisboa
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Departamento de Ciências da Educação






DINÂMICAS DE FUNCIONAMENTO DA ÁREA DE ESTUDO ACOMPANHADO NO 2º CICLO DO ENSINO BÁSICO

UM ESTUDO DE CASO




Fernando Jorge Costa Figueiredo


Tese apresentada na Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de
Mestre em Ciências da Educação



Orientador:
Professor Doutor António Candeias


2004
Universidade Nova de Lisboa
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Departamento de Ciências da Educação






DINÂMICAS DE FUNCIONAMENTO DA ÁREA DE ESTUDO ACOMPANHADO NO 2º CICLO DO ENSINO BÁSICO

UM ESTUDO DE CASO




Fernando Jorge Costa Figueiredo


Tese apresentada na Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de
Mestre em Ciências da Educação



Orientador:
Professor Doutor António Candeias


2004

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CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO1. Preâmbulo
 O presente estudo tem como objectivo geral, a análise das dinâmicas defuncionamento da Área de Estudo Acompanhado, no 2º Ciclo do Ensino Básico de umaescola EB 2, 3 do interior centro de Portugal.Neste capítulo, pretende-se enquadrar a presente investigação em relação ao seucontexto e à sua relevância, procurando uma ligação à realidade portuguesa. Segue-se umaexposição dos objectivos e das questões da investigação, terminando com a apresentaçãoda organização do trabalho, onde se enumeram os capítulos que o constituem e se sumariao respectivo conteúdo.
2. Contextualização do problema
Uma das principais inovações da última Reorganização Curricular do EnsinoBásico, instituída pelo Decreto-Lei 6/2001, foi a criação da Área de Estudo Acompanhado(AEA) [artigo 5º, ponto 3, alínea b]. Esta inovação surge como uma resposta à necessidadeda Escola formar os seus alunos com sucesso, tornando-os cada vez mais autónomos. Parauma melhor contextualização desta problemática, serão explanados nesta secção aspectoscomo o insucesso e o abandono escolares em Portugal. Faremos também umacaracterização institucional da AEA, bem como do seu contributo, previsível, para superaro insucesso e o abandono escolares. A escolha destes itens, resulta de uma tentativa,necessariamente subjectiva de, como recomenda Hargreaves (1998), relacionar a parte como todo, a reforma específica com o propósito e o contexto do seu desenvolvimento, olhandoas inter-relações entre as diferentes partes no contexto daquele todo.
2.1. O abandono e o insucesso escolares em Portugal
Infelizmente, o insucesso escolar é um estigma que continua a marcar muitascrianças em Portugal, sendo que em termos gerais, o abandono escolar é a sua manchamais negra e visível. Em relação ao ano lectivo 1996/97, aquando do lançamento doprojecto de reflexão participada sobre os currículos do Ensino Básico, pelo Departamentoda Educação Básica (DEB), Abrantes (2001) afirmava que “o diagnóstico da situação
 
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apontava sérios problemas na escola básica, com uma evidente dificuldade em promover ocumprimento de uma escolaridade obrigatória de nove anos bem sucedida” (p. 35).Durante a década de noventa os níveis de abandono escolar baixaramsignificativamente no nosso país. Segundo o Ministério da Educação e no que diz respeitoao Continente, 12,5% da população escolar dos dez aos quinze anos, idades quecompreendem os 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico, abandonou a escola no ano de 1991. Estevalor baixou em 2001 para 2,7%, sendo quase nulo em determinadas zonas do continente,mas merecendo ainda destaque noutras como as regiões do Tâmega e do Douro (ME,2002a). Apesar desta melhoria, o facto de quase três crianças em cada cem abandonarem aescola, perfazendo um total de aproximadamente dezoito mil no ano de 2001 (ME, 2002c),não se coaduna com os valores de uma sociedade verdadeiramente democrática e evoluída,que exige dos cidadãos uma cada vez maior participação informada e fundamentada. Umavez que o estudo de caso que nos propusemos fazer decorreu com alunos do 2º Ciclo doEnsino Básico, é pertinente aquilatar a realidade inerente a este universo. No intervalo dosdez aos doze anos, idades que compreendem maioritariamente este Ciclo, o abandono noano de 2001 correspondeu aproximadamente a 1,1% da população escolar respectiva,perfazendo um total de três mil, quatrocentos e três alunos. O país continua assim aincorrer no risco da exclusão social, por via do acesso diferenciado ao conhecimento.Apesar da sua actualidade, os problemas de insucesso escolar no nosso país não sãonovos e ao longo dos tempos, muitas foram as medidas no sentido de os debelar, embora deêxito duvidoso. Em relação a estas medidas eminentemente administrativas, LeandroAlmeida afirma que:“… reduziram drasticamente as taxas de reprovação em Portugal nos 9 anos daEscolaridade Básica. Contudo, predomina a percepção que tais medidas apenas«camuflaram», mas não resolveram, o problema dos alunos que apresentamdificuldades em cumprir os critérios curriculares fixados ou os objectivos maislatos da educação escolar…” (Almeida, 1998a, pp. 45-46).Um estudo internacional sobre as competências dos alunos de 15 anos, realizadoem vários países industrializados, o
Programme for International Student Assessment 
 (PISA), ajuda a analisar a situação actual no nosso país, no que diz respeito à literacia emLeitura, Matemática e Ciências (GAVE, 2001). Concluiu-se que em Portugal, apenas 48%dos jovens de 15 anos a frequentar a escola, são bem sucedidos na realização das tarefascorrespondentes aos três níveis mais elevados da literacia de Leitura, contra 60% no espaçoda OCDE. Também na literacia em Matemática a situação é preocupante, sendo os
 
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resultados médios dos alunos portugueses claramente inferiores aos obtidos, em média, noespaço da OCDE. Em relação à literacia em Ciências, mais uma vez, os resultados dosalunos portugueses se revelaram claramente inferiores aos obtidos, em média, no espaço daOCDE. Outros estudos têm evidenciado os baixos níveis de literacia científica dos alunosportugueses (Martins, Dias, e Silva, 2000, citados em Fonseca, 2002).Se analisarmos a papel da escola em formar para o exercício de uma cidadaniacompetente, este papel está comprometido pelos baixos níveis de literacia evidenciadospelos alunos do Ensino Básico (Rosário, 2001). Por outro lado, as dificuldades enunciadasno parágrafo anterior podem colocar sérios problemas de concorrência com outros países,uma vez que segundo Rivière (1988, citado em GEP, 1990), “todo o atraso em que um paísincorra no desenvolvimento dos conhecimentos dos jovens, futuros agentes de produção,coloca esse país em situação muito delicada relativamente aos seus vizinhos econcorrentes” (p. 7). Assim, esta situação poderá ser mais marcante em relação a Espanha,que obteve valores significativamente mais elevados que Portugal, nas três escalas deliteracia (GAVE, 2001).O problema do insucesso escolar não pode ser analisado de ânimo leve e comligeireza, pois as variáveis envolvidas são incontáveis e tão pouco responsabilizam apenasos alunos pelo fracasso, para quem os inúmeros esforços desenvolvidos em busca dosucesso, são muitas vezes infrutíferos. A este respeito, Leandro Almeida afirma o seguinte:“… Alguns alunos, apesar do esforço pessoal que desenvolvem, dos bonsprofessores que têm e de metodologias activas de aprendizagem implementadasna sala de aula, experimentam dificuldades na sua aprendizagem. Por vezes,estas dificuldades vão-se estruturando progressivamente ao longo da suaescolaridade e os alunos vão interiorizando estratégias e formas poucoeficientes de lidar com o seu estudo, Pode acontecer, inclusive, que taisestratégias foram suficientes para assegurar a aprendizagem e o sucesso escolaraté um certo nível de escolaridade, mas mostraram-se desadequadas nas fasesescolares seguintes…” (Almeida, 2001, p. 61).É neste contexto, que a Reorganização Curricular do Ensino Básico surge comouma tentativa de debelar estas fraquezas do sistema educativo português (Abrantes, 2001;Veiga Simão, 2002). Esta era uma das recomendações emitidas pelo Conselho Nacional deEducação (CNE) no seu parecer nº3/2000, onde se pode ler que se espera com aReorganização Curricular do Ensino Básico, o combate ao insucesso e ao abandono escolar(CNE, 2000). Desta reorganização, surge a Área de Estudo Acompanhado cuja génese eenquadramento legal apresentamos nos pontos seguintes.

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