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Design e Imaginário: aproximações filosóficas no campo do simbólico

Design e Imaginário: aproximações filosóficas no campo do simbólico

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Design e Imaginário: aproximações filosóficas no campo do simbólico
Autor:
Marcos Namba Beccari
Vínculo Institucional:
Universidade Federal do Paraná, Programa de Pós-graduaçãoem Design, Campus Reitoria (Curitiba/PR).
Eixo Temático:
Educação, imaginário e psicologia arquetípica: a integração da alma
Categoria:
Comunicação
Resumo do Trabalho:
Este trabalho provém de nossa pesquisa iniciada no contexto deMestrado (PPG-Design UFPR, 2010) e pretende apresentar um recorte específico de umpanorama acerca das possíveis aproximações entre Design e Imaginário
 – 
nãonecessariamente enquanto disciplinas ou campos de estudo, mas especialmenteenquanto temáticas abertas a diferentes posturas e perspectivas. Como forma decontraposição e contribuição à intitulada
Filosofia do Design
, consideramos necessárionão apenas identificar algumas das poucas
pontes
já construídas, mas tambémsinalizar a singularidade de nossa abordagem
 – 
a saber, do Design enquanto articulaçãosimbólica. De início, revisamos o modo pelo qual Flusser, Baudrillard e Arganrelacionam Design ao estudo filosófico da imagem, imaginação e imaginário. Emseguida, relatamos algumas das pesquisas que já exploram o Design a partir do viés doImaginário. Por fim, demarcamos a influência
 junguiana-arquetípica
em nossaabordagem ao considerarmos o designer enquanto um articulador simbólico, isto é,aquele que promove experiências simbólicas. Portanto, adotando uma posturatransdisciplinar que tangencie o eixo temático no qual estamos inseridos, pretendemosesboçar uma possível perspectiva do Design sobre a relação mediada por símbolos entreo homem e seu entorno.
Palavras-chave:
Design, Filosofia do Design, Imaginário, articulação simbólica,abordagem junguiana-arquetípica.
 
Introdução
Inserida
no tema “Filosofia do Design”, a proposta da pesquisa
de onde o
 presente artigo provém (“
Articulação Simbólica: uma abordagem junguiana aplicada àFilosofia do Design
”,
Mestrado em Design, PPG Design UFPR, 2011) consiste naconstrução de uma abordagem teórica
 
que apresente ao campo do Design umaperspectiva proveniente da psicologia de Carl Gustav Jung.Na tentativa de explorar um caminho diferente da visão modernista-pragmatista (predominante no campo do Design), buscamos investigar os preceitosexistentes em dois eixos centrais: Filosofia do Design
1
e Psicologia Analítica. O fiocondutor está na relação do Design com a psique humana, especificamente no que ser
efere à “articulação simbólica”.
A postura adotada, pois, enfatiza a dimensão do
 Imaginário
na medida em que encara as experiências simbólicas como sendo mediaçõesentre o homem e o mundo, isto é, aquilo que atribui significado e sentido às coisas.Nosso intuito fundamental, portanto, é delinear um caminho provisório quetraga à luz do Design enquanto área do saber a Articulação Simbólica como um novoponto de vista teórico e filosófico. Trata-se de uma abertura
inicial para um “olhar defora”,
buscando focar a discussão filosófica do Design a partir da Filosofia (e não mais apartir do Design em si). Por certo, a oportunidade desta iniciativa nos instiga ainvestigar as intermináveis correntes filosóficas que analisam temas como estética,comunicação, mídias, tecnologia, linguagem, etc. No entanto, nos limitaremos apenas atrês pensadores contemporâneos que se referem diretamente ao termo
design
, seja comoatitude, fenômeno ou fato histórico: Vilém Flusser (1920-1991), Jean Baudrillard(1929-2007) e Giuliu Carlo Argan (1909-1992).A problemática analisada por Flusser, Baudrillard e Argan implica, desde logo,assumir que o
 pensar 
e o
 fazer design
não repousa apenas sobre o projeto e o objetoprojetado, mas antes sobre o próprio
mundo
. Trata-se, não obstante, da premissa iniciale primordial para a compreensão do presente artigo, isto é, o entendimento do
mundo
como
 projeto-limite
do Design. Cada uma das disciplinas do Design pode estudar tantoo
 projetar 
em si quanto suas múltiplas possibilidades e expressões. A abordagemfilosófica, contudo, é ao mesmo tempo específica e abrangente ao distinguir-se das
1
Esta disciplina foi inicialmente proposta por alguns colaboradores do periódico internacional
 DesignStudies
, especialmente no volume 23 (2002) que foi dedicado ao assunto. Cf. GALLE, 2002, p. 211
 – 
218.
 
preocupações recorrentes que delimitam o nosso campo e, respectivamente, aoflexibilizar e enriquecer as
 fronteiras
do mesmo.Evidentemente, o Design enquanto objeto de estudo pode ser explorado portodas as ciências humanas, cada qual a partir do que lhe é próprio. Por sua vez, asperspectivas de Flusser, Baudrillard e Argan são particulares, mas necessárias parapermitir outros acessos
 – 
sobretudo aqueles aos quais assistimos
 – 
, pois evitam osdesvios causados por uma compreensão filosófica insuficiente acerca do Design e desuas manifestações ou linguagens. Procederemos, deste modo, por via de exclusão,indicando apenas suas semelhanças e aproximações para distinguirmos o enfoque queestamos propondo em nosso trabalho.
Filosofia, Imagem e Design: Flusser, Baudrillard e Argan
Para Baudrillard (2008), é próprio do ser humano fabricar objetos no intuito deatribuir um sentido a si perante o mundo. Logo, para compreendermos a nós mesmos, épreciso analisar os objetos e as relações que temos para com eles. De acordo comFlusser (2007), atribuímos uma função e um significado ao mundo na medida em quetransformamos nossas relações com o nosso entorno. Mas o
designer 
é alguém que,
além disso, “deduz
 
e maneja eternidades” (FLUSSER,
op. cit., p. 191) por possuir um
olho-sentinela
[que]
olha para o longe, em direção à eternidade” (op. cit., p. 188).
De modo semelhante, Argan (1993) considera o Design como uma tentativa dohomem em tomar as rédeas de seu próprio destino, tarefa esta que exige
imaginação
 – 
 aquilo que para Flusser (1985, p. 7)
se define como “a capacidade de fazer e decifrar imagens”.
De acordo com Argan (1993), ao organizar as informações e não apenas aforma e o espaço, o designer acaba também determinando o próprio tempo e, com isso,a nossa própria noção de
destino
. Mas como é possível projetar algo sobre o qual nãotemos controle? Com a
imaginação
. A imaginação é, para Argan, a faculdade que nospermite pensar em nós mesmos de forma diferente do que somos e, deste modo, proporuma finalidade além da situação presente.
“O
 projeto
não é mais do que (...) pôr
em prática os progressos imaginados”
(ARGAN, op. cit., p. 266). Não há como ter imaginação na
 programação
(um cálculomatemático ou um desenho técnico, por exemplo) ou em qualquer conhecimento lógico-

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