HISTÓRIA DE ANGOLA
O KIMBUNDU, UMA LÍNGUA EMBLEMÁTICA
E o ponto de vista defendido pelo especialista do Congo da margem direita, Jean de Dieu Nsonde, na sua nova obra « Falamos kimbundu. Língua de Angola » que lançara, em Paris,em algumas semanas, na rua das Escolas, no Bairro Latino, as
edições L’Harmattan.
Selado no bom formato de 140 paginas este estudo e oseguimento, lógico, dos notáveis trabalhos anteriores deste antigoestudante da rigorosa Escola Histórica de Brazzaville.
Com efeito, esse Doutor em história pré - colonial naUniversidade de Paris 1, complete com esse último livro, as suassólidas análises sobre a evolução religiosa, linguística ecivilizacional do imenso conjunto federal Kongo e dos seusterritórios aliados.
Nsonde, cuja tarefa foi facilita pela similaridade do kikongo ekimbundu, falares considerados, ate, recentemente, variantes deuma mesma língua, que estava, visivelmente, ainda veicular, emLoanda, no século XVI, marca o inicio da diferenciação, maispronunciada, entre os dois idiomas, gémeos, a partir da violentefundação da Colónia portuguesa de Angola nas terras do aliadoNdongo, território, igualmente, dos Nzinga.
E, e naturalmente que o kimbundu será arrastado peladinâmica histórica e se apresenta, hoje, segundo o especialistacongolês, actualmente Professor em função em Guadalupe, nasAntilhas francesas, como a língua angolana que, mais, fagocitou,retenções do português. E, será, também, esse idioma que, mais,dará, à língua de Camões, os seus bantuismos.E, e sobre o falar dos
Ngola
que será produzida, maisinstrumentos linguísticos : dicionários, glossários, léxicos egramáticas.
Apreendida, portanto, na pretensiosa colónia, a língua da«
Warrior
Queen of Matamba
» será influenciada pela consolidacaomilitar deste território, ocupado de forca, com as suas capacidadesde activismo esclavagista e sua imparável primeira evangelização.