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Trabalho cibernetica– VILÉM FLUSSER – FILOSOFIA DA CAIXA NEGRA_final

Trabalho cibernetica– VILÉM FLUSSER – FILOSOFIA DA CAIXA NEGRA_final

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1
 
Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais eHumanasCurso de Ciências da Comunicação
SISTÉMICA E MODELOS DE INFORMAÇÃO
 2011/2012
 
CIBERNÉTICA
Para uma Cibernética da Máquina Fotográfica
 
Ciências da Comunicação
1. º Ano | Turma A/BDocente:
Professor Jorge Martins RosaProfessor Artur Alves
Discentes:
Regina Agria, nº34612Ricardo M. Geraldes, nº 34220
 
 
2
INTRODUÇÃO:
Este trabalho, realiza-se no âmbito de Sistémica e Modelos de Informação, etem como objectivo abordar a máquina fotográfica no campo da cibernética, sendonecessário relatar os conceitos básicos desta ciência para uma melhor compreensão dotema.A cibernética é uma ciência relativamente nova, obtendo consolidação em1948 com o livro
“Cybernetics, or Control and Communication in the Animal and theMachine”
de Norbert Wiener, considerado o pai da cibernética, tendo alcançado cadavez mais relevância nas sociedades modernas para compreender as limitações dacomunicação.Esta é uma área interdisciplinar – estudando o funcionamento dos mecanismosda comunicação e dos processos de controlo em diversos sistemas, desde biológicos,mecânicos, electrónicos, etc., preocupando-se essencialmente com a «linguagem mastambém o estudo das mensagens como meios de digerir a maquinaria e a sociedade»
 
(Wiener, 1984, p. 15), não se aplicando somente ao plano tecnológico, extrapolando para outros campos relacionados com a comunicação, como a psicologia, asociologia, etc.Quanto à máquina fotográfica como exemplo prático, abordaremos o
input 
, o
output 
e
 feedback 
, com recurso ao
 Ensaio da Fotografia
(1998) de Vilém Flusser.Ao analisar o organismo cibernético da máquina fotográfica, não esquecemoso ser humano, isto é, o fotógrafo como parte integrante desse processo comunicativo.
INTRODUÇÃO À CIBERNÉTICA
Será a II Guerra Mundial a contribuir para o aparecimento desta, prendendo-seà necessidade de incrementar um sistema de controlo de mísseis antiaéreos, quanto àtransmissão e controlo de informação entre o homem e a máquina.Com efeito, conceitos como
Controlo
e
Comunicação
estão ligadosintrinsecamente à cibernética conforme Wiener diz: «Quando me comunico com outra pessoa, transmito-lhe uma mensagem, e quando ela, por sua vez, comunica comigo,replica com uma mensagem conexa […] para o meu comando ser eficaz, tenho detomar conhecimento de quaisquer mensagens vindas de tal pessoa que me possamindicar ter sido a ordem entendida e obedecida.»
 
(Wiener, 1984, p. 16), o que explicaa razão de ter dado este nome à nova ciência que deriva da palavra grega
kubernetes
,isto é, piloto, governador.Importa salientar outro conceito, a
 Informação
– concepção que levou a predizer o futuro dos computadores, ao definir da seguinte maneira: «[…] é o termoque designa o conteúdo daquilo que permutamos com o mundo exterior ao ajustar-nosa ele, o que faz com que o nosso ajustamento seja nele percebido.» (Wiener, 1984, p.17).
 
3
Este crê que «a sociedade só pode ser compreendida através de um estudo dasmensagens e das facilidades de comunicação de que disponha»
 
(Wiener, 1984, p. 17),sem qualquer discernimento entre homem e máquina, e embora reconheça diferençasde pormenor, as mensagens são sinais a enviar e receber, e só poderia ser ummecanismo “cíclico” se a primeira mensagem enviada for recebida e entendida, paraum novo
input 
e
output 
, que estão sujeitos à tendência da Natureza de degradação,isto é, de
 Entropia
.Para falar-se de
 Entropia
, é necessário contextualizarmo-nos com as Leis daTermodinâmica, ainda que refirem sobretudo à energia. O primeiro princípio daTermodinâmica «reconhece na energia uma entidade indestrutível, dotada de um poder polimorfo de transformações», cedendo «ao universo físico uma garantia deauto-suficiência e eternidade»
 
(Morim, 1987, p. 38), isto é, a quantidade de energiadentro de um sistema mantém-se inalterável. Já o segundo princípio daTermodinâmica consiste na ideia de degradação da energia dentro de um sistema.Será James C. Maxwell, com a experiência do ‘
 Demónio de Maxwell’ 
, aconseguir inverter o segundo princípio, experiencialmente, com a presença de um‘demónio’ que controlaria a entropia – com entropia produzida por ele próprio.Wiener acrescenta conceitos como caixa-negra,
inputs
e
outputs
,
 feedbacks
positivose negativos.Este analisou a fundo as dissemelhanças entre os comportamentos humanos eas máquinas, afirmando que «as modernas máquinas automáticas [...] possuem órgãossensórios, isto é, receptores para mensagens que venham do exterior.» (Wiener, 1984, p. 22).
 
O seu mecanismo tanto pode ser simples ou complexo, já que «os dadosintroduzidos […] podem implicar um grande número de combinações.» Taiscombinações já podem estar (e devem estar) armazenadas com dados anteriores, noque chamamos de
memória
. (Wiener, 1984, p. 24).Como o autor afirma, a Física moderna admite que o demónio de Maxwell«só pode obter informação que abre ou fecha as portas por meio de algo como umórgão sensório, que para tais propósitos, será um olho […]» (Wiener, 1984, p. 30).Significa, então, que a luz também está presente, e não somente o gás. Para o‘demónio’ actuar, só poderia ser num sistema desequilibrado, bem como a luz partir do exterior, invertendo provisoriamente a direcção habitual da entropia que, no final,também ela se desgastará.Wiener acentua três características gerais das máquinas, quanto à
automatização
: a primeira, de que as máquinas servem um propósito específico, possuindo órgãos motores para sua execução; segundo, devem estar em modo ‘
enrapport’ 
com o exterior através dos órgãos sensoriais; terceiro, o
 feedback 
, «ou seja, acapacidade de poder ajustar a conduta futura em função do desempenho pretérito.»
 
(Wiener, 1984, p. 33)

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