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Algaroba

Algaroba

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Published by 2010marcio1967
arvore do semi arido
arvore do semi arido

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Published by: 2010marcio1967 on Jan 08, 2012
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01/19/2012

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240 
ISSN 1517-5030 Colombo, PR Outubro, 2009
TécnicoComunicado
Identicação da espécie
Nome cientíco:
Prosopis juliora
(Sw.) DC.
Nome comum: Algaroba, algarobeira (Brasil);mesquite (México); cuji (Venezuela); mesquite,algarroba, nacascol (Guatemala); carbón (ElSalvador); acácia de Catarina (Nicarágua) e aromo(Panamá)Sinônimo:
Mimosa juliora
SwartzVariedades:
Prosopis juliora
var.
inermis
(H.B.K.)Burkart
Prosopis juliora
var.
horrida
(H.B.K.) Burkart
Classicação taxonômica, origem eintrodução
A algarobeira, ou simplesmente algaroba, é umaárvore da família das leguminosas (Leguminoseae,subfamília Mimosoideae) pertencente ao gênero
Prosopis
, do qual são conhecidas mais de 40espécies, distribuídas em três continentes: América,Ásia e África. No continente americano estão asmaiores concentrações dessas espécies, ocorrendonas regiões ocidentais mais secas, desde o sudestedos Estados Unidos até a Patagônia. Na América doSul, são encontradas aproximadamente 70 % dasespécies do gênero e, dessas, 93 % são nativas daArgentina.A espécie
P. juliora
ocorre naturalmente noMéxico, América Central, e norte da América do Sul(Peru, Equador, Colômbia e Venezuela). Além dasregiões de origem, foi introduzida para cultivos deforragem e madeira no Brasil, Sudão, Sahel, Áfricado Sul e Índia.No Brasil, é cultivada, principalmente, na RegiãoNordeste, sendo que a sua introdução ocorreua partir de 1942, em Serra Talhada, PE, comsementes procedentes de Piura, no Peru. Existemtambém registros de duas outras introduçõesque foram realizadas em Angicos, RN, em 1946,
Algaroba (
Prosopis julifora
):Árvore de Uso Múltiplo paraa Região Semiárida Brasileira
Jorge Ribaski 
1
Marcos Antônio Drumond 
2
 
Visêldo Ribeiro de Oliveira
2
 
Clóvis Eduardo de Souza Nascimento
2
   Á  r  v  o  r  e   d  e  a   l  g  a  r  o   b  a .   F  o  t  o  :   M  a  r  c  o  s   A  n  t   ô  n   i  o   D  r  u  m  o  n   d .
1
Engenheiro Florestal, Doutor, Pesquisador da
Embrapa Florestas
. E-mail:
ribaski@cnpf.embrapa.br
2
Engenheiro Florestal, Doutor, Pesquisador da
Embrapa Semiárido
. E-mail:
drumond@cpatsa.embrapa.br
;
 
viseldo@cpatsa.embrapa.br
;
clovisen@cpatsa.embrapa.br
 
2
Algaroba (
Prosopis juliora
): Árvore de Uso Múltiplo para a Região Semiárida Brasileira
por meio de sementes oriundas do Peru e, em1948, com sementes do Sudão. A partir daí, suaexpansão para os demais estados ocorreu atravésda regeneração natural e plantios.
Descrição botânica
Árvore espinhosa ou raras vezes inerme (semespinhos), apresentando altura de 6 m a 15 m,tronco ramicado com diâmetro à altura do peito(DAP) variando de 40 cm a 80 cm e copa com 8 ma 12 m de diâmetro. Folhas bipinadas, comumentecom poucos pares de pinas opostas; folíolospequenos e oblongos. Os frutos são indeiscentes,lomentos drupáceos, lineares, falcados; mesocarpocarnudo; endocarpo dividido em compartimentoscontendo uma semente em cada; segmentocoriáceo para lenhoso (Fig. 1a); sementes ovóides(Fig. 1b), achatadas, com linha ssural nas faces,duras, amarronzadas. As ores são pequenas,actinomorfas, hermafroditas, de coloração branco-esverdeada, tornando-se amarela com a idade (Fig. 1c).
Biologia reprodutiva e fenologia
As espécies do gênero
Prosopis
são hermafroditas,predominando a alogamia. A oração e afruticação têm início a partir do segundo-terceiroano. Estudos têm demonstrado variação naprodução de vagens entre árvores, bem como naforma, tamanho e teores de açúcares nos frutos.Em geral, apresenta dois períodos de oraçãoe fruticação, sendo o de maior intensidade naprimavera, de setembro a novembro, quando seobserva menor precipitação e décit hídrico naregião. O outro período ocorre entre os meses deabril e junho.Uma inorescência possui em média 340 ores.A eciência da polinização é baixa, sendo de 29 %em relação ao número de inorescências, e de 1,5 %em relação ao número de ores. A polinizaçãoé entomóla, sendo a abelha (
 Apis mellifera
) o
principal agente polinizador.A utuação na quantidade de perda de folhasé baixa, e está ligada à resposta siológica dasárvores quanto ao estresse hídrico e incidência deinsetos desfolhadores. A emissão de folhas novasse concentra no período de dezembro a maio,coincidindo com o período chuvoso.
Reprodução e multiplicação
A algaroba se reproduz por semente e por estaquia.As sementes, por possuírem tegumento duro,devem receber tratamento pré-germinativo antesde colocadas para germinar. Os tratamentos à basede escaricação mecânica ou química, como o usode ácido sulfúrico, apresentam bons resultados.Todavia, por ser mais prático e econômico, nãooferecendo riscos aos operadores, aconselha-se imergir as sementes em água quente, após aebulição, retirando-as após 3 a 5 minutos.Para produção de mudas via propagação vegetativa,as estacas devem ser colhidas de ramos novosde árvores matrizes selecionadas, principalmente,com base na produção de vagens que é um dosprincipais produtos da algaroba. Estes ramos devemter idade inferior a um ano, podendo ser de brotaçãobasal ou de copa. Enraizamentos de 60 % a 70 %são obtidos em casa de vegetação com temperaturade 30 ºC a 35 ºC e umidade relativa de 70 % a80 %, utilizando como substrato areia lavada evermiculita na proporção de 4:1. Enraizamentos de
Fig. 1.
a) Vagens; b) sementes; c) inorescências. Fotos: Clóvis Eduardo de Souza Nascimento.
 
acb
 
3
Algaroba (
Prosopis juliora
): Árvore de Uso Múltiplo para a Região Semiárida Brasileira
50 % a 80 % também são obtidos em condiçõesde telado (com 50 % de sombra, coberto complástico e em condições ambientais) e com irrigaçãointermitente.As estacas devem ter entre 10 cm e 15 cm decomprimento e diâmetro de 2,5 mm a 4,5 mm.Sugerem-se estacas com 100 % de folhas e o usode hormônios, como o ácido indolbutírico (AIB) naconcentração de 2.000 ppm, para a indução doenraizamento. A porcentagem de enraizamento éfunção do período de coleta das estacas, númerode gemas e condições nutricionais da própriaplanta. Quanto ao período do ano para a colheitadas estacas, os estudos demonstraram os mesesde novembro a fevereiro como o ideal para ascondições de Petrolina, PE. Com relação ao númerode gemas nas estacas, pelo menos duas devemser deixadas na parte superior do solo. Entretanto,um maior número de gemas na parte aéreaproporcionará uma maior taxa de emissão de folhase enraizamento da estaca.
Clima e solos
A espécie vegeta bem em regiões com precipitaçãopluviométrica entre 150 mm e 1.200 mm anuais.A maior produção de vagens ocorre em regiõesque apresentam temperatura média anual superiora 20 ºC, precipitação em torno de 300-500 mm,e umidade relativa entre 60-70 %. Resiste alongas estiagens, com períodos superiores a novemeses de seca. Nas áreas de ocorrência natural,são encontradas árvores desde o nível do mar atéaltitudes de 1.500 m.Cresce sobre diferentes classes de solos, mesmoque rochosos, arenosos ou salinizados. Desenvolve-se bem em Neossolos Flúvicos (Solos Aluviais),desde que não sejam hidromórcos, apresentandoboa produção de vagens em solos com presençade calcário. Recomenda-se evitar plantios emsolos muito rasos e de platôs, a m de evitarproblemas de tombamento das árvores em funçãodos fortes ventos e do seu sistema radicial, queé predominantemente supercial, bem como,pela baixa capacidade de suprimento de umidadeque desfavorece a sobrevivência das plantas e aprodução de frutos. O valor do pH do solo variaentre 5,0 e 8,0.
P. juliora
é considerada uma espécie potencial pararestabelecer a fertilidade e produtividade de solossódicos degradados. Além dos objetivos de retornoeconômico com a produção de madeira, lenha eforragem, ela tem sido plantada, principalmentena Índia, para recuperação de solos alcalinosimprodutivos.
Invasão biológica
A invasão da algaroba (
P. juliora
)
 
tem ocorridoe ocupado milhões de hectares na África do Sul,Austrália, litoral da Ásia e norte da Índia e doSudão. Na África, Ásia e Austrália, quando asinvasões ocorrem dentro de extensas áreas demargem de rios e áreas degradadas, têm resultadoem alta densidade de populações.A maior contribuição para o processo de invasãoocorre pela dispersão das sementes. Como osbovinos, muares e caprinos não são capazes dedigerir totalmente as vagens da algaroba, ocorre adisseminação das sementes nos estercos. Sementespresentes em esterco de bovino atingem os maioresíndices de germinação e as maiores sobrevivênciae esperança de vida, o que possivelmente sejacausado pela menor dessecação das sementes,proporcionada pelo ambiente úmido do esterco (Fig. 2).
Fig. 2.
Plântulas de
Prosopis juliora
no esterco de muares. Foto:Clóvis Eduardo de Souza Nascimento.
A erradicação é extremamente difícil. Além disso, éimportnate se manter uma exploração racional dessaespécie como fonte de recurso natural nas regiõessemiáridas. O controle da invasão da algaroba podeser feito por meio da poda das árvores, capina e

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