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paulo-freire

paulo-freire

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05/29/2013

pdf

text

original

 
T
í 
tulo
1
:
Paulo Freire – debate com os professores mineiros
 Autor:
Paulo Freire
Editor:
Departamento de Educa
çã
o do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais
Data de publica
çã
o:
1981-04-11
Direitos autorais
2
:
Creative Commons by-nc-nd 2.5 (Atribui
çã
o-Uso N
ã
o-Comercial-Vedada a Cria
çã
ode Obras Derivadas)
Descri
çã
o:
“Este caderno
é
o resultado da transcri
çã
o da confer
ê
ncia do professor Paulo Freire para osprofessores de Minas Gerais, no dia 11 de abril de 1981, na Faculdade de Direito da UFMG, em BeloHorizonte” (Departamento de Educa
çã
o do Sindicato dos Professores/MG - Departamento Pedag
ó
gicoda U.T.E.)
Palavras-Chave:
Paulo Freire, debate, educador(a), educando(a), confer
ê
ncia
Tipo:
Texto
Formato:
pdf 
Idioma:
Portugu
ê
s
P
á
ginas (vers
ã
o impressa)
3
:
3-18
Fonte:
Departamento de Educa
çã
o do Sindicato dos Professores no Estado de Minas Gerais e doDepartamento Pedag
ó
gico da Uni
ã
o dos Trabalhadores do Ensino-UTE
Localiza
çã
o (vers
ã
o impressa):
Centro de Refer
ê
ncia Paulo Freire (Instituto Paulo Freire)
Localiza
çã
o (vers
ã
o digital):
1 O IPF esfor
ç
ou-se para que esta vers
ã
o digital ficasse o mais fiel poss
í 
 vel do texto original em sua vers
ã
o impressa.Contudo, devido
à
s especificidades do suporte digital, podem haver altera
çõ
es de estilo, fonte, espa
ç
amentos, etc. Noentanto, elas n
ã
o contemplam o conte
ú
do, que permanece inalterado e, portanto, podem ser encontrados eventuais errosortogr
á
ficos, de digita
çã
o ou gramaticais no texto.
2
 
Para mais informa
çõ
ú
meros que aparecem no meio das p
á
ginas do texto dizem respeito
à
numera
çã
o de p
á
gina do original.
1
 
Outras informa
çõ
es: “
 A confer
ê
ncia foi uma promo
çã
o conjunta do Departamento de Educa
çã
o doSindicato dos Professores no Estado de Minas Gerais e do Departamento Pedag
ó
gico da Uni
ã
o dosTrabalhadores do Ensino-UTE, respons
á
 veis, tamb
é
m, por sua publica
çã
o. Normalmente avesso
à
 publica
çã
o de seus pronunciamentos, o professor Paulo Freire concordou em abrir esta exce
çã
o, ap
ó
s aleitura dos originais. Procuramos manter a fidelidade a suas palavras, incluindo apenas algumascorre
çõ
es, indicadas pelo pr
ó
prio educador. Queremos agradecer ao prof. Paulo Freire, que abriu m
ã
ode seus direitos autorais, possibilitando uma edi
çã
o de baixo custo e, conseq
ü
entemente, que maisprofessores tenham acesso a sua leitura. Este caderno abre, tamb
é
m uma s
é
rie
 
de publica
çõ
es, atrav 
é
sdas quais o Departamento de Educa
çã
o do Sindicato dos Professores pretende levar para as Escolas osdebates e discuss
õ
es que vem promovendo” (Departamento de Educa
çã
o do Sindicato dosProfessores/MG - Departamento Pedag
ó
gico da U.T.E.)Publica
çã
o do Departamento de Educa
çã
o do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais -Rua Tupinamb
á
s, 179, 12º, 13º e 14º andares. Caixa Postal 1.261 - Belo Horizonte – 30.000.Edi
çã
o: Ricardo Batista Amaral - SJPMG nº 1.759Diagrama
çã
o e Arte: S
é
rgio Aspahan.Composi
çã
o: JADA Composi
çã
o Eletr
ô
nica- Tel.: 332-9366Impress
ã
o: Sinttel-MG - Tel.: 222-4666Direitos cedidos pelo autor. Belo Horizonte. outubro de 1981.2
 
Paulo FreireDebate com os professores mineiros Abril de 1981
 As rela
çõ
es entre a educadora e o educando n
ã
o se d
ã
o no ar, no vazio, nem se d
ã
o somente nacabe
ç
a da gente. Estas rela
çõ
es, inclusive, n
ã
o s
ã
o estritamente pedag
ó
gicas, porque elas s
ã
o tamb
é
mpol
í 
ticas, o que vale dizer que a compreens
ã
o dessas rela
çõ
es tem que ver com a natureza pol
í 
tica daEduca
çã
o mesma. Quer dizer: n
ã
o h
á
Educa
çã
o neutra. N
ã
o se faz uma Educa
çã
o para a humanidadeou em favor da humanidade, em favor dos chamados seres humanos, em abstrato. A Educa
çã
o
é
umato pol
í 
tico, sempre um ato pol
í 
tico.Ent
ã
o, as considera
çõ
es em torno das rela
çõ
es entre a educadora e o educando que eu fa
ç
oaqui, agora, t
ê
m que ver com um certo ponto de vista pol
í 
tico que
é
o em que eu me encontro e que euespero que n
ã
o seja reacion
á
rio. Se fossem considera
çõ
es em torno dos defeitos de um educador numaperspectiva reacion
á
ria, ent
ã
o, necessariamente as minhas considera
çõ
es seriam outras.Por isso mesmo
é
que a educadora tem que estar muito clara com rela
çã
o
à
sua op
çã
o pol
í 
tica edeve ser muito l
ú
cida na sua pr
á
tica educativa enquanto pr
á
tica pol
í 
tica, seja uma professora prim
á
riaou uma universit
á
ria. E, numa perspectiva que eu costumo chamar de libertadora, mesmo que eu n
ã
opense que a Educa
çã
o
é
a alavanca de transforma
çã
o da sociedade, a rela
çã
o entre a educadora e oeducando ter
á
necessariamente que ser uma rela
çã
o de desafio
à
criatividade dos educandos e n
ã
ouma rela
çã
o de apassivamento dos educandos.Esse problema da criatividade me parece de uma import
â
ncia imensa nessa rela
çã
o entre aeducadora e os educandos. A criatividade dela e dos educandos, n
ã
o apenas a criatividade dela ou doseducandos sem ela. Eu n
ã
o defendo a tese da anula
çã
o completa da educadora diante dos educandos.O que eu defendo
é
uma esp
é
cie de ausentar-se para ficar e n
ã
o uma tentativa de ficar, saindo. N
ã
o seise est
á
claro o jogo de palavras que eu fiz, quer dizer, para mim, a educadora t
ã
o mais fica, quantomenos imp
õ
e sua presen
ç
a, e t
ã
o mais parte, quanto mais imp
õ
e sua presen
ç
a. E quanto mais imp
õ
esua presen
ç
a tanto menos possibilita a criatividade dos educandos e a sua tamb
é
m.
É
preciso ent
ã
o que n
ã
o nos esque
ç
amos de uma outra coisa:
é
que, sendo a Educa
çã
o um atopol
í 
tico, ela
é
tamb
é
m um ato de conhecimento. N
ã
o h
á
possibilidade de uma situa
çã
o educativa emque n
ã
o esteja em jogo um certo objeto de conhecimento a ser desvelado pela educadora e peloseducandos.Na medida em que h
á
esse ato de conhecimento
é
que cabe
à
educadora se perguntardiariamente, constantemente: conhecer o qu
ê
? E quando nos perguntamos sobre o que conhecer, n
ó
snos perguntamos sobre o conte
ú
do program
á
tico mesmo da Educa
çã
o.(3)Mas essa pergunta tamb
é
m n
ã
o basta, porque ter
í 
amos que perguntar tamb
é
m: quem conhecena Educa
çã
o? Se eu respondo que quem conhece na Educa
çã
o
é
a educadora e que o educando
é
 quem, por n
ã
o conhecer, precisa ser ensinado, ou seja, educado, eu indiscutivelmente assumo umaposi
çã
o autorit
á
ria e n
ã
o libert
á
ria. E se eu pergunto de novo quem conhece e respondo numaperspectiva criadora, din
â
mica, dial
é
tica, processual, compreendendo o conhecimento como algo n
ã
ofinalizado e compreendendo a realidade n
ã
o como um dado a
í 
, mas como um dado dando-se, ent
ã
oeu descubro que quem conhece na pr
á
tica educativa
é
o educador e
é
tamb
é
m o educando. O objetodo conhecimento, no fim, fica como o elemento que mediatiza os dois sujeitos que est
ã
o procurandoconhecer. Temos, de um lado , o educador, de outro, o educando, ambos exercitando uma curiosidadenessa busca. Por isso mesmo
é
que na rela
çã
o entre o educador e o educando o desenvolvimento dacriatividade e da curiosidade de ambos
é
absolutamente indispens
á
 vel. A burocracia da mente
é
 exatamente o contr
á
rio da curiosidade de quem quer conhecer.Mas
é
preciso tamb
é
m que a gente se pergunte enquanto educador: conhecer em favor de qu
ê
?Conhecer em favor de quem? O que vale dizer: conhecer contra qu
ê
? Conhecer contra quem? Por isso3

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