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José Ferrater Mora - Dicionário de Filosofia

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DICIONÁRIO DE FILOSOFIAJOSÉ FERRATER MORADICIONÁRIO DE FILOSOFIATEXTO PREPARADO POR EDUARDO GARC A BELSUNCE E EZEQUIEL OLASOTRADUZIDO DO ESPANHOL POR ANTÓNIO JOSÉ MASSANO E MANUELPALMEIRIMPUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE LISBOA 1978ALGUNS DADOS SOBRE JOSÉ FERRATER MORA: -- José ferrater moranasceu em 1912, em Barcelona. Estudou na sua cidade natal, indoviver depois, sucessivamente, para Cuba, (1931-1934), Chile(1941-1947), e Estados Unidos, onde ainda reside.Foi professor de filosofia na Universidade do Chile e, a partirde 1949, no Bryn Mawr College (Pennsylvania, E. U. A.).Simultaneamente foi dirigindo cursos em muitas Universidades daEuropa (especialmente da Espanha e da França) e do continenteamericano.É membro, desde 1962, do INSTITUTO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA,organismo que reúne um número restrito de membros -- nuncasuperior a cem e todos recrutados pelo instituto -- recrutados emtodos os países do mundo.Ferrater Mora tornou-se internacionalmente conhecido pelo seumonumental DICION RIO DE FILOSOFIA, uma obra que o seu autor foipacientemente elaborando, refundindo e ampliando desde a suaprimeira edição até à actual. A obra, cuja última edição seapresenta em dois grossos volumes, constitui um trabalho semparalelo no género. Ela patenteia não só a vasta e quase incrívelinformação que Ferrater Mora possui sobre toda a história dafilosofia e sobre todas as disciplinas filosóficas -- e umatambém excepcional informação científica e humanística --, masainda uma impressionante capacidade de síntese.O presente volume, editado sob o título de DICION RIO DEFILOSOFIA, é uma versão abreviada do volumoso e desenvolvidotrabalho de Ferrater Mora: mas uma versão abreviada feita sob aorientação do autor e com a sua supervisão.PRÓLOGO DO AUTORA partir do momento em que o meu Dicionário de Filosofia atingiuas dimensões de uma verdadeira "enciclopédia", editor e autorcomeçaram a pensar em preparar uma edição abreviada para uso dealunos de ensino médio, de cursos universitários e, ainda, de umvasto público que, embora muito interessado na filosofia, nãoestá normalmente na disposição de adquirir ou consultar uma obraque, devido apenas ao seu volume, foi qualificada de"monumental". Essa edição abreviada deveria conter o essencial daedição maior sem prejudicar a utilidade e a clareza.Tratava-se de uma tarefa árdua. Se Ezequiel de Olaso e EduardoGarcia Belsunce não tivessem generosamente aceite levá-la a cabo,duvido muito que hoje fosse uma realidade. Muitas e variadasvirtudes e aptidões se requeriam para o efeito: um conhecimento
 
profundo do conteúdo e estrutura do Dicionário de Filosofia, umsaber filosófico amplo e sólido, um excepcional bom critério paraseleccionar o fundamental e eliminar o menos urgente e, não seránecessário dizê-lo, uma invulgar capacidade de síntese. Estas eoutras virtudes e aptidões possuem-nas os signatários desteDicionário de Filosofia abreviado, que inclusive pode serconsultado por aqueles que possuem a obra grande, quando tiveremnecessidade de fazer uma consulta rápida. Podem estar certos deque vão encontrar nestas páginas simultaneamente densas elúcidas, tudo o que procuram e, como acontece amiúde nosdicionários bem equilibrados, algumas coisas que lhes serão dadaspor acréscimo.Ezequiel de Olaso e Eduardo Garcia Belsunce explicam num prefácioos critérios em que se basearam, e que os guiam, na elaboração dapresente obra. Embora nunca tenha tido dúvidas sobre a capacidadee o bom senso destes meus grandes amigos e colegas, tenho deconfessar que o resultado ultrapassou a minha expectativa. EsteDicionário de Filosofia revela vantagens que saltam à vista:utilidade, facilidade de consulta, pureza de estilo e aquilo aque se poderia chamar "proporcionalidade". Esta última é tãoextraordinária que poderia considerar-se inclusive a obra maiorcomo uma ampliação e extensão da edição abreviada. Revela umaoutra grande vantagem: o seu preço incrivelmente baixo. Aeditorial Sudamericana, que não se poupa a sacrifícios para pôrao alcance de toda a gente o que há de melhor e de mais vivo nacultura universal, deitou mais uma vez mãos à obra paraacrescentar um anel a uma cadeia de publicações que lhegranjearam merecido prestígio em todo o mundo. Todos osdirigentes da editorial merecem sinceras felicitações pelo seuespírito de empresa cultural, mas quero terminar com a menção dedois nomes que me são muito caros. O de Antonio López Llausás,que orientou com mão firme e segura a editorial desde o início, eo do seu mui chorado filho, Jorge, que tão cedo nos foiarrebatado e ao qual se devem muitas das coisas e dos projectosque hoje em dia se estão a realizar. Este Dicionário de Filosofiaabreviado tem, e espero por muito tempo continue a ter, o seucunho.José Ferrater Mora.AA, AB, AD -- As proposições latinas _a, _ab, figuram em muitaslocuções latinas usadas na literatura filosófica, principalmenteescolástica, em língua latina, mas também noutras línguas;algumas dessas proposições são, por outro lado, de uso corrente,como _a _priori (v.) _a _posteriori (v.) a priori), etc.Apresentam-se, em seguida, por ordem alfabética, uma lista dealgumas dessas locuções.@A CONTRÁrio -- A PARI - estas duas locuções foram usadas nalinguagem jurídica para indicar que um argumento usado referentea uma determinada espécie se aplica a outra do mesmo género. Oargumento a contrário procede de uma oposição encontrada numa
 
hipótese a uma oposição nas consequências de uma hipótese.Definiu-se o raciocínio _a _pari como o que se passa de um caso,ou tipo de caso, a outro.@A DICTO SECUNDUM QUID AD DICTUM SIMPLICITER -- Refere-se a umraciocínio que consiste em afirmar que se um predicado convém aum sujeito em algum aspecto ou de um modo relativo, lhe convém emtodos os aspectos ou de um modo absoluto (se S é P em relação comalgo, S é sempre e em todos os casos P). Este raciocínio é umsofisma (v.) Para indicar que não é válido, usa-se a fórmula _a_dictum _secundum _quid _ad _dictum _simpliciter _non _valet_consequentia.@A FORTIOR -- Em sentido geral e retórico, diz-se que umraciocínio é a fortior, quando contem certos enunciados que sesupõem que reforçam a verdade da proposição que se tentademonstrar, de tal modo que se diz que essa proposição é afortior verdadeira. Em sentido estreitamente lógico, diz-se que éa fortior um raciocínio em que se usam adjectivos comparativoscomo "maior do que", de tal modo que se passa de uma proposição àoutra em virtude do carácter transitivo desses adjectivos. Umexemplo deste sentido lógico é: "dado que João é mais velho doque Pedro, e Pedro mais velho do que António, João é mais velhodo que António".@A DIGNORI (V. à frente a potiori).@A PARI (V. A CONTRÁrio).@A PARTE ANT-- A PARTE POST -- Na literatura escolástica, usa-seesta expressão quando se diz, por exemplo, que a alma existiu aparte ant se o seu ser é anterior ao corpo, e que existiu a partepost, se não antecede o corpo e começa com este.@A PARTE MENTIS (v. a parte rei).@A PARTE REI -- Usa-se para significar que algo é segundo a coisaem si, segundo a sua própria natureza. Por exemplo, podeperguntar-se se as coisas naturais são a parte rei ou se resultamda operação do entendimento. O ser a parte rei opõe-se, pois, aoser secundum intellectum ou ao ser a parte mentis.@A PERFECTIOR (V. A POTIOR).@A POSTERIOR (V. A POSTERIOR).@A POTIOR -- A DIGNIORI-- A PERFECTIOR -- Estas três locuções sãoequivalentes e usam-se quando se leva a cabo a definição de umacoisa tendo em conta o melhor, o mais digno, o mais perfeito,existente na coisa definida.@A PRIORI (V. A PRIORI).A QUO-- AD QUEM -- Ao falar do movimento local, usa-se a locuçãoa quo para indicar o ponto de arranque e a locução ad quem paraindicar o ponto terminal do movimento de um móbil. Ambas aslocuções indicam também o ponto inicial e terminal ou conclusão

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