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Raymond Boudon - Dicionário de Sociologia

Raymond Boudon - Dicionário de Sociologia

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Obra: DICIONÁRIO DE SOCIOLOGIA  Autor: RAYMOND BOUDON e outros
A presente digitalização da obra destina-seexclusivamente a permitir o acesso de deficientesvisuais ao respectivo texto. Por força da lei dedireitos de autor, não pode ser distribuída paraoutros fins, no todo ou em parte, ainda quegratuitamente. No restrito âmbito referido, está, nostermos da lei portuguesa,isenta de direitos de autor.*****
DICIONÁRIO DE SOCIOLOGIA
Sob a direcção de RAYMOND BOUDON, PHILIPPE BESNARD, MOHAMED CHERKAOUI eBERNARD-PIERRE LÉCUYER Tradução de António J. Pinto RibeiroPUBLICAÇÕES DOM QUIXOTELISBOA1990---Publicações Dom Quixote, Lda.Rua Luciano Cordeiro, 116, 2º1098 Lisboa Codex - PortugalReservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor © 1989, Librairie LarousseTítulo original: Dictionnaire de la SociologieLicença editorial por cortesia do Círculo de Leitores1ª edição: Setembro de 1990Depósito legal nº 36 895/90Fotocomposição: Fotocompográfica, Lda.Impressão e acabamento: Resopal, Lda.Distribuição:Diglivro - Rua llha do Pico, 3-B, Pontinha, LisboaMovilivro - Rua Gomes Leal, 93, PortoISBN: 972-20-0809-9---
PRÓLOGO
O Dicionário de Sociologia procura conciliar duas exigências: pretende-se simples porquanto se dirigeao estudante e ao grande público; mas esforça-se igualmente por propor definições rigorosas e completasdos conceitos sociológicos mais correntes e mais fundamentais, assim como curtas monografias sobre os principais sociólogos clássicos e modernos.Trata-se de uma obra colectiva para a qual se mobilizaram as competências de cerca de sessenta professores universitários e investigadores que aceitaram participar nesta iniciativa. As diferenças deorientação e as particularidades de estilo foram respeitadas, sendo cada autor responsável pelos artigos queredigiu.Os limites de volume impostos pela colecção em que se insere este Dicionário obrigaram a opções e asacrifícios por vezes dolorosos. Esperamos, no entanto, nada ter omitido de essencial. Encontrar-se-ão as
 
referências bibliográficas completas das obras mencionadas na bibliografia apresentada no fim da obra.---
COLABORADORES
André AKOUN (A.A.) Professor da Universidade de Paris-VPierre ANSART (P.A.) Professor da Universidade de Paris-VIIBertrand BADIE(B.B.) Professor da Universidade de Clermont-IJean BAECHLER (J.B.) Professor da Universidade de Paris-SorbonneFrancis BALLE (F.B.) Professor da Universidade de Direito, Economia e Ciências Sociais de Paris, vice-reitor das Universidades de ParisAndré BÉJIN (A.B.) Responsável pela Pesquisa no CNRSPhilippe BÉNÉTON (P.B.) Professor da Faculdade de Direito de RennesJean-Michel BERTHELOT (J.-M.B.) Professor da Universidade de Toulouse-IIPhilippe BESNARD (P.B.) Director de Pesquisa no CNRSPierre BIRNBAUM (P.B.) Professor na Universidade de Paris-IRaymond BOUDON (R.B.) Professor na Universidade de Paris-SorbonneFrançois BOURRICAUD (F.B.) Professor na Universidade de Paris-SorbonneMichel BOZON (M.B.) Responsável pela Pesquisa no INEDJean CAZENEUVE (J.C.) Professor jubilado na Sorbonne, presidente do Conselho Nacional deComunicaçãoBernard CAZES (B.C.) Chefe da Divisão de Estudos a Longo Prazo, comissário-geral do PlanoFrançois CHAZEL (F.C.) Professor da Universidade de Bordéus-IIMohamed CHERKAOUI (M.C.) Director de Pesquisa no CNRSYves CHEVALIER (Y.C.) Professor da Universidade de ToursJacques COMMAILLE (J.C.) Director de pesquisa no CNRS, director do CRI de VaucressonCharles-Henry CUIN (C.-H.C.) Professor-conferencista da Universidade de Bordéus-IIJean-Pierr DECONCHY (J.P.D.) Professor da Universidade de Paris-X, director do Laboratório dePsicologia SocialDaniel DERIVRY (D.D.) Responsável pela Pesquisa do CNRSLilyane DEROCHE-GURCEL (L.D.G.) Funcionário do Ministério da IndústriaMarcel DRULHE (M.D.) Professor-conferencista no Instituto de Ciências Sociais da Universidade deToulouseFrançois DUBET (F.D.) Professor-conferencista na Universidade de Bordéus-IIPatrice DURAN (P.D.) Professor-assistente do Centro de Sociologia Política da Universidade de Bordéus-IIJacqueline FELDMAN (J.F.) Director de Pesquisa do CNSErhard FRIEDBERG (E.F.) Director de Pesquisa do CNS, conferencista do Instituto de Estudos Políticosde ParisAlain GIRARD (A.G.) Professor jubilado da Universidade de Paris-V, consultor científico no INEDYves GRAFMEYER (Y.G.) Professor-conferencista de Sociologia da Universidade de Lyon-IIJean-Paul GRÉMY (J.-P.G.) Professor da Universidade de Paris-VFrançois GRESLE (F.G.) Professor da Universidade de Paris-XAnne-Marie GUILLEMARD (A.-M.G.) Professor da Universidade de Paris-I Nicolas HERPIN (N.H.) Professor-conferencista na Universidade de Paris-VIIIClaudine HERZLICH (C.H.) Director de pesquisa do CNRS, director de Estudos do EHESSJean KELLERHALS (J.K.) Professor da Universidade de GenèveGérard LAGNEAU (G.L.) Director de Pesquisa do CNRS---Jean-Claude LAMBERTI (J.-C.L.) Professor da Universidade de Paris-VBarbara LASLETT (B.L.) Professor da Universidade de MinnesotaBernard-Pierre LÉCUYER (B.-P.L.) Director de Pesquisa do CNRSPatrice MANN (P.M.) Professor-conferencista da Universidade de Bordéus-IIBenjamin MATALON (B.M.) Professor da Universidade de Paris-VIII Nonna MAYER (N.M.) Director de Pesquisa no CNRSSylvie MESURE (S.M.) Pesquisador da Fundação ThyssenRaymonde MOULIN (R.M.) Director de Pesquisa do CNRS
 
Claire PETROFF-BARTHOLDI (C.P.-B.) Sociólogo da Universidade de GenèvePatrick PHARO (P.P.) Director de Pesquisa do CNRSClaude RIVIÈRE (C.R.) Professor da Universidade de Paris-V, director do Laboratório de EtnologiaMichel ROBERT (M.R.) Pesquisador do CNRS, professor auxiliar da Universidade de Paris-X (Nanterre)Philippe ROBERT (P.R.) Director de Pesquisa do CNRSDominique SCHNAPPER (D.S.) Director da Escola de Altos Estudos de Ciências SociaisDenis SEGRESTIN (D.S.) Professor-conferencista do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios, ParisJean SEGUY (J.S.) Director de Pesquisa do CNRS (Grupo de Sociologia das Religiões)François de SINGLY (F.S.) Presidente da Secção de Sociologia e Demografia do Comité Nacional dePesquisa CientíficaJean-René TRÉANTON (J.-R.T.) Professor da Universidade de Lille-Flandres-ArtoisBernard VALADE (B.V.) Professor-conferencista da Universidade de Paris-SorbonnePhilippe Van PARIJS (P.V.P.) Pesquisador da FNRS, professor da Universidade Católica de LouvainJean-Marie VINCENT (J.-M.V.) Professor da Universidade de Paris-VIII (Saint-Denis)---9
AAbsentismo:
A noção de absentismo é estudada pelos sociólogos no sentido específico de ausência dotrabalho.O estudo do absentismo põe problemas de definição e de medida. Antes de fazer a soma dos tempos deausência, é preciso saber que tipos de ausência serão contabilizados: assim, as mulheres têm a reputação dese ausentarem mais que os homens, mas, se se excluírem as licenças de maternidade, a diferençaapresentar-se-á bem pequena. A medida do absentismo implica que se disponha do meio de controlar asausências de um assalariado, o que nem sempre acontece: assim, determinada categoria poderá parecer mais absentista que uma outra simplesmente porque as suas ausências são mais perceptíveis.Um estudo efectuado pelo INSEE permitiu, entretanto, estabelecer que o absentismo representava, em1978, cerca de vinte dias úteis por ano, ou seja, 8,5 por cento do tempo de trabalho. Calcula-se que estacifra média baixou sem dúvida a partir de então. Pôde verificar-se que os assalariados se ausentam commaior frequência quando são pouco qualificados, quando estão há pouco tempo ainda no seu posto detrabalho, quando são muito jovens ou, pelo contrário, muito idosos, quando trabalham numa grandeempresa, quando os salários são baixos e as taxas de doença profissional e de acidente de trabalho elevadas. Nos estudos económicos, a ausência do trabalho é principalmente encarada como uma perda para oaparelho de produção e um comportamento desviante que convém canalizar. No quadro da sociologia dasorganizações, o absentismo pode ser compreendido como uma das saídas do sistema de interacção queconstitui a organização, como uma estratégia racional de compensação.D. D.
Abstencionismo:
Chama-se abstencionista ao cidadão que, gozando do direito de voto, não participa numaconsulta eleitoral.O estudo do abstencionismo põe problemas de medida, de conteúdo, de observação e de interpretação. Nos Estados Unidos da América, o abstencionismo é medido pela diferença entre o número de cidadãoscom idade de votar, fornecido pelo recenseamento, e o número de votantes. Na França só sãocontabilizados os eleitores inscritos numa lista eleitoral e que não participam no escrutínio; ora, pôdeestabelecer-se que cerca de um francês em dez não estava inscrito nas listas eleitorais. Sobreavaliado semdúvida no primeiro caso, o abstencionismo é subavaliado no segundo. Em alguns países, como a Bélgica, ovoto é obrigatório. O abstencionismo encontra-se, portanto, lá limitado aos casos de força maior. Por outrolado, nos regimes de partido único o abstencionismo não tem evidentemente o mesmo significado que nasdemocracias pluralistas. Os meios de que se dispõe para o estudo do abstencionismo são reduzidos: asinformações fornecidas pelas listas de votantes efectivos são mais que limitadas e os dados de sondagens com prudência podem ser utilizados.O abstencionismo foi durante muito tempo considerado como um disfuncionamento do sistemademocrático. Nessa lógica foi interpretado como um indício de despolitização, de insuficiente integração política, que seria a consequência de uma débil inserção social. O estudo---

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