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Eleição - Charles Haddon Spurgeon

Eleição - Charles Haddon Spurgeon

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ELEIÇÃO( Charles H. Spurgeon)
“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vosescolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e
 fé 
na verdade, para o que tambémvos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (IITessalonicenses 2:13,14).Ainda que na Palavra sagrada não houvesse outro texto, além deste, penso que todos nós estaríamos naobrigação de reconhecer e aceitar a veracidade daquela grande e gloriosa doutrina que declara que, desde oprincipio, Deus escolheu a Sua própria família. Entretanto, parece haver na mente humana um arraigadopreconceito contra essa doutrina. Pois embora quase todas as demais doutrinas sejam recebidas pelos crentesprofessos, algumas delas acolhidas com cautela e outras com deleite, contudo, no caso dessa doutrina, comfrequência verifica-se desconsideração e repúdio. Em muitos dos nossos púlpitos, muitos considerariam umgrave erro, uma traição mesmo, se alguém pregasse um sermão a respeito da
eleição,
porquanto eles nãopoderiam extrair dali um discurso “prático”, conforme asseveram. Mas é exatamente quanto a esse particularque penso que eles se desviaram da verdade.Tudo quanto Deus nos tem revelado, tem-no feito com um propósito em mente. Nada existe nas Escriturasque, sob a influência do Espírito de Deus, não possa ser transformado em um discurso prático, porquanto“toda a Escritura” foi dada mediante inspiração divina, e é “proveitosa” para algum propósito espiritualmenteútil. É verdade que um tema desses não pode ser transformado em um sermão acerca do livre-arbítriohumano — disso sabemos perfeitamente bem —embora possa ser utilizado como base de um prático discursosobre a graça gratuita de Deus. E a prática do ensino da graça gratuita é o melhor procedimento possível,quando as autênticas doutrinas a respeito do imutável amor de Deus passam a exercer a sua influência sobreos corações dos santos e dos pecadores.Alguns de vós, que tomam um susto diante da simples enunciação do vocábulo “eleição”, talvez digam:“Ouvirei essa pregação com mente aberta e porei de lado os meus preconceitos; certamente prestarei atençãoao que esse homem tem para dizer!” Não fechem logo os ouvidos, nem digam: “Essa é uma doutrina muitoprofunda!” Porquanto, quem autorizou vocês a chamarem essa doutrina de profunda ou de superficial? Porque vocês haveriam de fazer oposição a uma doutrina ensinada por Deus? Lembrem-se do que sucedeu aosrapazinhos que descobriram falta no profeta de Deus e exclamaram: “Sobe, calvo; sobe, calvo!” (II Reis2:23). Não fale nada contra as doutrinas de Deus, pois poderia acontecer que algum animal feroz saísse dafloresta e viesse devorar a você também.Ainda existem outros infortúnios, além do juízo imediato dos céus — cuide para que esses infortúnios nãodespenquem sobre a sua cabeça. Desprenda-se dos seus preconceitos; ouça com calma; ouça sem paixões;ouça o que as Escrituras ensinam. E quando você acolher a verdade, se o Senhor Deus agradar-se em revelá-la e manifestá-la à sua alma, não se envergonhe de confessá-la publicamente. Confessar que você estavaequivocado ontem, é tão-somente reconhecer que você está um pouco mais sábio hoje; e ao invés disso serum reflexo em seu detrimento, é antes uma honra e evidência de que você está se aprimorando no conheci-mento da verdade.A Bíblia deve ocupar o lugar de primazia, e um ministro de Deus deve submeter-se a ela. Não nos competeusar a Bíblia como plataforma para apresentar as nossas idéias, mas como a autoridade que está acima detodo o “nossos pensamento, considerando sempre o fato que a Bíblia se encontra num piano mais elevado ealgumas de suas verdades ultrapassam nosso entendimento. Depois de havermos pregado, continuaremosconscientes de que a montanha da verdade é mais elevada do que os nossos olhos são capazes de perceber;nuvens e escuridão circundam o seu ponto culminante, e não nos é dado divisar-lhe o cume; ainda assim,tentaremos pregá-la tão bem quanto possível. Porém, visto que somos mortais e sujeitos a errar, por issomesmo você deve exercer a sua capacidade de ajuizar. “. . . provai os espíritos, se procedem de Deus.. .“ (1João 4:1). E então, se após ponderada reflexão, de joelhos dobrados, você for impulsionado a desconsiderar adoutrina da eleição — algo que considero totalmente impossível — esqueça-se da mesma, não queira maisouvi-la sendo pregada, mas creia e confesse qualquer coisa que você entenda ser o ensino da Palavra de
 
Deus. Não posso dizer mais do que isso como introdução.Ora, em primeiro lugar falarei um pouco a respeito da
veracidade
dessa doutrina: “. . . Deus vos escolheudesde o princípio para a salvação. . “ Em segundo lugar, procurarei provar que a eleição reveste-se de umcaráter
absoluto:
Deus “. . . vos escolheu desde o principio para a salvação...”, não para a santificação, e,sim, “. . .
 pela
santificação do Espírito e fé na verdade...” Em terceiro lugar, a eleição é
eterna,
porque o textoafirma: “. . . Deus vos escolheu
desde o principio..
.“ Em quarto lugar, trata-se de uma eleição de
caráter  pessoal:
.... . Deus
vos
escolheu. . .“ E, em seguida, consideraremos os
efeitos
dessa doutrina —
avaliando
aquilo que ela realiza. E, finalmente, na medida em que formos capacitados por Deus, procuraremosexaminar as
suas tendências,
a fim de averiguarmos se realmente trata-se de uma doutrina terrível elicenciosa, como alguns dizem. Por assim dizer, tomaremos a flor, e, à semelhança de verdadeiras abelhas,verificaremos se nessa doutrina há algum mel, se pode proceder dela algum bem, ou se ela é um mal semmistura, não diluído.Em primeiro lugar, procurarei provar que essa doutrina da eleição é
verdadeira.
E permitam-me começarcom um argumento que é segundo os homens: falarei com vocês considerando suas diferentes posições eestágios de desenvolvimento. Aqui, há alguns de vocês pertencentes à Igreja Anglicana. Ora, eu sei perfeita-mente bem que vocês crêem profundamente naquilo que os [trinta e nove] Artigos declaram ser a sã doutrina.Oferecerei um exemplo daquilo que esses Artigos afirmam a respeito da
eleição,
de tal maneira que, se vocêsacreditam realmente neles, não poderão deixar de receber a doutrina da eleição. Lerei certa porção do artigoXVII, que se manifesta sobre a predestinação e a eleição: “A predestinação para a vida é o propósito eternode Deus mediante o qual (antes que fossem lançados os fundamentos do mundo) Ele decretou de maneiraconstante, através do Seu conselho secreto a nosso respeito, que livraria da maldição e da condenaçãoàqueles a quem Ele escolhera em Cristo, dentre a humanidade, para conduzi-los à salvação eterna por meiode Cristo, como vasos destinados à honra. Em face disso, aqueles que foram dotados por Deus de tãoexcelente beneficio são chamados, de conformidade como propósito de Deus, pelo Seu Espírito, o qual atuano tempo apropriado, tendo em mira: que, pela graça, obedeçam a essa vocação; sejam gratuitamente justificados; sejam feitos filhos de Deus por adoção; sejam moldados segundo a imagem de Seu Filhounigênito, Jesus Cristo; andem piedosamente em boas obras; e, afinal, pela misericórdia de Deus, cheguem abem-aventurança eterna”.Expus esse artigo de fé diante de vocês, tão-somente para mostrar-lhes que, se vocês pertencem à IgrejaAnglicana, pelo menos não quererão fazer objeção à doutrina da predestinação.Uma outra autoridade humana, por intermédio da qual desejo confirmar a doutrina da eleição, é a antigadeclaração de fé dos valdenses. Se vocês tiverem a oportunidade de ler o credo dos antigos valdenses, queeles redigiram quando estavam sofrendo sob os ardores da perseguição, descobrirão que aqueles famosos se-guidores e confessores da fé cristã davam a mais cordial acolhida e abraçavam essa doutrina, como umaporção da verdade revelada por Deus. Extrai de um livro antigo um dos artigos de fé dos valdenses: “QueDeus salva da corrupção e da condenação aqueles a quem escolheu desde antes da fundação do mundo, nãopor causa de qualquer disposição, fé ou santidade que Ele tenha previsto neles, mas por motivo de Sua puramisericórdia, em Cristo Jesus, Seu Filho, deixando de levar em conta quaisquer outras considerações,segundo a irrepreensível razão de Sua própria livre vontade e justiça”.Portanto, não estou pregando aqui nenhuma novidade; nenhuma doutrina nova. Gosto imensamente deproclamar essas antigas e vigorosas doutrinas, que são conhecidas pelo cognome de calvinismo, mas que, porcerto e verdadeiramente, são a verdade de Deus, a qual nos foi revelada em Jesus Cristo. Por meio dessa ver-dade da eleição, faço uma peregrinação ao passado, e, enquanto prossigo, contemplo pai após pai da Igreja,confessor após confessor, mártir após mártir levantarem-se e virem apertar minha mão. Se eu fosse um de-fensor do pelagianismo, ou acreditasse na doutrina do livre-arbítrio humano, então eu teria de prosseguirsozinho por séculos e mais séculos em minha peregrinação ao passado. Aqui e acolá, algum herege, decaráter não muito honrado, talvez se levantasse e me chamasse de irmão. Entretanto, aceitando como aceitoessas realidades espirituais como o padrão de minha fé, contemplo a pátria dos antigos crentes povoada pornumerosíssimos irmãos; posso contemplar multidões que confessam as mesmas verdades que defendo,multidões que reconhecem que essa é a religião da própria Igreja de Deus.Também quero apresentar a vocês um extrato da antiga confissão batista. Nesta congregação, somosbatistas — ou pelo menos a maioria de nós o é — e gostamos de averiguar o que os nossos predecessoresescreveram. Cerca de duzentos anos atrás, os batista se reuniram e publicaram os seus artigos de fé, a fim de

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