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DEFEITOS DE MOLDAGEM [1]

DEFEITOS DE MOLDAGEM [1]

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INTRODUÇÃO
A resolução de quaisquer problemas no processo ou defeitos nas peças moldadasrequer um bom conhecimento sobre polímeros, equipamentos de processamento e umentendimento claro do processo de injeção. Este é o motivo pelo qual os problemas demoldagem são o último tópico a ser abordado na maioria dos cursos sobre injeção.o somente conhecimento e experiência o requeridos para a resolução deproblemas de moldagem, mas também tempo e paciência.Para eliminar um defeito numa peça moldada, um plano deve ser traçado e executadopasso-a-passo, um passo de cada vez. A abordagem deve ser sistemática, lógica eorganizada, Uma abordagem desorganizada pode levar a um gasto de tempo bemmaior, para resolver o mesmo problema.Todos os passos devem ser registrados: ninguém sabe depois de quanto tempo(meses ou anos) o mesmo problema pode aparecer novamente. Depender da memóriapode ser decepcionante. Todo transformador de plásticos deve guardar registros dosproblemas que ele encontrou e como ele os resolveu. Se ele compilar esta informação,ele não vai depender de adivinhação ou de uma experimentação entediante, paratentar resolver os problemas. Estes registros podem ser usados para refrescar amemória, se forem lidos periodicamente, a fim de manter ativas as habilidades emresolver problemas de moldagem.Uma abordagem sistemática consta nas folhas que se seguem a esta introdução.
PROBLEMAS DE MOLDAGEM - Seção 1ABORDAGEM PREVENTIVA
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VARIAVEIS QUE INFLUENCIAM O PROCESSO DE INJEÇÃO
A injeção de plásticos é influenciada por muitas variáveis, tais como temperaturas,pressões e tempos, eficiência da injetora (“design” da rosca), funcionamento doscontroles e instrumentação da injetora, o tipo de pomero processado e a suadistribuição de peso molecular, o grau de atenção do operador e as suas habilidades, oprojeto da peça e a sua geometria, o projeto e construção do molde. Uma outravariável corresponde às exigências do usuário final, que ás vezes especifica certascaracterísticas contraditórias para a peça: muitas vezes, estas características sãopraticamente impossíveis de serem alcançadas. Por exemplo, tolerância de ± 1 thou(0,0254 mimetros), para Polietileno e Nylon, sem cargas. Ou um acabamentoespelhado da superfície das peças é especificado, ao mesmo tempo em que se desejauma alta produtividade, necessitando-se trabalhar com o molde frio. Estes oexemplos de especificações e expectativas fora de propósito.Muitas variáveis estão além do controle do operador, a despeito do grau de habilidadesque ele tenha adquirido, problemas irão ainda ocorrer, causados por circunstânciasfora do seu controle. Uma influência comum na qualidade das peças e produtividade éo projeto da peça e a construção do molde. Seções transversais extremamentegrossas causarão chupagem. Algumas vezes, é impossível livrar-se deste defeito, a
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menos que o projeto do molde seja modificado e o ponto de injeção seja colocado emoutra região da peça.Peças e moldes que possuam um projeto deficiente são exemplos de problemas comos quais um operador tem que conviver,
tendo que ajustar o seu processo e ciclo
para acomodar essas eventuais deficiências de projeto.Uma outra variável que não pode ser influenciada pelos operadores é a seleção domaterial. Em muitos casos, quando um material é muito “grosso” para encher ummolde, um “grade” de resina mais fluido pode resolver o problema. O operador, nestecaso, pode apenas relatar o problema, mas ele não possui a palavra final paradeterminar a substituição do material.Aditivos que são incorporados ao polímero podem causar defeitos. Quando são usadoscorantes termicamente instáveis nas temperaturas ótimas de processamento domaterial, eventuais mudanças de cor na peça podem ocorrer e a culpa ser atribuída aooperador.A adequação da injetora ao processamento é um outro fator além do controle dooperador. Um molde é construído e alocado para operar com uma máquina. que possuiuma certa força de fechamento. Às vezes, pode haver a formação de rebarbas e ooperador o pode eliminar as rebarbas somente pelo ajuste das variáveis deprocessamento (temperatura, pressão e velocidade). Neste caso, uma máquina comuma força de fechamento maior é necessário. O operador pode somente sugerir estasolução, mas ele não tem como implementar a sua recomendação.
Variáveis sob controle do operador:
Muitas variáveis podem ser controladas, a depender das habilidades e conhecimentosque os operadores e supervisores possuam sobre o processo de injeção. Estasvariáveis são as temperaturas, pressões, tempos e velocidades, manutenção damáquina, conservação das instalações, manutenção do molde e, acima de tudo,paciência. As variáveis devem ser verificadas e corrigidas uma de cada vez, até que asolução seja encontrada.
2) TEMPERATURAS
Admitindo-se que todos os controles de temperatura estejam em boas condiçõesoperacionais, o operador deve ser capaz de ajustar as temperaturas e conseguir peçasde boa qualidade, que estejam de acordo com as especificações. A fim de ser capazde otimizar as temperaturas, o operador devem saber quais são os fatores queinfluenciam a temperatura do material derretido.
2.1)Fatores que influenciam a Temperatura do Material Fundido
Geometria da rosca - cisalhamento excessivoGeometria do bico de injeçãoCanal da bucha, canais de distribuição e pontos de injeção.Cantos afiados
2
 
Acabamento superficial do moldeRemoção de ar do molde.O operador da quina deve aprender como identificar a inflncia sobre atemperatura, exercida pelas variáveis acima mencionadas, e rela-las para osupervisor da planta, para correção. Por outro lado, os fatores a seguir tambéminfluenciam a temperatura do material fundido e o próprio operador deve corrigi-los:R.P.M. da roscaContra-pressãoFuncionamento inadequado da válvula de bloqueioFuncionamento inadequado dos termoparesObstruções no caminho que o material percorreVelocidade de injeçãoTempo de residência do material no canhão
2.1.1) Fatores fora do controle do Operador 
a)Geometria da rosca-cisalhamento excessivo:
É essencial que se evite um cisalhamento excessivo sobre o polímero. Ageometria da rosca deve segore certos parâmetros de projeto, a depender domaterial que é usado. Em geral, roscas com razão L/D (comprimento/diâmetro)entre 18:1 e 24:1 e uma razão de compressão entre 2:1 e 2,5:1 são usadas.
b)Geometria do Bico de Injeção:
Um bico com “design” adequado, curto e com um orifício razoavelmente abertoirá reduzir a fricção e permitir um bom fluxo do material, sem qualquer degradação térmica. É importante que não haja obstruções, ao longo do trajetodo material.
e)Canal da Bucha, Canais de distribuição e Pontos de Injeção:
Um projeto adequado permitirá que o material escoe facilmente e sem restriçõesque possam causar sobre-aquecimento. O canal da bucha deve ter umaconicidade apropriada, ser bem polido e com uma superfície lisa, livre deburacos ou depressões. O canal da bucha deve sertão curto quanto possível,para reduzir o calor de fricção que é gerado.Os canais de distribuição devem ser circulares ou trapezoidais. Canais quadrados,retangulares ou semicirculares tendem a diminuir a velocidade do fluxo. O ponto deinjeção tem a seção transversal mais restrita, ao longo do trajeto do material; seeles são restritos demais, o calor gerado pode causar a degradação térmica domaterial.
d) Cantos afiados
Cantos afiados podem gerar um enorme calor friccional e influenciar a temperatura
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Willians Silva added this note
Valeu!!
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Ana Maria Maria added this note
Me ajudou bastante. Valeuuuu!!
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