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Investigação-acção na eficiência das escolas

Investigação-acção na eficiência das escolas

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Este artigo pretende refletir sobre o ponto de vista da investigação-ação (I-A) no cenário da investigação em educação e em que medida esta I-A pode contribuir para tornar sustentável a eficiência das escolas. Para isso começa por explicar o que é I-A, relatando as suas origens,
identificando as suas características, enquadrando-a com a investigação socio critica e com os métodos quantitativos e qualitativos. São ainda referidas as técnicas de recolha de dados e as de
tratamento de dados. O rigor e a ética desta metodologia de investigação também são aqui analisados.
De seguida a reflexão incide sobre a I-A e a mudança de forma a gerarem inovação educacional.
Aproveitando o tema da mudança passa-se para a necessidade de ter escolas eficientes e como é que a metodologia de I-A pode ajudar a implementar o Plano de Melhoria da Escola. Por último dão-se
alguns exemplos de aplicações de I-A nas escolas. Conclui-se que a I-A é uma metodologia perfeitamente enquadrada para fazer investigação educacional não só em contexto macro e micro do sistema escolar mas também ao nível organizacional.
Este artigo pretende refletir sobre o ponto de vista da investigação-ação (I-A) no cenário da investigação em educação e em que medida esta I-A pode contribuir para tornar sustentável a eficiência das escolas. Para isso começa por explicar o que é I-A, relatando as suas origens,
identificando as suas características, enquadrando-a com a investigação socio critica e com os métodos quantitativos e qualitativos. São ainda referidas as técnicas de recolha de dados e as de
tratamento de dados. O rigor e a ética desta metodologia de investigação também são aqui analisados.
De seguida a reflexão incide sobre a I-A e a mudança de forma a gerarem inovação educacional.
Aproveitando o tema da mudança passa-se para a necessidade de ter escolas eficientes e como é que a metodologia de I-A pode ajudar a implementar o Plano de Melhoria da Escola. Por último dão-se
alguns exemplos de aplicações de I-A nas escolas. Conclui-se que a I-A é uma metodologia perfeitamente enquadrada para fazer investigação educacional não só em contexto macro e micro do sistema escolar mas também ao nível organizacional.

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 Investigação
Ação naEficiência das Escolas
AUTOR: DOUTORANDA SUSANA GONÇALVES
Julho 2011
 
 Artigo desenvolvido no âmbito do Seminário em Investigação- Ação e Problemática de Investigação emLiderança Educacional |Doutoramento em Ciências da Educação | Especialidade Liderança | Universidade Aberta | Portugal 
 
 
Doutoramento em Educação | Especialidade Liderança | Susana Gonçalves |
Seminário em Investigação-Acão e Problemáticas deInvestigação em Liderança Educacional
 
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INVESTIGAÇÃO-AÇÃO NA EFICIÊNCIA DAS ESCOLASABSTRAT
Este artigo pretende refletir sobre o ponto de vista da investigação-ação (I-A) no cenário dainvestigação em educação e em que medida esta I-A pode contribuir para tornar sustentável aeficiência das escolas. Para isso começa por explicar o que é I-A, relatando as suas origens,identificando as suas características, enquadrando-a com a investigação socio critica e com osmétodos quantitativos e qualitativos. São ainda referidas as técnicas de recolha de dados e as detratamento de dados. O rigor e a ética desta metodologia de investigação também são aqui analisados.De seguida a reflexão incide sobre a I-A e a mudança de forma a gerarem inovação educacional.Aproveitando o tema da mudança passa-se para a necessidade de ter escolas eficientes e como é quea metodologia de I-A pode ajudar a implementar o Plano de Melhoria da Escola. Por último dão-sealguns exemplos de aplicações de I-A nas escolas. Conclui-se que a I-A é uma metodologiaperfeitamente enquadrada para fazer investigação educacional não só em contexto macro e micro dosistema escolar mas também ao nível organizacional.
PALAVRAS CHAVE
Investigação- Ação, eficiência, mudança, inovação educacional, Plano de Melhoria da Escola.
1- INTRODUÇÃO
Com este artigo pretende-se analisar de que forma a Investigação- Ação (I-A) educacional já seencontra no quotidiano das escolas, como uma metodologia a nível macro do sistema educativo, anível micro da sala de aula, mas principalmente a nível mezzo de compreensão e intervenção (Nóvoa,1999).Vai-se dar particular atenção à eficiência nas escolas e das vantagens que a I-A pode trazer a essenível.Procura-se responder a questões como:Q1- Que reflexões se podem fazer do ponto de vista da investigação-ação no cenário da investigaçãoem educação?Q2- Em que medida pode a investigação-ação contribuir para tornar sustentável a eficiência dasescolas?
1.1- O que é a I-A
Assim, cumpre saber o que é I-A. Imensa literatura existe sobre o assunto proveniente dos maisvariados autores conceituados pelo meio académico. Parecem concordar sobre a origem destametodologia de investigação em Kurt Lewin (1890-1947)
1
. Este autor concebeu este tipo de
1
Biografia de Kurt Lewin na Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Kurt_Lewin . Consultado em 3 de Julho 2011.
 
Doutoramento em Educação | Especialidade Liderança | Susana Gonçalves |
Seminário em Investigação-Acão e Problemáticas deInvestigação em Liderança Educacional
 
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 investigação para estudar atividades coletivas para o bem de todos, consistente com uma práticareflexiva social. Passando-lhe a palavra:
“The research needed f 
or social practice can best be characterized as research for socialmanagement or social engineering. It is a type of action-research, a comparative research on theconditions and effects of various forms of social action, and research leading to social action.
Research that produces nothing but books will not suffice”, (Lewin 1946
2,
reproduced in Lewin1948: 202-3, citado em Smith, 2009).
O primeiro registo da sua aplicação em educação aparece na Teacher´s College of ColumbiaUniversity, com o professor desta universidade, Stephen Corey e outros investigadores, ainda nadécada de 40. Em 1953 publicam uma primeira obra
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onde utilizam a I-A para melhorar as práticasescolares, em que grupos de professores se organizam de forma a compreenderem as suas práticas ea transformá-las. Depois de um período de declínio, a I-A volta a surgir em força, e aparentemente paraficar, na década de 70. Tendo em conta esta literatura pode-se dizer que a I-A é uma metodologia de investigação utilizadaquando se pretende investigar para resolver um problema real, numa perspetival essencialmenteprática, em que o investigador pretende agir, intervir, modificar a realidade que investiga.Interessante o ponto de vista de Melrose (2001) que conclui ser mais importante para a I-Adesencadear um processo de mudança e melhoria no mundo real do que produzir uma teoria que lutapor atenção entre as teorias já existentes no meio académico. Os resultados da investigação sãoconsiderados mais importantes do que a teoria gerada.Entra-se assim no paradigma de investigação sócio crítico uma vez que se pretende a mudança, atransformação, a intervenção, obtida por uma proximidade com a praxis (ação), com uma maior interação social, obtida através de uma reflexão critica participada.A I-A é feita em vários ciclos, com várias fases. Também aqui vários autores desenvolveram modelosdiferentes mas sempre com a mesma intencionalidade (Coutinho et al. (2008), Lewin (1946), Kolb(1984), Carr & Kemmis (1986), (Elliott, 1991), Latorre (2003). Pode-se dizer que normalmente, nosvários modelos de I-A existentes, a primeira fase de investigação consiste na observação da práxispara determinar o problema. A segunda fase será a de reflexão e planificação de como agir. Numaterceira fase já se irá agir, implementar o planeado, no terreno. Numa quarta fase vai-se avaliar edecidir se existem melhorias a incrementar, passando assim para um segundo ciclo (terceiro, quarto,até decidir que o problema identificado foi resolvido) ou se conseguir resolver o problema que gerou ainvestigação dando-a assim por concluída.É uma investigação participada porque muitas vezes tanto investigador como investigado participam,colaborativamente.Assim, é muito importante que o investigador, em cada ciclo, através de uma reflexão críticapermanente, vá incrementado a aprendizagem que faz, a experiencia, sondando a situação e a práticaem investigação, construindo o conhecimento com a I-A em que participa (Melrose, 2001).Desta forma enquadra-se perfeitamente na investigação educacional, em que o investigado, muitasvezes assume também o papel de investigado quando analisa as suas próprias práticas. O professor,
2
Titulo do artigo: Action research and minority problems. J Soc. Issues 2(4): 34-46.
 
3
Título da obra: Action Research to Improve School Practice.

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