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A história secreta da Rede Globo

A história secreta da Rede Globo

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A história secreta da Rede GloboA história secreta da Rede GloboDaniel Heiz"SIM EU SOU O PODER"Roberto MarinhoTchê!Editora Ltda.Av. Capivari, 1141Fone (0512) 49-034090.650 Porto Alegre - RS - BrasilEditorAirton OrtizEdição: Tau GolinEdição de texto: Cássia Corintha PintoCapa: Cristina PozzobonArte-final: Tatiana PazFoto: Roberto SilvaRevisto: Antônio Falcetta e Cecília KemelComposição: AssessortecMontagem: Tattana Paz e Sílvia RomeroDaniel HerzTodos os direitos desta edição estão reservados àTchê! Editora LUkImpresso em fevereiro de 1987Para Walter, meu pai, que ensinoua ser rigoroso com a verdade.Para Fernando, meu filho, presença de vida que faz renascer. AGRADECIMENTOSA Jane, companheira de vida, presente em todos os momentos.Aos colegas e companheiros Adelmo Genro Filho, Carlos Müller e Maria HelenaHermosilla de Los Angeles, que ajudaram a encontrar caminhos.Ao colega e companheiro, Cesar Valente, sempre pronto para fazer as coisasacontecerem.Ao professor Homero Simon, pela decisiva ajuda para desvendar os problemas daradiodifusão e pelo exemplo de integridade e disposição de luta por um Brasilmelhor.Página 1
 
A história secreta da Rede GloboAo companheiro e editor Tau Golin, cuja insistência amiga levou à publicaçãodeste trabalho.Aos meus alunos e companheiros do Curso de Comunicação da Universidade Federalde Santa Catarina, pela convivência que anima para o trabalho."As empresas jornalísticas sofreram, mais talvez do que quaisquer outras, certasinjunções, como depressões políticas, acontecimentos militares. Os prognósticosqueestamos fazendo na TV Globo dependem muito da normalidade.., da tranqüilidade davida brasileira. Esses planos podem ser profundamente alterados, se houver umimprevisto qualquer ou advir uma situação que não esteja dentro dos esquemastraçados, como se vê nas operações deguerra"".(Palavras de Roberto Marinho, diretor-presidente das organizações Globo, em 20de abril de 1966, depondo na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigouas ligações entre a Globo e o Grupo Time-Life)."E esta é uma guerra - não é uma guerra quente, mas um episódio da guerra fria.Entretanto, se perdemos neste episódio, o Brasil deixará de ser um paísindependentepara virar uma colônia, um protetorado. 12 muito mais fácil, muito mais cômodo emuito mais barato, não exige derramamento de sangue, controlar a opinião públicaatravés dos seus órgãos de divulgação, do que construir bases militares oufinanciartropas de ocupação"".(Palavras de João Calmon, diretor dos Diários Associados,deputado federal e presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio eTelevisão, em 13 de abril de 1966, depondo na Comissão Parlamentar de Inquéritoqueinvestigou as ligações entre a Globo e o Grupo Time-Life).1A GLOBO E A NOVA REPUBLICA"O CHEFE AQUI SOU EU"pag:13"A voz cavernosa que eu só conhecia através das televisões agradecendo a prêmiosna maioria recebidos artificialmente estava lá.- Quem era o responsável pelo jornalismo da Globo ontem à tarde?- Pelo jornalismo nacional, Eduardo Simbalista; pelo jornalismo local, eumesmo, Luís Carlos Cabral.- É com você mesmo que eu quero falar. Você me desobedeceu.Confesso, não é vergonha: a mão tremia. Não era medo do desemprega Era o terrorde quem vê desabar sobre si, repentinamente, o próprio Spectro. Jung explica.Mas,sim: a voz era firme.- Dr. Roberto, se desobedeci foi involuntariamente.- Você me desobedeceu. Eu disse que não era para projetar e você passou o diainteiro projetando, dizendo que o Brizola vai ganhar. Você me desobedeceu.- Mas, dr. Roberto, eu não podia desobedecer a ordens que não recebi. Projeteisegundo a orientação de meus chefes.- E quem são os seus chefes?- Os meus chefes são, pela ordem, Alice Maria, Armando Nogueira e RobertoIrineu.Página 2
 
A história secreta da Rede Globo- Eles não são chefes coisa nenhuma. O chefe aqui sou eu e você me desobedeceu.- Bem, dr. Roberto, não desobedeci.- Vai trabalhando aí que na segunda-feira agente conversa. Até logo" 1.Este diálogo, travado em novembro de 1982 durante o processo de apuração daseleições, foi relatado pelo jornalista Luís Carlos Cabral, entãoNOTA DE RODAPÉ:1 CABRAL, Luis Carlos. O Nacional. Rede de intrigas. Rio de Janeiro. 20-26 nov.1986. p. 12. pag:14diretor regional de jornalismo da Rede Globo no Rio. O seu interlocutor de "vozcavernosa" era o dr. Roberto Marinho, diretor-presidente das organizações Globo.O dr. Roberto, que é "doutor" unicamente pelo poder que desfruta, nesse momento,descia das alturas do seu cargo e despia-se da postura de estadista que ostentaem públicoparaadvertir um funcionário. E o que Roberto Marinho reclamava era o descumprimentode um plano maquiavélico: a divulgação de informações internacionalmentedistorcidassobre o processo de apuração das eleições. 2Há muitas evidências de que esse comportamento da Globo ocorreu em váriosestados, seguindo um plano nacional para fraudar as eleições. Hoje ainda se sabemuitopouco sobre o episódio, mas quando esse momento nebuloso da história do Brasilfor inteiramente descoberto, certamente serão revelados contornos ainda maisnítidos deuma face inusitada da Globo: a intervenção política que não se restringe aocampo ideológico e avança para a colaboração ativa num processo de fraudeeleitoral.O diálogo do presidente das organizações Globo com seu funcionário revela maisdo que a preocupação de um empresário com a condução de seus negócios. RevelaA determinação com que é manobrada essa fábrica de consciências, revela aclareza com que seus proprietários procuram intervir politicamente, revelainequivocamenteUma intencionalidade.A intervenção pessoal e direta do "dr." Roberto Marinho num episódio tãocomprometedor como um processo de fraude eleitoral, evidencia um ladoNOTA DE RODAPÉ:2 No Rio de Janeiro ficaram a descoberto as duas pontas desse plano de fraude: atentativa de condicionamento da opinião pública desenvolvida pela Globo ea da manipulação fraudulenta da totalização dos votospela empresa Proconsult, responsável pela apuração dos resultados. Os registrosjornalísticos do episódio não vinculam claramente o estreito relacionamento daatuação da Globo com a manipulação datotalização. Esse tipo de fraude também foi detectado, pelo menos, em outroscinco Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco e MatoGrosso.Assim, o ex-diretor regional de jornalismo da Globo no Rio relatou o processoque testemunhou bem de perto:"O papel da Rede Globo de Televisão no Caso Proconsult, nas eleições de 1982,era apenas o de preparar a opinião pública para o que iria acontecer: o roubo,por Moreira Franco, dos votos de Leonel Brizola.Aliás, dos votos do povo."Na época, eu era o responsável por todo o jornalismo da emissora no Rio. Ocomando da Central Globo de Jornalismo - Armando Nogueira, Alice Maria, AlbericoSouzaCruz e Woile Guimarães - estava emPágina 3

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