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Entrevista Com Monica Piloni

Entrevista Com Monica Piloni

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Entrevista com a artista plástica Monica Piloni, por Rogério Dal' Mas. Mais artigos para artistas em http://almadoartista.blogspot.com
Entrevista com a artista plástica Monica Piloni, por Rogério Dal' Mas. Mais artigos para artistas em http://almadoartista.blogspot.com

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06/15/2009

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ENTREVISTA COM MONICA PILONI
Monica Piloni, paranaense formada pela Escola de Música e Belas Artes doParaem 2002, é uma artista plástica em ascensão. Recentementeparticipou do 14º Salão da Bahia, considerado o salão mais importante doBrasil. Suas pinturas, esculturas e objetos reagregam elementos conhecidosde maneira bizarra, surrealista e fetichista. Embora apresente a beleza e adeformação constantemente, sua obra não tem nada de paradoxal, já que aaberração é seu meio de construção para novos paradigmas estéticos.Mônica, agradeço muito pela sua disposição para esta entrevista.
Pergunta
: No meu trabalho de consultoria e no meu Blog Alma do Artistatenho como principal objetivo auxiliar artistas plásticos iniciantes. Dasnecessidades a serem supridas por eles, insisto na "linha de pesquisa",fundamental para definir e explicar o conceito de uma produção. Sua obra éconsistente porque apresenta uma coerência temática. Gostaria que vocêrevelasse as principais origens do seu repertório e o modo como elaschegaram ou chegam ao seu trabalho.
Resposta
: Às vezes uma boa idéia pode vir de alguma coisa absolutamentebanal, mas quando você olha, pensa: se eu tivesse feito essa coisa, eu amelhoraria nisto ou naquilo. Já aconteceu de eu estar na internet e umacoisa levar a outra. Quando você se dá conta, já nem se lembra mais o queestava pesquisando, daí você se depara com alguma imagem estranha combaixíssima resolução, mas que de certo modo atrai porque, já que não sepode distingui-la com muita precisão, você começa a imaginar o que aquilopoderia ser. Alguns dos meus trabalhos já surgiram dessa forma, do olharespeculativo sobre coisas na existência. Fora toda aquela bagagem deinformões visuais que vamos acumulando e que por bom senso,selecionamos esse ou aquele para adaptar em um projeto de arte. Acho queeste bom senso seria a coerência temática.
 
A próxima etapa do meu trabalho seria quando eu ponho a idéia no papel, eela começa a se concretizar. Eu defino a escala e o material, faço ajustes naforma para que ela se adapte ao material eleito. Ela vai sofrendo alteraçõesporque a intuição e os maneirismos do subconsciente invadem aquelaimagem. Acho que é assim que o artista constrói seu repertório, semracionalizar muito, mas de modo mais intuitivo, se entregando aos prazeresdo rebro. Mas depois que termino este primeiro croqui, dificilmentehaverá alterões no que se na escultura finalizada. Acho que oelemento tridimensional precisa de um modelo para não se perder comoimagem.
P
: Conte das suas experiências em concursos e salões. Como começou a seinscrever neles? Qual a importância deles para o artista? Na sua opiniãoexiste algum mito que ronda este tema?
: Comecei a me inscrever em Salões em 2004, ano em que retomei aprodução artística com mais energia. Antes disso fiz um pequeno intervalona produção, entre 2002 e 2003. Talvez eu tenha me submetido a inscriçõesde todos os salões anunciados noMapa das Artes, se não todos, umagrande maioria, mas só fui selecionada no final do ano passado [2007], emsetembro. Depois disso foi uma onda de sorte, fui selecionada no da Bahia,que é aquele tipo de salão que você não espera ser selecionado, e nosmeses seguintes, continuei sendo selecionada sucessivamente. No fim doano passado era estressante porque não construo as embalagens dostrabalhos assim que os termino. Quando se faz esculturas, as embalagensm que ser grandes e fortes para sujeitarem-se a horas de percursoterrestre. Você tem que se preparar para o pior, A montagem poderá serfeita por um leigo qualquer, você nunca sabe de fato quem irá recepcionarseu trabalho. Você tem que se armar para que seu trabalho sobreviva aoperíodo longe de casa.Eu acredito na importância dos salões porque é a forma mais honesta devocê ter uma resposta sobre sua produção. Eu produzo sozinha e confessoque trabalhar e construir o que você deseja nem sempre é libertador. Sempametros vopode virar seu próprio rem. Quando meu trabalhocomeçou a ser selecionado, eu estava chegando a um ponto desequilibradode mudar toda a estética do meu trabalho porque queria que desse certo etalvez o que eu estava fazendo não estava certo. Francis Bacon dizia algocomo “o tempo é o maior critico” porque se você acha que chegou a algumlugar como artista hoje, não quer dizer nada, em 50 anos você poderá sercompletamente descartado.
P
: Como é a recepção do público em geral às suas obras?
: Acho que não tenho mostrado meu trabalho o suficiente para poderafirmar com certeza a reação do publico. Talvez a única experiência que tivede ação e reação, foi na SP Arte do ano passado, onde pude ver que comcerteza meu trabalho desperta algum interesse do publico em geral. O quequero dizer é que ele não elege pessoas intelectualmente avançadas ou aelite. Pude registrar que a equipe de limpeza, as crianças, a elite e osintelectuais olhavam. Posso dizer também que despertou o interesse deartistas quanto às questões técnicas.
 
P
: É comum nos depararmos com dissensos entre as opiniões do público,da crítica e do mercado. Sua obra já foi objeto dessas divergências? O quepensa a respeito dessa situação?
: Eu não tenho uma exposição individual no currículo ainda. Meu contatomais próximo com o mercado foi ter feito negócio com galerias quase apro de custo. Acredite, esta sugestão partiu de mim. Achava maisimportante ter os trabalhos em galerias do que cobertos com lençóis emcasa. Acho que o mercado precisa ter lançamentos sempre para continuartendo liquidez. O mercado de artes não é diferente. Às vezes me deparocom obras que definitivamente como artista, o compreendo comoalcançaram mercado. Mas se me coloco no ponto de vista, por exemplo, deum marchand, compreendo o mecanismo do marketing.
P
: De qual(is) artista(s) contemporâneo(s) você acredita que seu trabalhomais se aproxima? E do passado? Por quê?
: Como cresci nos anos 90, na adolescência não pude deixar de absorverbrutalmente toda aquela arte pervertida doSensation[exposição inglesa de1997 famosa pelo escândalo que provocou]. Isto reflete na minha produçãoe foi uma herança que ficou daquele período onde você é uma esponja etudo tem um impacto mais profundo no sistema nervoso. Misturo isso comum ranço de arte clássica com a pretensão de criar algo novo. A influênciade arte clássica talvez venha de um período ainda mais passado, quando secresce numa família de classe média onde o belo, onde arte de verdade, é aarte clássica, porque é a única que se conhece. Acredito que muitas pessoasque tiveram a mesma experiência, ao verem meu trabalho hoje, sintamalgum tipo de identificação.
P
: Já conversamos sobre isto, mas quero trazer o assunto para nossosleitores. Você, como muitos outros artistas contemporâneos, faz um tipo deobra cujo público consumidor é consideravelmente reduzido e especialistaem Artes e/ou neste mercado. O que pensa desse perfil no contexto de Arteem que vivemos? Existe algum tipo de comportamento que facilite asobrevivência desse artista enquanto ele não for famoso e bem cotado?

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