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Portugal esconde mortos nas estradas

Portugal esconde mortos nas estradas

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Notícia do jornal Expresso (Domingo, 21 de Set de 2008)
Jornalista Valentina Marcelino
Notícia do jornal Expresso (Domingo, 21 de Set de 2008)
Jornalista Valentina Marcelino

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Published by: Estrada Viva / Sobrevivência Rodoviária on Nov 11, 2008
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11:55 | Domingo, 21 de Set de 2008
Segurança rodoviária
Portugal esconde mortos nas estradas
As autoridades admitem rever a forma como são contadas as vítimas.
Valentina MarcelinoMorre-se mais nas estradas portuguesas do que dizem osnúmeros oficiais. Estudos da PSP e do Instituto Nacional deMedicina Legal (INML) provam que as estatísticas desinistralidade que o Governo envia para a União Europeia nãoreflectem a realidade. De acordo com o INML, no primeirosemestre do ano morreram em todo o país 487 pessoas emacidentes de viação e não 347, como diz a Autoridade Nacionalde Segurança Rodoviária (ANSR). Mais 40%. Em Lisboa osnúmeros da polícia, relativamente aos últimos três anos, são odobro dos registados pela entidade tutelada pelo Ministério daAdministração Interna. Em 156 mortes ocorridas, apenas 80foram registadas.O Governo sabe que as vítimas mortais de acidentesrodoviários são muito mais do que os números divulgados.Mesmo assim, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira,e o presidente da ANSR, Rui Marques, estiveram lado a ladoesta semana a anunciar resultados de sucesso em matéria de sinistralidade. Menos 44 mortos até 15 deSetembro que em igual período de 2007. Valores longe de serem os reais.Desde 1998 o total de mortes que entra na base de dados europeia - para a qual Portugal apenas envia aquelascujo óbito foi declarado no local do acidente - é aumentado em 14%. Este factor de correcção resultou de umaestimativa feita na altura por autoridades hospitalares, como sendo a percentagem aproximada de feridosgraves que faleciam nos hospitais. Informações obtidas junto ao gabinete da Direcção de Transportes da UEdizem que Portugal é o único país que só conta a mortalidade verificada no local do acidente.Mas, segundo um trabalho feito na Escola Superior da PSP, coordenado pelo comandante do núcleo deinvestigação de acidentes, uma possível melhoria de eficácia dos meios de socorro tem feito com que as vítimassejam retiradas dos desastres mais depressa, vindo a morrer depois no hospital, sendo assim subtraídas àsestatísticas.Este estudo, feito por um oficial finalista da Escola, com base em números oficiais da PSP de Lisboa, mostraque as mortes nas unidades hospitalares, eram de 38% em 2005, de 48% em 2006 e em 2007 atingiram os62%.A nível nacional essa mesma evidência é dada pelo INML: em 2007 foram autopsiados 1178 vítimas deacidentes de viação, mais 37% que diz a ANSR no seu relatório. Já este ano, a diferença mostra que o factor decorrecção devia ser, pelo menos, o triplo. Até 30 de Junho foram feitas 487 autópsias, mais 140 mortes que onúmero do MAI."Este desajuste preocupante", escreve o oficial da PSP na sua investigação, "impede que os valores registados,mesmo com os factores de correcção, representem eficientemente a realidade", sob pena de "neutralizar aestratégia" contra a sinistralidade.Em Dezembro do ano passado, o Expresso publicou um artigo no qual, através de um cruzamento de dadosestatísticos da PSP, a Procuradoria de Lisboa e a Direcção-Geral de Saúde, já se demonstrava algumasdiscrepâncias. Na altura o gabinete de Rui Pereira respondeu pela ANSR - cujo presidente nunca foi autorizadoa falar - afirmando que continuava a confiar na estimativa feita há 10 anos.Desta vez, mais cauteloso, o porta-voz oficial admitiu que não podem ignorar mais tempo a realidade. "Noâmbito da Estratégia de Segurança Rodoviária, por sugestão da ANSR e proposta da Secretaria de Estado daProtecção Civil, vai ser criado um grupo de trabalho para verificar qual é o método mais adequado e rigorosopara quantificar o número de mortos", declarou.Luiz Carvalho
Número de mortos nas estradas podeser até 40% superior, se as vítimas noshospitais forem incluídas

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