O primeiro trabalho do grupo, lembra Mary Ann, foi orientado peloprofessor João Ernesto de Carvalho, biomédico com formação emfarmacologia. Nesse trabalho, Carina Denny, sua orientada,procurou confirmar o efeito antiinflamatório. Como inflamação e dor são distintas, um segundo estudo de mestrado, desenvolvido por Humberto Moreira Spindola e orientado por Mary Ann, deteve-se noefeito sobre a dor. Os dois trabalhos de mestrado confirmaramesses efeitos. Agora, no doutorado, Spindola dá continuidade àpesquisa dedicando-se a desvendar os mecanismos de ação dasucupira na inibição da dor.A pesquisadora acrescenta que na literatura há referências de quemuitos mecanismos de inflamação estão relacionados comcaminhos que também podem inibir o desenvolvimento de célulascancerígenas. Os resultados a que o grupo chegou mostram-sepromissores em relação à linhagem do câncer da próstata. E estaconstitui a sua maior descoberta.
O que foi feito
Os pesquisadores partiram do óleo fixo, não volátil, da semente desucupira e tentaram verificar os componentes da grande misturaque o constituem. A planta produz, para subsistir, uma série desubstâncias como mecanismo de defesa e de adaptação ao meioem que se encontra. Dessas conseguiram isolar varias jáconhecidas e relatadas na literatura e uma inédita, que se revelouparticularmente interessante na inibição da linhagem de células docâncer de próstata em estudos in vitro. Agora estão sendo iniciadosos estudos para o combate às células cancerígenas em animais.Confirmados os resultados positivos, o passo seguinte será oestudo do mecanismo de ação, a exemplo do que também estãofazendo em relação à dor.
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