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INFRAÇÃO PENAL I

INFRAÇÃO PENAL I

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Published by: Magda Matthes Kappes on Jan 20, 2012
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12/23/2012

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Infração penal: elementos, espécies. Sujeito ativo e passivo da infração penal.TipicidadeLúcio Valente1. (CESPE/ESCRIVÃO E AGENTE DPF 2009)
São elementos do fato típico: conduta,resultado, nexo de causalidade, tipicidade e culpabilidade, de forma que, ausente qualquer doselementos, a conduta será atípica para o direito penal, mas poderá ser valorada pelos outrosramos do direito, podendo configurar, por exemplo, ilícito administrativo.
Comentário:
Considerando o estágio atual da Teoria do Delito, teremos como base de estudo a Teoria
Finalista Tripartida de Welzel. Teoria ―tripartida‖ porque é divida em três partes
-
o crimecomo um fato típico, antijurídico e culpável.
 
Conceito analítico (segundo a teoria finalista- tripartida, adotada pelo CESPE)CRIME = FATO TÍPICO + ILÍCITO + CULPÁVEL.
Lembro que nas aulas de biologia do primário estudamos o corpo humano. A professoraMariquinha, então, dividiu o corpo humano em três partes: cabeça, tronco e membros.Será que podemos dividir o corpo humano de fato? Claro que não! O corpo humano é um todoindivisível.Existe corpo humano perfeito sem cabeça, tronco ou membros? Claro que não!O que a professora Mariquinha fez foidividir o nosso estudoem partes. E para que ela fez isso?Para facilitar a abordagem da matéria. Assim como o corpo humano deve ser dividido pelo anatomista para seu estudo, assim ofaremos com os elementos do crime. Para nós, o crime é um fato típico (cabeça), ilícito ( tronco)e culpável (membros). Observe o quadro a seguir:
Crime é fato típico + antijurídico + culpável.Cabeça tronco membros
 
 
O que vou te apresentar agora é a estrutura de toda a teoria do crime. Quero que você memorizeessas informações, tudo bem?
 
Penso que essa estrutura é a primeira coisa que o aluno de direito penal deve aprender paracaminhar firme no estudo da teoria do crime.
GABARITO: ERRADO.
 
2. (CESPE/ESCRIVÃO E AGENTE DPF 2009)
Os crimes comissivos por omissão
 também chamados de crimes omissivos impróprios
são aqueles para os quais o tipo penaldescreve uma ação, mas o resultado é obtido por inação.
Comentário:
  As infrações
penais podem ser praticadas por um ―não fazer‖. Nesse caso, podem ocorrer duas
situações:
a. Omissão Própria (pura)
 
 
a omissão própria gera os ―crimes omissivos próprios‖;
 
 b. omissão imprópria (impura ou comissiva por omissão)
 
 
a omissão imprópria gera ―
 os crimes omissivos impróprios, também chamados de crime comissivos por omissão.Não gaste seus neurônios para memorizar isso. Pense assim:
a.
Nos crimes omissivos
próprios
ou puros( omissão
própria
), a PRÓPRIA lei já descreve umnão fazer (uma omissão).
fatotípico
condutaresultadonexo causaltipicidade
ilicitude
estado denecessidadelegítimadefesaestritocumprimento dodever legalexercícioregular dodireito
culpabilidade
imputabilidadepotencial consciênciada ilicitudeexigibilidade deconduta diversa
 
 
 A maioria dos tipos penais descreve uma conduta que dá a ideia de ação (homicídio, furto,falsificação). Ocorre que alguns tipos penais nos trazem a ideia de uma conduta omissiva. Querodizer, existem alguns crimes que a omissão está descrita na própria lei. Quer ver um exemplo?
“ 
 Deixar de prestar 
assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criançaabandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave eiminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socor
ro da autoridade pública.” (Art. 135 do
CPB, Omissão de Socorro).
 A expressão ―deixar de‖ do crime de omissão de socorro no traz ideia de fazer ou não fazer?
Não fazer.Então, como o crime de omissão de socorro já nos dá a ideia
de ―não fazer‖, dissemos que esse
crime é OMISSIVO PRÓPRIO (ou puro).Resumindo: NOS CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS, A PRÓPRIA LEI DESCREVE UMA OMISSÃO.Observe, por fim, que nos tipos omissivos próprios, como a omissão de socorro, a lei não proíbeuma determinada conduta. Na verdade, ela exige que o sujeito pratique aquela conduta. Explico:
o art. 121 (homicídio) descreve uma conduta proibida. A norma, então, é dita ―proibitiva‖. O art.
135 ( omissão de socorro), ao contrário, exige que o agente preste socorro. A lei não proíbe, ela
manda. Essa norma é dita ―mandamental‖. Não se exige o resultado, basta a mera inatividade.
 Resumindo: na norma proibitiva, o sujeito faz o que a norma proíbe; na norma mandamental, osujeito não faz o que ela manda que ele faça. Veja mais dois exemplos de crimes omissivos próprios:
  Deixar, sem justa causa, de prover 
a subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18(dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta)anos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensãoalimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer
descendente ou ascendente, gravemente enfermo.” 
  Abandono material, art. 244 do CPB.
“ 
 Deixar o médico
de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é
compulsória”.
Omissão de notificação de doença, art. 269 do CPB. b. Omissão Impura
(imprópria ou crime comissivo por omissão)é quandoa lei descreve umfazer, mas o sujeito atinge o resultado por um não fazer.Exemplo: mãe, com vontade de dar fim ao seu filho neonato, deixa de alimentá-lo, levando-o à
morte. Matou (―matar‖ traz a idéia de ação) por um não fazer (não dar alimentos).
 Perceba que o tipo de homicídio traz-nos à mente uma idéia de fazer. Pensamos no verbo
―matar‖ como algo que se faz por ação (desferir tiros, facadas, pauladas, etc.). Ocorre que a leiadmite que o verbo ―matar‖ seja atingido por um ―não fazer‖, como no exemplo dado.
 
Pense na seguinte proposição: É possível o sujeito responder pelo crime de estupro por um ―nãofazer‖, aplicando
-se o mesmo raciocínio utilizado no exemplo anterior?

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