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Um Mito Moderno Sobre Coisas Vistas No céu

Um Mito Moderno Sobre Coisas Vistas No céu

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Carl Gustav Jung -
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09/07/2012

 
UM MITO MODERNO SOBRE COISAS VISTAS NO CÉUOBRAS COMPLETAS DE C. G. JUNG - VOLUME X/4EDITORA VOZES, 2a EDIÇÃOPETRÓPOLIS, 1991PREFACIO
*
 589 É
difícil avaliar corretamente
o
alcance dos acontecimentos contemporâneos,
e é
grande
o
 perigo de que
o
 julgamento
se
 prenda à subjetividade. Por isso, estouciente
do
risco que corro,
ao
empreender 
a
tarefa
de
expressar minha opinião sobrecertos acontecimentos contemporâneos
-
que julgo serem
de
grande importância
-
àqueles que tenham a paciência
de me
ouvir. Trata-se daquela notícia que chega até nós
de
todos
os
cantos
da
Terra; daquele boato sobre corpos redondos que percorrem
a
nossa troposfera
e
estratosfera
e
são chamados "saucers, pratos,soucoupes, discos, Ufos (Unidentified Flying Objects)
e
OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados)". Como já disse, este boato
ou a
existência física destes corpos parece-me tão importante, que novamente me sinto na obrigação
de dar um
grito
de
alerta,
como
 já
o
 fiz anteriormente
1
,
naquela época
em
que começavam
a se
desenrolar 
os
acontecimentos que iriam atingir em
cheio a
Europa. Sei muito bemque, como então,
a
minha voa
é
muito fraca para ser ouvida por muitos. Não
é a
 presun
ção
que me impele,
mas
sim
a
minha consciência médica que
me
aconselha acumprir com
o
meu dever 
de
 preparar aqueles poucos que podem
me
ouvir para
os
acontecimentos que estão reservados à humanidade, e que significam
o
 fim de
uméon
(era). Como já sabemos, através
da
história
do
antigo Egito,
são
 fenômenos psíquicos
de
transformação que acontecem sempre no final
de
um mês platônico
e no
início
do
mês subseqüente. Ao que parece, são modificações na constelação dasdominantes psíquicas, dos arquétipos, dos "deuses", que causam ou acompanhamtransformações seculares da psique coletiva. Esta transfor 
mação
tem alimentadodentro da tradição histórica
e
deixado as suas marcas. Primeiro, na transição da era
de
Touro para a
de
 Áries (Carneiro). Logo depois da era
de
 Áries para a
de
Pisces(Peixes), cujo início coincide com
o
surgimento da era cristã. Agora, estamos nosaproximando da grande mudança que pode ser esperada com a entrada
do
equinócioda primavera,
em
 Aquarius (Aquário).590 Seria leviano da minha parte, se eu quisesse esconder 
do
leitor que pensamentos deste tipo
não
somente são extremamente impopulares, como também seaproximam perigosamente daquelas fantasias confusas que assolam os cérebros
de
adivinhos
e
reformadores
do
mundo. Preciso correr 
o
risco, pondo
em
 jogo a minha fama
de
ser honesto, confiável
e
capaz
de j
ulgamento científico, que com tantoesforço conquistei. Posso garantir aos meus leitores que
não me
sinto à vontade para
*
Publicado pela primeira vez em forma de brochura, pela editora Rascher, Zurique 1958, e "dedicado ao arquiteto WalterNiehus, em agradecimento por ter me motivado a escrever este pequeno livro". Brochura, 1964. Para a primeira edição anglo-americana (Londres e Nova Iorque, 1959), o autor escreveu um breve complemento (parágrafos 821 a 824) que foi traduzidodo inglês.
1
Cf.
Wotan
[capítulo X de Obras Comp1etas, volume X/2].
 
essa tarefa. Para ser sincero estou preocupado com a sorte daqueles que sãosurpreendidos por esses acontecimentos sem estarem preparados para tal, ficando àmercê daquilo que não podem compreender. Já que, até onde vão meusconhecimentos colhidos
de
várias fontes, ninguém se viu sensibilizado a examinar edar ênfase aos possíveis efeitos psíquicos dessa previsível mudança astrológica,sinto-me na obrigação
de
 fazer, neste caso,
o
 possível -
 
dentro dos limites das minhas forças. Assumo esta tarefa ingrata
com
a esperança de que
o
meu cinzel se desvie dadura pedra que ele atingirá.591 algum tempo, escrevi um pequeno artigo para
o jo
rnal
Weltwoche
expressando meus pensamentos sobre a natureza dos "discos voadores".
2
Cheguei àmesma conclusão expressa
no
relatório extra-oficial que pouco depois foi publicado,
de
autoria
de
EDWARD J. RUPPELT, ex-chefe
do
 Bureau americano encarregadoda observação
de
OVNIs.
3
A conclusão
é: vê-se alguma coisa mas não se sabe o que.É
até difícil, quase impossível, fazer-se uma idéia clara destes objetos, pois eles
não
se comportam como corpos, mas são etéreos como pensamentos. Até agora nãoexistiam provas que não deixassem dúvidas sobre a existência física dos OVNIs,exceto aqueles casos com
eco de
radar. Sobre a confiabilidade
de
observações destetipo, tenho conversado
com o
 professor MAX KNOLL, um especialista neste campo
e
 professor 
de
eletr6nica da Universidade
de
Princeton e da Faculdade Técnica
de
 Munique. As suas revelações não são muito encorajadoras, se bem que pareçamexistir casos autênticos
em
que observações visuais foram confirmadas pelo radar.Chamo a atenção
do
leitor para os livros
do
 Major DONALD KEYHOE, que em parte se baseiam
em
relatórios oficiais
e
nos quais se evitam especulações sem fundamento, falta
de
crítica e preconceitos, típicos
de
outras publicações.
4
 592 A realidade física dos OVNIs permaneceu por mais de uma década como umassunto muito problemático que não pôde ser definido
em
sentido algum com adesejável clareza, embora nesse ínterim se tenha acumulado um vasto arsenal
de
experiências. Quanto mais tempo perdurava a insegurança, mais crescia a probabilidade
de
que
o
 fenômeno, evidentemente complicado, tivesse, além
de
um possível fundamento físico, um importante componente psíquico. Isto não
é de
admirar porquanto se trata
de
um fenômeno aparentemente físico que por um lado
se
destaca pela freqüência com que acontece, e, por outro, pela estranheza,desconhecimento
e
até mesmo contradição da sua natureza física.593 Um objeto deste tipo desafia, como nenhum outro, a fantasia consciente
e
inconsciente. Uma produz suposições especulativas e estórias inventadas,
e
a outra fornece
o
 fundo mitológico que faz parte destas observações excitantes. Daí resultouuma situação, na qual muitas vezes não se podia saber ou reconhecer, nem com amaior boa vontade, se uma percepção primária vem seguida de
um
 fantasma, ou, aocontrário, se uma fantasia primária que está se desenvolvendo no inconscienteassalta
o
consciente com ilusões
e
visões.
O
material, que até hoje, ao longo
de
dezanos, chegou a meu conhecimento, apóia ambas as formas
de
consideração: num
2
 
Weltwohe XXII/ 
n. 1078 (Zurique, 9 de Julho de 1954), p. 7.
3
The Report on Unidentified Flying Objects.
4
Flying Saucers from Outer Space e The Flying Saucer Consplracy. Cf. também AIMÉ MICHEL, The Truth about FlyingSaucers.
 
caso, um acontecimento objetivamente real, isto
é,
 físico, dá motivo à criação
de
ummito que
o
acompanha; no outro, um arquétipo originou a respectiva visão. A estasinterações causais acresce uma terceira possibilidade: a
de
uma coincidência
sincronística,
ou seja, acausal
e
significativa; problema que tem preocupadoconstantemente os espíritos, desde GEULINCX, LEIBNIZ e SCHOPENHAUER.
5
 Esta forma
de
observação se impõe especialmente quando se trata
de
 fenômenosrelacionados com processos psíquicos arquetípicos.594 Como psicólogo, não disponho de recursos que contribuam para a solução
do
 problema sobre a realidade física dos OVNIs. Por isso, posso incumbir-me somente
do
aspecto psíquico, que sem dúvida existe, dedicando-me a seguir quase queexclusivamente os fenômenos psíquicos concomitantes.
5
Cf. meu Uvro
Sincronicidade: um principio
de
conexões acausais.
2a ed., Petrópolis, Vozes, 1985 § 816s.

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