Pietro Ubaldi
UM DESTINO SEGUINDO CRISTO
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PREÂMBULO
Após uma longa e áspera luta entre as forças do bem e as forças do mal, as primeiras a favor da Obra e as segundas firmemente dispostas a destruí-la, elavai, milagrosamente, chegando ao fim. Isto é uma prova de que ela se encontrado lado das primeiras, as quais, por serem as mais fortes, são as vencedoras.Demonstra também a maior eficiência destas, que têm a firme intenção de al-cançar seu objetivo, continuando a vencer quem quiser sufocar, corromper ouusufruir a Obra.Com o presente volume, aproxima-se o término da segunda parte da Obra,seu período brasileiro, referente aos últimos vinte anos da minha vida. Esta-mos chegando ao fim da segunda e última fase de nosso trabalho. Na sua pri-meira parte, a Obra se revelou em forma de poesia e de aspirações místicas,como um ato de fé, no canto do poeta que sente a bondade de Deus e julga poder encontrar igual benevolência no mundo, cuja posição, no entanto, estános antípodas. Na segunda parte da Obra, observamos seu aspecto oposto, noqual o ideal não é mais visto na beleza de sua manifestação no céu, lugar aoqual ele pertence, mas sim na dureza de sua luta, transplantado para um ambi-ente hostil, que o rejeita e tenta adaptá-lo às suas próprias comodidades, cor-rompendo-o, atraiçoando-o e emborcando-o.Vemos então que, em contato com a realidade do mundo, o ideal se torna osonho de um ingênuo que parece não conhecer a vida. Esta é coisa bem dife-rente, constituindo uma luta feroz para dominar, na qual o ideal é muitas vezesusado para esconder aquela realidade, com uma camuflagem de santo, a fim deenganar o próximo e vencê-lo. Quanta boa-fé e entusiasmo singelo a princípio,acreditando que a Terra fosse constituída só pelos bons! Foi assim que, perse-guindo um grande sonho de bondade e de beleza, iniciou-se a Obra. Mas estanova borboleta colorida, que esvoaçava ignara, era espiada pelo mundo, que pensava na melhor maneira de capturá-la, secá-la e, depois, enfiá-la num alfi-nete, para servir de adorno às suas coleções de sonhadores idealistas. O mundo
diz: “Voa borboleta! Canta e crê com a tua fé poeta. Aproxima
-te de mim, quete abro fraternalmente os braços, pois também sou todo bondade e Evangelho.É
um idílio! Estamos de acordo, tu e eu. Vem!”. É assim também que o pass
a-rinho se deixa meter na gaiola, sendo depois obrigado a cantar para quem ocapturou e o colocou a seu serviço. Um evangélico convicto é o melhor cha-mariz para atrair outros bem intencionados!