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Acidentes causados durante a movimentação de cargas

Acidentes causados durante a movimentação de cargas

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apresentam-se estatísticas de acidentes ocorridos durante o transporte de cargas.
apresentam-se estatísticas de acidentes ocorridos durante o transporte de cargas.

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Published by: Antonio Fernando Navarro on Jan 27, 2012
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12/10/2012

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Acidentes causados durante a movimentação de cargasUma Análise Estatística dos acidentes
Engº Antonio Fernando Navarro
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Introdução:
O transporte de qualquer carga representa riscos, por ser atividade perigosa, onde o próprio perigo é o dotransporte de cargas. O risco decorrente dessa atividade perigosa de modo geral pode ser representadapela queda da própria carga ou do veículo transportador, atingindo a carga, o veículo, pessoas, opatrimônio dessas, enfim, causando uma série de transtornos, como por exemplo a interdição de pistaspelo tombamento de veículos ou o deslocamento de passarelas sobre rodovias, em função do excesso dealtura da carga. A movimentação de cargas também é diversificada, podendo ser manual, através deequipamentos ou sistemas, como esteiras, ou formas distintas.Por que os artigos, fotos e informações sobre acidentes envolvendo cargas e mesmo o transporte de cargasde grandes dimensões ou pesos despertam tamanha curiosidade? Será por que o Homem passa a ser“pequeno” diante da operação envolvendo transportes de navios, plataformas e outras de menoresdimensões, como as envolvendo os ônibus espaciais? Será por que os riscos são sempre elevados? Ou seráque a movimentação de cargas é uma atividade interessante?Há uma probabilidade dos riscos aumentarem em função das dimensões e geometrias das cargas, dospesos e dos equipamentos envolvidos, do trajeto da movimentação, da quantidade de pessoas envolvidas,enfim, trata-se de uma equação onde a quantidade de incógnitas quase sempre é grande.Condições climáticas, por exemplo, influenciam as questões de segurança na medida em que o vento, ou ostemporais com raios podem ocorrer. O piso em que se desenvolvem as atividades também pode ser umperigo a mais. Assim, quanto mais se detalha o processo mais se verifica que há riscos. Um lojista, pegandona prateleira de cima um sapato para uma cliente, pode escorregar na escada de acesso ou na cadeira ecair. Uma dona de casa, levando os pratos da cozinha para a mesa na sala pode tropeçar na ponta de umtapete e cair com a carga transportada. Se essa se partir, a dona de casa pode se ferir. Assim, deixando delado o microscópio e passando para a lupa, observa-se que há riscos em todas as atividades de transporte.Por isso, talvez haja tanto interesse das pessoas na leitura de temas assim.Durante longo período de tempo de atuação em atividades de gerenciamento de riscos, por mais de 25anos em ambientes industriais, em várias fases como projeto, construção e montagem, instalações, testes,comissionamentos e descomissionamentos, reparos e mesmo em análises técnicas de sinistros ocorridoscomo perito, ou de entrega de obras, tivemos a oportunidade de tomar conhecimento, analisar, avaliar eregular sinistros de uma série de acidentes envolvendo o transporte de cargas, afetando pessoas, meio
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Antonio Fernando Navarro é engenheiro civil, engenheiro de segurança do trabalho, mestre em saúde e meioambiente e especialista em gerenciamento de riscos. É engenheiro de segurança do trabalho e professor daUniversidade Federal Fluminense.
 
ambiente, patrimônios da própria empresa ou de terceiros, e mesmo aqueles envolvendo responsabilidadecivil do empreendimento.No exercício dessa atividade começamos a nos preocupar com as análises desses casos, já que, em algumasvezes, os danos causados estendiam-se além do ambiente onde ocorria a movimentação da carga,afetando outras unidades, como por exemplo, em um terminal de óleo e gás, onde o transporte de umequipamento por sobre tubovia interrompeu o transporte dos produtos e gerou princípios de incêndio.Como a análise ao longo dos anos terminou sendo bastante extensa, traçamos uma linha de corte para osacidentes que envolviam a segurança do trabalho, ou melhor, a segurança no trabalho. Assim,estabelecemos como objetivo deste artigo oferecer a todos aqueles que se interessam pelo tema:movimentação de cargas informações que possam ampliar os níveis de segurança adotados. Para tanto,relatamos os resultados, fruto dessas análises estatísticas, sem qualquer aplicação de metodologias deanálise, usualmente empregadas na área de engenharia de produção, e tão somente as causas raiz e causasbásicas, ou as origens dos acidentes.
Descrição do problema:
O transporte ou movimentação de cargas sempre foi uma atividade relacionada à atividade humana, diretaou indiretamente. Inicialmente, o transporte era executado de duas maneiras:
 
Empregando o esforço físico humano;
 
Utilizando o esforço de animais de tração.Enquanto o Homem era nômade, mudava-se constantemente, levando seus pertences sobre suas costas ouno lombo de animais. Quando passou a residir em aglomerados que passaram a ser cidades, embelezava-astransportando materiais de construção. Vendia e adquiria bens e produtos transportando-os, emcaravanas, ou em pequenas embarcações. No século 19 empregava locomotivas e navios. No início doséculo 20 o principal meio de transporte passou a ser rodoviário. Os modais de transporte foram seadaptando às necessidades humanas e ainda o são. Para a construção da estação espacial o modal detransporte passou a ser foguete. Seja qual for o modal de transporte ou a forma de como as cargas sãotransportadas ainda continua sendo a atividade de transporte, com os riscos a ela inerentes, como porexemplo, a queda da carga com danos à mesma e ou danos a instalações, pessoas e bens.Com o passar dos tempos, e as mudanças ocorridas na atividade de transporte, e as razões ou meios paratal, associando-as às distâncias percorridas e aos esforços físicos, o homem passou a empregar:
 
Ferramentas ou equipamentos rudimentares, como por exemplo, toras de madeira;
 
Veículos ou meios de transporte específicos, como carroças ou navios.Posteriormente, com o aumento das dimensões das cargas e das dificuldades dos transportes, o homempassou a empregar dispositivos especiais, como torres, polias associadas, rampas, em aclives ou declives,carretilhas,
tirfors
, e outros meios, até chegarmos aos guindastes de milhares de toneladas de capacidadede carga. O interessante disso tudo é que as formas anteriores ainda continuavam a ser empregadas.Existem estudos que nas construções das pirâmides no Egito os trabalhadores erigiam rampas e prendiamas grossas cordas em torno das pedras para posicioná-las. Alguns trabalhos mencionam que esse esforço
 
era executado somente pelos trabalhadores, outros, que as pedras eram suportadas por toras de madeirapara melhor deslizarem. Se a segunda hipótese for verdadeira, os egípcios foram os primeiros a empregar atécnica de “esquidagem” para os deslizamentos, hoje muito empregada em estaleiros para amovimentação dos módulos de plataformas e mesmo de jaquetas.Na literatura pode-se analisar e conhecer também o que hoje é denominado de modal de carga. Essaexpressão significa o modo de como a carga é transportada, se através de vagões, esteiras transportadoras,aviões, força humana, mecanismos de transporte, como ponte rolante, empilhadeira, carrinho de mão,entre outros. O importante é se saber que o tipo de transporte irá variar de acordo com a geometria edimensões da carga, peso, distâncias percorridas e elevações. A carga pode ser desde o transporte dederivados de petróleo em oleodutos, containers, instalações modularizadas, peças e equipamentos. Enfim,existe e deve existir uma associação entre a carga e o meio de transporte empregado. Quando existe, estáse falando em otimização do meio de transporte. Não faz sentido uma empresa adquirir um guindaste decapacidade para 250 toneladas se a maior carga a ser transportada não ultrapassar a 5 toneladas. Damesma maneira que, em locais pequenos não é recomendável o emprego de equipamentos de transportede grandes dimensões.Pode se associar as atividades aos riscos de modo simplório, como apresentado na sequência a seguir.Percebe-se inicialmente que não se expandem as opções e análises, mesmo porque se trata de um artigoque busca levar um pouco de informação que poderá ser ampliada pelos leitores, de acordo com suasnecessidades.
As movimentações de carga e os acidentes:
Há artigos acadêmicos que traçam paralelos entre as características das movimentações de carga, manuais,e as lesões aos trabalhadores, associadas. Assim, pode-se ter a associação do aumento do numero deacidentes quando os ambientes de trabalho são menores, as lesões provocadas pelo modo de transporte,as partes do corpo humano – estrutura osteomusculares – mais expostas à lesões. Dois exemplos sãointeressantes de serem mencionados, obtidos durante nossas atividades.No primeiro, durante uma inspeção para fins de cumprimento de atividade de auditoria comportamental,dois operários subiam por uma escada de madeira, bem travada, onde executavam o arrasamento deestacas para a construção de um bloco de fundações. Como havia um grande número de pessoas no local,aproximadamente trinta pessoas, em um quadrilátero com arestas de aproximadamente 25 metros, muitossubiam ou desciam, transportando todo o tipo de material, ferramentas portáteis principalmente. Quandoos dois trabalhadores chegaram ao topo da escada, ao se virarem, para depositar o material transportadopara um local específico, atingiram a extremidade do objeto transportado em um trabalhador, que foiprojetado sobre a rampa da escavação, sofrendo escoriações em ambos os braços.No segundo exemplo, ao final do expediente, em uma atividade de montagem de formas para a ampliaçãode uma construção, o encarregado solicitou a um empregado (servente) que puxasse uma lateral de formade no máximo 4,5 metros, com largura de 40 cm, ou seja, não se tratava de uma carga excessiva. Ooperário, ao se abaixar para pegar o painel, sofreu uma dor aguda nas costas. Após radiografia constatou-se tratar de um pinçamento de um osteofito (bico de papagaio) em uma das vértebras dorsal namusculatura. A dor aguda o imobilizou, e o trabalhador foi encaminhado ao serviço médico. Ao invés do

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