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O lúdico no processo ensino aprendizagem

O lúdico no processo ensino aprendizagem

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03/25/2012

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 2¹Graduado em Pedagogia²Graduado em Ciências Físicas e Biológicas
BRINCAR, JOGAR UMA FORMA DE EDUCAR.O PAPEL DO LÚDICO NA EDUCAÇÃOINFANTIL.
 Nome do autor¹: Danúbia Gonçalves Ignácio Nome do orientador²: Eliana Schenten Pagotto
ESUMO
O brincar é sem duvida um meio pelo qual os seres humanos e os animais exploram (e se exploram) uma variedade de experiências em diferentes situações, para diversos propósitos. Brincando aprendemos a conviver, a ganhar ou perder, a esperar nossa vez elidamos melhor com possíveis frustrações. O lúdico permite dessa maneira, umdesenvolvimento global e uma visão de mundo mais real. Por meio das descobertas e dacriatividade, a criança pode se expressar, analisar, criticar e transformar a realidade.
Palavras-Chave:
Infância. Educação Lúdica. JogoI
 NTRODUÇÃOA educação lúdica, se bem aplicada e compreendida, poderá contribuir para melhoriado ensino, quer na qualificação ou formação critica do educando, quer para redefinir valores e para melhorar o relacionamento das pessoas na sociedade.Deste modo, para que a educação lúdica caminhe efetivamente na educação é precisorefletir sobre a sua importância no processo de ensinar e aprender.Vários estudos comprovam que o desenvolvimento infantil é um processo quedepende das experiências anteriores das crianças, do ambiente em que vivem e das suasrelações com esse ambiente.O lúdico tem se apresentado como uma temática de bastante destaque nos encontros,congressos e eventos na área educacional, assim como nos discursos educacionais,observando- se também um crescente numero de publicações enfocando o tema. Exaltado por suas possibilidades e contribuições no desenvolvimento dos domínios cognitivos, afetivo emotor da criança, vem apresentando-se como uma temática de bastante interesse eaprofundamento em termos de pesquisa e aplicação, principalmente na área educacional.
D
ESENVOLVIMENTOA vinculação do termo ³lúdico´ à educação tem sido assim, constante nos diferentesdiscursos da área pedagógica, na qual a exaltação de sua importância, a valorização de seuemprego para o desenvolvimento integral da criança ressoa por toda parte. Apesar dodestaque mais intenso que o tema vem recebendo atualmente, os estudos que defendem suaaplicação e seu vinculo ao processo educativo podem ser verificados ao longo dos registros de
 
 3¹Graduado em Pedagogia²Graduado em Ciências Físicas e Biológicas
nossa historia. Diversos são os autores que desde a antiguidade ressaltam as qualidadeseducativas que o jogo, por seus atributos, tem a propriedade de alcançar.Conforme afirma kishimoto (1998), a importância do jogo já fora destacada por filósofos como Platão e Aristóteles, e posteriormente Montaigne e Rousseau, que defendiam,àquela época, o papel do jogo na educação.Ate mesmo na antiguidade, no século XIII, São Tomas de Aquino, defendia o brincar como necessário para o desenvolvimento humano. No entanto, afirma a autora que foi no inicio do século passado, a partir de Froebel, ocriador do jardim de infância, que o jogo passou a fazer parte do currículo de educaçãoinfantil.De tal feita, as palavras de Kami (1991) parecem resumir perfeitamente este aspectodentro desta faixa etária. Ela enfatiza que, no brincar, a criança opera objetivos, estes possuindo significado ela opera com os significados das palavras que substituem o objetivo; portanto, no brincar, a palavra se emancipa do objeto.O brincar em situações educacionais, proporciona não só um meio real deaprendizagem como permite também que adultos perceptivos e competentes aprendam sobreas crianças e suas necessidades. No contexto escolar isso significa professores capazes decompreender onde as crianças ³estão´ em sua aprendizagem e desenvolvimento geral, o que, por sua vez, dá aos educadores o ponto de partida para promover novas aprendizagens nosdomínios cognitivos e afetivos.Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) da Educação Infantil, para contemplar os domínios Sócios afetivos, motor, cognitivo, apontam as bases para que esses domíniosespecíficos do desenvolvimento humano possam ser contemplados. Dentre essas, destaca-se³o direito da criança brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação ecomunicação infantil´ (PCNs 1998). Espera-se assim, entendendo o referido documento como parâmetro das ações pedagógicas da educação infantil, os espaços de educação infantil, a presença do lúdico.A partir da década de cinquenta do século XX, surgiram vários estudos sobre o jogo, eseus mais importantes estudiosos concordam ser ele um fenômeno da mente, sendo vistocomo uma atividade que pode ser expressiva ou geradora de habilidades cognitivas gerais.Destacam-se obras de outros autores que se debruçaram sobre o tema, como Callois(1988) e Huizinga (2000), que se propõem em um estudo do lúdico relacionando ao jogo. Noentanto, são autores da psicologia, como Wallon (1966), Piaget (1978), Winnicott (1975) quereforçam a importância dos jogos no processo do desenvolvimento cognitivo da criança.Vygotsky (1982) é um dos principais autores que mostraram, a partir de suas obras, aimportância do jogo como elemento de contribuição para o desenvolvimento infantil,
 
 4¹Graduado em Pedagogia²Graduado em Ciências Físicas e Biológicas
 proporcionado à criança a possibilidade de aquisição de regras, expressão de seu imaginário,apropriação e exploração do meio e aquisição de conhecimentos.É evidente que a ludicidade se processa tanto em torno do grupo como, dasnecessidades individuais, recrear é educar, pois permite criar e satisfazer o espirito estético doser humano oferece ricas possibilidades culturais. Orientar através do lúdico é suscitar prazer  por atividades recreativas tais, que o ser humano possa desenvolver ao máximo o potencialque traz ao nascer. É lidar com crianças, adolescentes ou adultos, estimulando-os a umcontinuo aperfeiçoamento. Com isto se deseja a verdadeira finalidade da educação que édesenvolver e fortificar corpo e mente sob os mais variados pontos de vista e assim contribuir  para o aperfeiçoamento total do individuo.Figura 1 brincadeira ³faz de conta´Além de ativa, a criança é completamente independente para aprender e apreender conhecimentos. Ela própria busca saber e lança mão de tudo ao seu alcance para ajudar-se nesteobjetivo. Desvendar o meio em que ela vive, faz parte da elaboração da sua personalidade. Interagir équestão de sobrevivência.O despertar intelectual, tendo sido desencadeado pelo social e afetivo, leva a criançaao terceiro elemento constituinte de sua individualidade, que é o desenvolvimento psicomotor.O brincar é parte essencial do processo de desenvolvimento infantil, cognitivo eafetivo-emocional, não devendo ser visto como uma atividade complementar, supérflua ou atémesmo dispensável. A criança, do nascimento aos seis anos, percorre, em curto período detempo, aquilo que a humanidade levou milênios para conseguir atingir. Os esquemas lúdicosauxiliam que a criança desenvolva suas estruturas mentais de forma muito simples e rápida.

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