ABERTURA
2
EDITORIAL
PANORAMA
SEXTA-FEIRA, 27 DE JANEIRO DE 2012
CAIXA POSTAL59
I m p r e s s ã o :
G a z e t a d o S u l
( 0 5 1 ) 3 7 1 5 . 7 8 0 0 / 3 7 1 5 . 7 8 8 7
E X P E D I E N T E
Circulação às sextas-feiras em Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas,Rolante e Riozinho (Vale do Paranhana). Fechamento comercial quartas ao meio-dia.
Membro da
Fundado em27 de setembrode 1975
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E
o mundo parece que não acabará em2012, segundo as previsões mais catas-
trócas que, ao menos por enquanto,ainda não se conrmaram. Aliás, a cada ano quese inicia surgem especulações e previsões sobre
o que vai acontecer. É inerente ao ser humanoquerer saber ou antecipar suas angústias e seus
prazeres, como se assim pudesse ter um controleabsoluto sobre o incontrolável, sobre o imprevi
-
sível. Sempre foi assim e será!Por mais céticas ou religiosas que sejam,as pessoas querem vislumbrar uma saída, uma
chance de mudar o rumo dos acontecimentosque ainda nem se concretizaram ou que são ine-
vitáveis. Talvez seja uma maneira de enganar amente, tentando eliminar as coisas indesejáveis edriblar a própria morte, que pode ceifar qualquer um, a qualquer momento, em 2012, 2013, 2014...
Vai saber?
De qualquer forma, lamento informar que om do mundo virá para todos, em algum mo
-
mento, inexoravelmente, mas talvez seja melhor
deixar para se preocupar com isso quando as coi-
sas realmente acontecerem para cada um, a suamaneira, sem antecipação.Precisamos mesmo sofrer por antecedência oufestejar sem saber exatamente o quê está por vir?Será mesmo necessário tomar conhecimento doque ainda não existe? Deixe para lá! Bom mesmoé não saber, ser pego de surpresa pela vida, aindaque algumas vezes ela nos pregue algumas pe
-
ças desagradáveis. Mas, de um jeito ou de outro,
nada é eterno e, bom ou ruim, tudo acaba um dia.Os búzios, os astros e as cartas ditam o queestá por vir em mais uma etapa que se inicia navirada de cada ano, quando nos empenhamos em
acreditar que tudo deva ser diferente, melhor, pleno e feliz. E deveria ser, merecidamente, tudomuito melhor para todos, embora não haja efeti
-vamente como saber.
Portanto, relaxe e aproveite o que a vida lhe
der a cada dia, mesmo os momentos desagradá-veis que todos passarão, certamente. Pense po-
sitivo, sonhe, acredite e aposte na tal felicidade.Vale até aquela espiadinha no horóscopo do dia,uma simpatia e uma desconada superstição nassextas-feiras 13, mas deixe espaço para o des
-conhecido, para as novidades, para a surpresa,
para o que não foi dito ou previsto. Teremos 365
novos dias para serem preenchidos com muitas
coisas. Algumas dependem de nós, outras nem
com reza braba.
E, antes que o mundo acabe e ainda estamos
mais vivos do que nunca por aqui... será que o
melhor ainda não está por vir?
– Roseli Santos – Jornalista
Previsões
PINTURA PROBLEMÁTICA
Serviço presta
-
do pela Prefeitura deTaquara foi contesta
-
do pela comunidade.
Nesta semana, a ad-
ministração municipal pintou os meios osde calçadas em algu
-mas ruas centrais, com
a utilização de mão
de obra de apenados.
O problema é que a
pintura causou contes-
tação em vias como aMarechal Floriano e a Bento Gonçalves. O secretáriode Obras, José Luiz Kelsch, disse à
Rádio Taquara
que, num dos casos, houve um acidente em que um
carro bateu no tonel de tinta, causando a mancha noasfalto - limpa no meio da semana. Faltou esclarecer o motivo pelo qual, em trechos onde havia carros es
-
tacionados, a pintura não foi feita e, em outro caso,lambuzaram os pneus de um carro, além de outros problemas
(foto)
.
MORRE EX-VEREADOR CZEKE
Vitimado por complicações decorrentes de um câncer de pulmão, o ex-vereador taquarense Jozsef Czeke
(foto)
faleceu no último dia 19, aos 63 anos, em Ji-Paraná, noEstado de Rondônia, onde estava residindo há cerca detrês anos. Nascido na Hungria, ele veio para o Brasil ain
-
da criança, acompanhando os pais, que se estabeleceramem Brasília. Nos anos 80, mudou-se para Taquara, atuan
-
do como chefe de ocina da antiga Lucipa. Eleito vere
-
ador, cumpriu três mandatos e sua última função públicafoi o cargo de secretário municipal de Administração nogoverno Cláudio Kaiser. Sua última passagem por Taqua
-
ra foi em dezembro passado, quando esteve hospedadoem casa de um amigo. Na ocasião, ao passar mal, Czekefoi submetido a uma tomograa que apontou que o cân
-
cer havia evoluído para uma metástase no cérebro. Eleentão retornou a Rondônia para seguir o tratamento, masacabou falecendo e sendo sepultado em Ji-Paraná.
DEPENDENTES DA ENERGIA
O problema na subestação daCEEE em Taquara, que deixou prati
-camente toda a cidade e várias áreas
da região sem energia elétrica duran
-te mais de uma hora ao meio dia da
quarta-feira, mostra outra vez o quan
-
to estamos dependentes da eletricida
-de nos tempos atuais. No centro da ci-
dade, várias lojas acabaram optandoem fechar as portas, uma vez que não
tinham como receber o pagamento
das vendas. Com praticamente tudo
automatizado, são poucos os estabe-
lecimentos e serviços que podem ser
prestados num momento como este.
O fato traz a reexão sobre a necessi
-
dade de prevenção, buscando-se criar pelo menos uma alternativa que fun
-cione sem energia. Uma boa questão
a ser tratada, por exemplo, nos cursosde escolas técnicas e faculdades, quedevem preparar os alunos para a rea
-
lidade do dia a dia.
Para ir à praia, você prefereusar qual das rodovias?
Total de Votos: 308Período: 3.1.12 a 19.1.12
ERS-030BR-290
(Freeway)
52%48%
ENQUETE DO PANORAMANET
Nas duas primeiras semanas de janeiro, Pa
-norama questionou os internautas em seu site
sobre qual o caminho que preferiam para ir aolitoral. O resultado da enquete você pode con
-
ferir ao lado. Desde o nal da semana passada,o internauta é convidado a se manifestar sobre
a prática de expediente reduzido por órgãos
públicos durante o período de férias.
A CRIAÇÃO DO FOGÃO
Antropólogo e professor da UFRGS, RubenOliven explicou na edição de sábado passadodo jornal
Zero Hora
um pouco sobre a cria-
ção do CTG O Fogão Gaúcho. Segundo ele,a história do gauchismo está ligada à regiãoda Campanha, mas a criação do segundo CTGdo Estado, em Taquara, deu um nó na cabeçados fundadores do movimento tradicionalista.“Quando criaram o 35, imaginaram que seriam criados CTGs na Campanha, e isso não acontecia,mas apareceu em Taquara!”, comentou. Questionando-se sobre quais motivos levaram à criaçãodo CTG O Fogão Gaúcho numa terra de imigração alemã, Ruben explica que, depois da 2ª Guer
-
ra, alemães e italianos eram considerados cidadãos do Eixo, e criar um CTG era uma maneira dese tornar não só brasileiro como gaúcho. “Em segundo lugar, o gauchismo se associa fortementeao cavalo, e, na Europa, cavalo era montaria de nobre, não de camponês”, completou.
T
em um problema típico de ano elei
-
toral que nossos políticos não apren
-dem a reduzir a seu devido tempo.É a
incapacidade de se discutir algo neste
período sem que se desvirtue o assunto para
o campo dos interesses eleitorais de cadaum. Um exemplo de como a disputa polí
-
tica ainda precisa avançar foi dado na últi
-
ma segunda-feira, em Taquara, durante umaaudiência pública na Câmara de Vereadores.Convocados a discutir um tema de re
-
levante importância para a sociedade, qualseja o plano de carreira do magistério, os políticos, com pontapé inicial do prefeitoDélcio, resolveram bater boca. Tanto que,
em determinado momento do encontro, teve
vereador que chegou a recordar aos colegasque o embate eleitoral deve ser guardado
para o segundo semestre.Durante praticamente toda a reunião, re-
presentantes políticos partiram para o con
-
fronto. O que menos se viu foi a discussãosobre os pontos especícos do projeto, pou
-
co se entrando no mérito de cada um deles.Tanto que, ao nal, não houve consensosobre a pauta. Viu-se um debate político
acirrado, mas a opinião da categoria de pro-
fessores não se conhece. Houve três mani
-
festações na reunião, duas delas concordan
-
do com as mudanças propostas e uma em
sentido contrário,
número denitivamente
pequeno para uma categoria composta por
centenas de prossionais.Se neste ano simplesmente formos re
-
duzir todos os debates à disputa nas urnas,
podemos parar por aqui e deixarmos para
2013 a solução dos problemas que temosna cidade, perdendo-se assim um valiosotempo. O fato citado aconteceu em Taquara,mas os políticos, num contexto geral, ainda precisam avançar no convívio durante o anoeleitoral.O confronto é bom e necessário, masele tem hora. Tanto que a legislação é claraem dizer que a campanha política começaapós a denição das candidaturas, no co
-
meço de julho.
Por enquanto, estamos em tempo de ad-ministrar nossos municípios. Diante disso,
é bom que o confronto de ideias seja feitocom um mínimo de diálogo, de forma que
os posicionamentos em sentido contrário
sejam respeitados. Além disso, também
seria conveniente que, por enquanto, todos
trabalhássemos de uma forma unida em prol da discussão de temas produtivos paraa cidade. Desviar o foco para situações do
passado, que pouco ou nada acrescentam,
é reduzir a discussão a picuinhas políticas.Picuinhas, aliás, de que a comunidade está
saturada, como bem demonstram as pesqui-
sas que indicam o nível de conança da po
-
pulação nos seus representantes dos poderesLegislativo e Executivo.
Ainda é cedo parainiciar os confrontospartidário-eleitorais