Mas é igualmente afirmado na Lei, que este órgão e suacomposição, visa, reforçar a participação das famílias ecomunidades na direcção estratégica dos estabelecimentosde ensino. Como condição indispensável para promover aabertura das escolas ao exterior e a sua integração nascomunidades locais. Para tanto, diz o texto do 75/2008,“Torna-se necessário assegurar não apenas os direitos departicipação dos agentes do processo educativo,designadamente do pessoal docente e não docente, mastambém a efectiva capacidade de intervenção de todos osque mantêm um interesse legítimo na actividade e na vidada escola…”, como são os pais e encarregados deeducação, as autarquias e a comunidade local,nomeadamente, representantes de instituições,organizações e actividades económicas, sociais, culturais ecientíficas.Assim, cabe ao Conselho Geral entre outras competências,a - Aprovação das regras fundamentais de funcionamentoda escola (Regulamento Interno), bem como das decisõesestratégicas e de planeamento (Projecto Educativo, Planode Actividades) e o acompanhamento da sua concretização,através do relatório anual de actividades. Mas confia-setambém a este órgão, a capacidade de eleger e destituir oDirector, que por conseguinte lhe tem de prestar contas.Estamos pois, ou deveríamos estar, perante um órgão degestão, que, pelo menos segundo a Lei, tem um papeldecisivo, que não deve ser desvalorizado, nemsecundarizado como vem sendo sucessivamente pelatutela.Pelo exposto, e relativamente à Proposta de Revisão daEstrutura Curricular, é de reafirmar uma posição crítica,nomeadamente ao Ministério da Educação sobre acontinuada prática de desvalorização e desrespeito paracom este órgão de gestão, como são os conselhos gerais.
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