aos seus jovens, reduz o saber fazer criativamente, remetea escola para o tempo do livro-manual e do professortransmissor de conhecimentos. O problema é que não bastaser capaz de assimilar e reproduzir a informaçãotransmitida, é preciso aprender a saber transformá-la emconhecimento e capacidades. São necessários outrossaberes na escola, porque a vida real exige muito mais.O desenvolvimento da literacia cidadã exige que sepromova a democracia nas escolas, que nestas se crieespaço para outras áreas, disciplinares ou não, onde existaa oportunidade de promover uma real igualdade entre osindivíduos. Assim
, defendemos a manutenção dadisciplina de Formação Cívica, mas reformulada nosseus conteúdos e com um programa claramenteorientado para os direitos e deveres dos cidadãos
epara as suas formas de intervenção e ação sobre o espaçopúblico. Aqui urge conhecer o funcionamento dasinstituições democráticas e os princípios constitucionais emvigor em Portugal, bem como sublinhar os aspectos ético-políticos da intervenção individual e coletiva.E porque a cidadania não só se aprende ouvindo mastambém experimentando, defendemos a promoção deespaços de debate, através
do funcionamento regularde assembleias de alunos, implementadas no espaçoda direção de turma
e com tempo definido no horário.Por outro lado, urge também preparar os jovens, de formaséria e empenhada, para a prevenção de comportamentosde risco e para o debate dos temas que não podem ficarfora da escola. Assim,
propomos a criação da disciplinade Educação para a Saúde, que deverá incluir no seuprograma a tão necessária Educação Sexual
(que poragora continua a depender do empenho de cada Diretor deTurma, com algumas horas anuais distribuídas com poucocritério sobre as várias disciplinas). Mas também sugerimosa introdução de outros saberes na escola importantes parao ganho de autonomia dos alunos, como
a culinária ou asegurança rodoviária.
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