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Lutaocial 
Caderno Nº3
 
- EDITORIAL- COMITÉS SYNDICALISTESREVOLUCIONAIRES- SINDICALISMO EMOVIMENTOSSOCIAIS
 
- CARTA ABERTA A TODOSOS TRABALHADORES- POR UM NOVOASSOCIATIVISMOAMBIENTAL
 
 
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Cadernos "LUTA SOCIAL"
 
Critérios para Publicação
1. O conteúdo dos Cadernos deve inserir-seno âmbito dos estatutos do colectivoLUTASOCIAL.1.1. Os Cadernos visam constituir umaexpressão da secular luta declasses e do combate anti-autoritário, contribuindo para areflexão e o debate sobre osmesmos, dando relevo àdivulgação da voz de quem nãotem voz;2. A colaboração nos Cadernos está abertaa quem neles queira intervir, dentrodos seguintes procedimentos:2.1. Qualquer texto proposto parapublicação será objecto de análisepelo colectivo LUTA SOCIAL2.2. Aspectos que estejam emcontradição com os princípios queenformam os estatutos docolectivo serão objecto de diálogocom o autor do texto proposto;2.3. O colectivo LUTA SOCIAL poderáfazer acompanhar a publicaçãodesse texto dos comentários queentender necessários, frisandoassim os objectivos de debate ereflexão do colectivo;2.4. Em caso de recusa de publicação, ocolectivo LUTA SOCIAL nãodeixará de expor ao autor do textoos motivos dessa recusa.3. Os artigos não assinados são daresponsabilidade do colectivo LUTASOCIAL; os que forem assinados sãoda responsabilidade do seu autor.
 
Internet:http://www.luta-social.org E-mail:iniciativalutasocial@gmail.com 
 
Declaração de Princípios
Acreditamos que é pela unidadee solidariedade queconseguiremos realizar umamudança em profundidade. Paraa levar a cabo, nós -estudantes,trabalhadores/as e activistas -reunimo-nos para combater ocapitalismo, que é a causa detoda a miséria social, tanto aquicomo em todo o Mundo. Umdos aspectos importantes paraalcançarmos uma sociedademelhor é a nossa auto-organização e a nossa acçãodirecta. Para que tal acção eorganização possam efectivar-se precisamos de autonomia,unidade, democracia directa,visão colectiva e cooperaçãoentre nós todos/as. Somos umcolectivo anti-autoritário eopomo-nos à criação deestruturas de vanguarda nomovimento revolucionário. Separtilhas os nossos objectivos eestratégias, junta-te a nós
 
 
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ENTREVISTA COM MILITANTES FRANCESES DOSCOMITÉS SYNDICALISTES RÉVOLUTIONAIRES
Luta Social : Como definis a vossaorganização ?
 Nós reivindicamo-nos da correntesindicalista revolucionária histórica. Estacorrente começou por existir sob forma daFederação das Bolsas do Trabalho em1892. Estas Bolsas do Trabalhoorganizavam as lutas operárias locaisnuma base interprofissional. Mas estasestruturas também estavam muito activasnas estruturas geridas pelos socialistasintegradas nas Bolsas do Trabalho :colocação de trabalhadoresdesempregados, sociedades de socorromútuo (subsídios de desemprego, dedoença, de acidentes de trabalho, dereforma …), cooperativas de produção ede distribuição, centros de saúde, teatros eactividades culturais, desporto operário,escolas profissionais…A Federação das Bolsas do Trabalhointegrou-se, em seguida, na CGT, em1902. Desde essa data esta confederaçãofunciona sobre duas bases : as UniõesLocais (Bolsas do Trabalho) e ossindicatos de indústria.Em 1914, a corrente SR perdeu a maioriana CGT, o que motivou a criação de umatendência SR : os Comités SindicalistasRevolucionários. Nós reconstituímos essatendência em 1997 principalmente no seioda CGT mas também na Confederação«Solidaires» (SUD), na CNT e na CGT-FO.Nós defendemos o programa histórico daCGT resumido na Carta de Amiens.
Luta Social: Qual é a proporção de jovens, detrabalhadores precários, dedesempregados ?
 
A nossa organização está sobretudoactiva nas Uniões Locais da CGT e na juventude. Temos portanto uma forteproporção de camaradas e desimpatizantes precários (trabalhadorestemporários, contratados a prazo,empregos precários do sector público).Estamos bem mais capazes de organizaros jovens trabalhadores, visto quedefendemos a criação de sindicatos deindústria que permitam sindicalizar osprecários e os trabalhadores das pequenasempresas.
Luta Social : Qual é o papel das lutassindicais e de classe, hoje em dia ?
 Para nós não se trata de multiplicar aslutas sectoriais mas de favorecer asconvergências interprofissionais.Recusamos os desvios localistas oucorporativistas, assim como o activismode tipo esquerdista. O verdadeiro desafio éde organizar os trabalhadores no seusindicato a fim de desenvolver a formaçãoe as capacidades de gestão de um máximode trabalhadores. Esta gestão operáriaprepara as condições para a apropriaçãoda sociedade pelos sindicatos.Uma das nossas actividades principais éportanto de garantir a formação dossindicalizados, nas confederações onde osnossos militantes têm responsabilidadesneste domínio, mas também enquantoCSR.

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