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ENTREVISTA COM MILITANTES FRANCESES DOSCOMITÉS SYNDICALISTES RÉVOLUTIONAIRES
Luta Social : Como definis a vossaorganização ?
Nós reivindicamo-nos da correntesindicalista revolucionária histórica. Estacorrente começou por existir sob forma daFederação das Bolsas do Trabalho em1892. Estas Bolsas do Trabalhoorganizavam as lutas operárias locaisnuma base interprofissional. Mas estasestruturas também estavam muito activasnas estruturas geridas pelos socialistasintegradas nas Bolsas do Trabalho :colocação de trabalhadoresdesempregados, sociedades de socorromútuo (subsídios de desemprego, dedoença, de acidentes de trabalho, dereforma …), cooperativas de produção ede distribuição, centros de saúde, teatros eactividades culturais, desporto operário,escolas profissionais…A Federação das Bolsas do Trabalhointegrou-se, em seguida, na CGT, em1902. Desde essa data esta confederaçãofunciona sobre duas bases : as UniõesLocais (Bolsas do Trabalho) e ossindicatos de indústria.Em 1914, a corrente SR perdeu a maioriana CGT, o que motivou a criação de umatendência SR : os Comités SindicalistasRevolucionários. Nós reconstituímos essatendência em 1997 principalmente no seioda CGT mas também na Confederação«Solidaires» (SUD), na CNT e na CGT-FO.Nós defendemos o programa histórico daCGT resumido na Carta de Amiens.
Luta Social: Qual é a proporção de jovens, detrabalhadores precários, dedesempregados ?
A nossa organização está sobretudoactiva nas Uniões Locais da CGT e na juventude. Temos portanto uma forteproporção de camaradas e desimpatizantes precários (trabalhadorestemporários, contratados a prazo,empregos precários do sector público).Estamos bem mais capazes de organizaros jovens trabalhadores, visto quedefendemos a criação de sindicatos deindústria que permitam sindicalizar osprecários e os trabalhadores das pequenasempresas.
Luta Social : Qual é o papel das lutassindicais e de classe, hoje em dia ?
Para nós não se trata de multiplicar aslutas sectoriais mas de favorecer asconvergências interprofissionais.Recusamos os desvios localistas oucorporativistas, assim como o activismode tipo esquerdista. O verdadeiro desafio éde organizar os trabalhadores no seusindicato a fim de desenvolver a formaçãoe as capacidades de gestão de um máximode trabalhadores. Esta gestão operáriaprepara as condições para a apropriaçãoda sociedade pelos sindicatos.Uma das nossas actividades principais éportanto de garantir a formação dossindicalizados, nas confederações onde osnossos militantes têm responsabilidadesneste domínio, mas também enquantoCSR.
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