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Relatividade Restrita - Prof Susskind - Revisão 2

Relatividade Restrita - Prof Susskind - Revisão 2

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Notas de aulas de relatividade restrita do Prof Susskind - Universidade de Stanford
Notas de aulas de relatividade restrita do Prof Susskind - Universidade de Stanford

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Teoria da Relatividade Restrita
1
 Notas das aulas do Prof. Susskind 
 
 – 
Universidade de Stanford
RELATIVIDADE ESPECIALAULA N
O
1Introdução
Vamos ver com atenção a “matemática” da Relatividade Especial, d
e-
senvolvendo em detalhes a descrição do “espaço
-
tempo”, energia, momento,transformação de Lorentz, sincronicidade, etc. Veremos a seguir a “cinem
áti-
ca”, ou seja, “como” as coisas se movem no espaço
-
tempo e “por que” elasse movem. Isto nos levará ao conceito de “força” e “dinâmica”, que envolvemos conceitos de “energia” e “momento”, abrangendo as equações de Ne
w-ton. Tudo isto nos levará, mais a frente, ao estudo da Relatividade Geral e de
alguns assuntos relacionados a ela, como “Buracos Negros”, “Gravitação”,“Expansão do Universo”, etc.
 
Comecemos por definir o que significa “relatividade”.
 
Relatividade significa que as “Leis Físicas” são independ
entes do siste-
ma de referência no qual elas são estudadas. Para o nosso propósito, “Sist
e-
ma de Referência” significa o “estado de movimento” de um conjunto de
coordenadas. Pode-se pensar então que um sistema de referência seja uma
“malha” tridimensional
 z  y x
,,
que define a localização de cada ponto do
espaço e que possui um “relógio” em cada um destes pontos.
 
Newton considerava que o tempo fosse algo completamente “unive
r-
sal”, como um tempo “divino”, igual para todo mundo. Assim todos os rel
ó-gios, independente de sua posição ou do seu movimento (tanto do observa-
dor como do próprio relógio), marcariam um tempo “universal e consensual”,
igual para todos.Esta ideia começou a mudar quando Einstein desenvolveu a Teoria daRelatividade. Esta ideia, porém, já existia antes de Einstein, remontando àépoca de Galileu.
 
 
Teoria da Relatividade Restrita
2
 Notas das aulas do Prof. Susskind 
 
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Universidade de Stanford
Recordemos qual era o conceito da relatividade de Galileu, mostrando
“onde”, “como” e “por que” ela falha.
 
Um modo de se imaginar a relatividade “intuitivamente” é nos imag
i-narmos movendo-
nos em um “trem” que se locomove em trilhos “perfeit
a-
mente lisos e retos”, de tal forma que a sua velocidade é exatamente con
s-tante. Uma experiência interessante para representar as leis da Física neste
trem seria uma pessoa fazendo “malabarismos” com al
guns objetos, habili-
dade esta que requer muito bom senso de “gravidade”, “movimento”, “si
n-
cronicidade”, “força”, etc., conceitos que são “inconscientemente” utilizados
pelo malabarista.
É um “fato” da natureza que, neste trem, movendo
-se com velocidade
“constante” em relação a outro trem, que consideraremos “parado”, as leisque regem o “malabarismo” são as “mesmas”. Este conceito, antes de Gal
i-leu, não era entendido, pois as pessoas ainda não tinham trens para poderpensar nisso! Porém, se imaginassem algo semelhante a esta experiência,
provavelmente o cientista “médio” daquela época pensaria que o malabarista
precisaria modificar o movimento normal do seu braço, para poder apanhar
novamente a bola jogada para cima, a fim de “compensar” o movimento do
trem!É claro que isso está errado, pois as leis do malabarismo são as mesmas
num trem em movimento uniforme ou num trem “parado”.
 Esta propriedade foi descoberta por Galileu, sendo expressa mais tarde,detalhadamente, por Newton, através de suas leis do movimento.Vamos começar pela relatividade de Galileu.Como todas as outras teorias de relatividade, a de Galileu é uma teoria
de “transformação” de coordenadas e de fenômenos de um sistema de ref 
e-rência para outro.
Vamos imaginar duas “malhas” (sistemas de refe
rência) movendo-se
uma em relação à outra, cada uma contendo o seu conjunto de relógios “si
n-
cronizados” em todos os seus pontos. Devemos saber então como transfo
r-mar as informações de um sistema para o outro. Há muitos tipos de informa-ção, como, por exemplo, a temperatura de um objeto, a sua energia, etc. A
informação mais simples é a “localização” de um ponto no “espaço” e no
 
 
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 Notas das aulas do Prof. Susskind 
 
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Universidade de Stanford
DiagramaEspaço
 –
Tempo
 x
1m 2m 3m4m5m6m7m 8m1s2s3s4s5s6s
 x
Malha Espaço x TempoRégua
“tempo”, parâmetros estes medidos pelas “réguas” e “relógios” de cada si
s-tema.Vamos primeiramente desenhar os sistemas de referência:A princípio, estaremos interessadosapenas no movimento ao longo de um de-terminado eixo, que escolhemos ser o eixo
“x”. Os eixos “y” e “z”, por enquanto, não
irão influenciar nos resultados.Se nós quisermos, porexemplo, representar umarégua parada no sistema,teremos o diagrama apre-sentado à direita:
Imaginemos agora dois trens, “A” e “B”, sendo que o trem “A” está p
a-
rado (logicamente apenas como referência) e o trem “B” está em movimento,com velocidade “V”:
 Neste caso, o gráfico do tre
m “B” estará inclinado em relação ao dotrem “A”, pois seus vagões estão
-
se movendo em relação aos de “A” (ainda
estamos na relatividade de Galileu).

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