Teoria da Relatividade Restrita
2
Notas das aulas do Prof. Susskind
–
Universidade de Stanford
Recordemos qual era o conceito da relatividade de Galileu, mostrando
“onde”, “como” e “por que” ela falha.
Um modo de se imaginar a relatividade “intuitivamente” é nos imag
i-narmos movendo-
nos em um “trem” que se locomove em trilhos “perfeit
a-
mente lisos e retos”, de tal forma que a sua velocidade é exatamente con
s-tante. Uma experiência interessante para representar as leis da Física neste
trem seria uma pessoa fazendo “malabarismos” com al
guns objetos, habili-
dade esta que requer muito bom senso de “gravidade”, “movimento”, “si
n-
cronicidade”, “força”, etc., conceitos que são “inconscientemente” utilizados
pelo malabarista.
É um “fato” da natureza que, neste trem, movendo
-se com velocidade
“constante” em relação a outro trem, que consideraremos “parado”, as leisque regem o “malabarismo” são as “mesmas”. Este conceito, antes de Gal
i-leu, não era entendido, pois as pessoas ainda não tinham trens para poderpensar nisso! Porém, se imaginassem algo semelhante a esta experiência,
provavelmente o cientista “médio” daquela época pensaria que o malabarista
precisaria modificar o movimento normal do seu braço, para poder apanhar
novamente a bola jogada para cima, a fim de “compensar” o movimento do
trem!É claro que isso está errado, pois as leis do malabarismo são as mesmas
num trem em movimento uniforme ou num trem “parado”.
Esta propriedade foi descoberta por Galileu, sendo expressa mais tarde,detalhadamente, por Newton, através de suas leis do movimento.Vamos começar pela relatividade de Galileu.Como todas as outras teorias de relatividade, a de Galileu é uma teoria
de “transformação” de coordenadas e de fenômenos de um sistema de ref
e-rência para outro.
Vamos imaginar duas “malhas” (sistemas de refe
rência) movendo-se
uma em relação à outra, cada uma contendo o seu conjunto de relógios “si
n-
cronizados” em todos os seus pontos. Devemos saber então como transfo
r-mar as informações de um sistema para o outro. Há muitos tipos de informa-ção, como, por exemplo, a temperatura de um objeto, a sua energia, etc. A
informação mais simples é a “localização” de um ponto no “espaço” e no