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Princípios estruturantes do Processo Penal Português (Parte I)

Princípios estruturantes do Processo Penal Português (Parte I)

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Princípios estruturantes do Processo Penal Português (Parte I). Os apontamentos apresentados foram recolhidos em aulas teóricas de Direito Processual Penal I, ministradas pelo Exmo. Professor Doutor António Alberto Monteiro Medina de Seiça, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), no ano lectivo 2011/2012.
Princípios estruturantes do Processo Penal Português (Parte I). Os apontamentos apresentados foram recolhidos em aulas teóricas de Direito Processual Penal I, ministradas pelo Exmo. Professor Doutor António Alberto Monteiro Medina de Seiça, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), no ano lectivo 2011/2012.

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07/12/2013

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Princípios estruturantes do Processo Penal Português
1
 
As normas processuais penais são orientadas por um conjunto deprincípios que exprimem as opções fundamentais do processo penal emcausa e que constituem, pois, horizonte de fundo para as mesmas normas,bem como de integração em casos lacunosos. Estes princípios podem serarrumados de diferentes maneiras, mas, aqui, seguimos o esquema deorientação constante das
Lições do Prof. Doutor Jorge de Figueiredo Dias,coligidas por Maria João Antunes, Assistente da Faculdade de Direito deCoimbra (1988-89)
, integrando tais princípios em quatro grandes grupos:
1.º Grupo: Princípios relativos à iniciativa ou promoção processual
(3princípios)
y
 
Princípio da oficialidade
 
y
 
Princípio da legalidade
 
y
 
Princípio da acusação
 
2.º Grupo: Princípios atinentes à prossecução ou marcha processual
 (4 princípios)
y
 
Princípio da investigação
 
y
 
Princípio da suficiência
 
y
 
Princípio da contraditoriedade e audiência prévia
 
y
 
Princípio da concentração
 
1
Os apontamentos apresentados foram recolhidos em aulas teóricas de Direito Processual Penal I,ministradas pelo Exmo. Professor Doutor António Alberto Monteiro Medina de Seiça, na Faculdade deDireito da Universidade do Porto (FDUP), no ano lectivo 2011/2012.
 
3.º Grupo: Princípios relativos à prova
(3 princípios)
y
 
Princípio da investigação
 
y
 
Princípio da livre apreciação da prova
 
y
 
Princípio
in dubio pro reo
 
4
.º Grupo: Princípios relativos à dimensão formal do processo ou àforma do processo
(3 princípios)
y
 
Princípio da publicidade
 
y
 
Princípio da oralidade
 
y
 
Princípio da imediação
 
Sentido destes princípios
Nós estamos em face de princípios e não de normas, portanto sãomáximas orientadoras da estrutura do processo penal. Nem todos elesencontram base normativa ou fundamento legal específico. Alguns sim,como o princípio da investigação (artigo 340.º CPP) ou o princípio da livreapreciação da prova (artigo 127.º CPP), mas outros não, como o princípio
in dubio pro reo
, que decorre da conjugação de normas e princípiosconstitucionais.
M
eta-princípios regulativos de todo o sistema
(2 vectoresestruturantes)
1.
 
Princípio do
 fa
ir tri 
al 
(
«
 processo justo, equitativo»)
: nos últimosanos, por influência dos instrumentos internacionais de inspiraçãoanglo-americana, designadamente a Convenção Europeia dosDireitos do Homem (CEDH, artigo 6.º) e o Pacto Internacional dosDireitos Civis e Políticos (PIDCP, artigo 14.º), a doutrina continentaltem salientado a importância deste princípio que funciona comopedra-de-toque de todo o processo. Este princípio já ganhou, entre
 
nós, dimensão constitucional, a partir da IV Revisão Constitucional(1997), no artigo 20.º CRP, embora numa fórmula semanticamentemenos rica (
«
 processo equitativo»
) e a doutrina vê nele umelemento de unidade valorativa de todos os mecanismosdestinados a garantir uma protecção alargada dos direitosfundamentais dos participantes no processo, sobretudo do arguido.A sua fundamentação última encontra-se, para a doutrina, noprincípio do Estado de Direito e no princípio do Estado Social. É umprincípio que tem sido muito trabalhado pela jurisprudência doTribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), que entende quea garantia do processo equitativo não vale exclusivamente pelosresultados a que conduz, mas sobretudo pelos instrumentos emétodos de que se socorre para assegurar as prerrogativas doarguido e demais participantes. Acentua-se, pois, neste princípio, adimensão procedimental da justiça (justiça processual). Na tradiçãoanglo-americana, o
 fair trial 
encontra-se ligado ou decorre doprincípio da igualdade de armas entre a acusação e a defesa. Adoutrina continental não tem acompanhado integralmente estatradição. Na verdade, à luz do nosso Direito, não é sustentável umprincípio de igualdade de armas, pois é bem patente a assimetrianos estatutos processuais da acusação e da defesa. Por isso, adoutrina continental entende que o
 fair trial 
não impõe umaidentidade de armas ou igualdade de meios entre acusação edefesa, mas sim uma reciprocidade de direitos em ordem àformação de prova, uma igual possibilidade de acesso às fontesprobatórias.
 2.
 
Princípio da presunção de inocência
: este princípio, que teve a suaprimeira consagração normativa moderna em 1789, na Declaraçãodos Direitos do Homem e do Cidadão (DDHC), foi incorporado emdiversos instrumentos de Direito Internacional, entre os quais aCEDH (artigo 6.º, n.º2) e o PIDCP (artigo 14.º, n.º2). Também anossa Constituição o inclui entre as garantias do processo criminal(artigo 32.º, n.º2 CRP). O conteúdo e alcance deste princípio não semostram fáceis de apresentar. Na verdade, tirando o princípio
in

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