A indústria cultural, como entendida por Adorno, começou a ser questionada nadécada de 70 do século XX, em França, promovendo-se a sua pluralidade a partir daí.Grande parte das abordagens às indústrias culturais está resumida no livro de RogérioSantos, intitulado “Indústrias culturais. Imagens, valores e consumos” (2006).As indústrias culturais combinam “
criação, produção e comercialização deconteúdos por natureza intangíveis e culturais, adicionam valor individual e social aosconteúdos e baseiam-se em conhecimento e trabalho intensivo, criam emprego eriqueza, alimentam a criatividade e desenvolvem a inovação nos processos de produçãoe comercialização
”. Esta definição, dada pela Unesco, em 2006, seria o bastante para justificar a importância que as indústrias culturais têm na actualidade e das quais fazem parte os meios de comunicação, que, paralelamente, divulgam as próprias indústrias(Santos, 2006: 65).“
A edição (jornais, revistas, livros, etc.), a música, a tecnologia audiovisual(cinema e televisão), a electrónica (multimédia), a indústria fonográfica (discos),videojogos e Internet
” são os sectores que fazem parte das indústrias culturais, segundoRogério Santos (2006: 65). Abre-se também a porta para o design, a arquitectura, asartes visuais e performativas, a moda, o desporto, a publicidade a o turismo cultural.David Hesmondhalgh (2002) dá um contributo fundamental para a compreensãodas indústrias culturais e, naturalmente, da cultura. Estas são aquelas cuja principalactividade é produzir textos
, comunicar com uma audiência. Todos os bens culturaisestão sujeitos a interpretação e a um consumo social. Neste sentido, o
core business
dasindústrias culturais é a produção industrial e circulação de conteúdo simbólico e, por isso, incluem: a televisão e a rádio (e os novos canais por cabo e por satélite), a indústriacinematográfica (assim como vídeos e DVDs); a Internet e os seus conteúdos; aindústria discográfica (incluindo concertos); indústria editorial impressa e on-line(livros, cd-roms, serviços de informação, jornais e revistas); videojogos e jogos decomputador; publicidade e marketing
.A cultura da Era da Informação é, precisamente, uma cultura gerada através dasindústrias culturais e dos seus processos de inovação e produção. Tem a diferença de,
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David Hesmondhalgh (2007: 7) utiliza frequentemente a expressão “conteúdo simbólico” ou a palavra “textos” parase referir a todas as criações simbólicas emergentes das indústrias culturais por parte dos “criadores simbólicos”. Nesta definição, incluem-se, naturalmente, os jornalistas, bloggers e produtores de conteúdos culturais.
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Embora não estejam incluídas na maior parte das definições de indústrias culturais, David Hesmondhalgh inclui a publicidade e o marketing, dado que são actividades que se centram na criação de textos e requerem o trabalho decriadores simbólicos.
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