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Política de Educação

Política de Educação

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Published by: Antonio Arnaut Duarte on Nov 19, 2008
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09/11/2010

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“POLÍTICA DE EDUCAÇÃO”
 
Nos últimos dias recebi SMSs de diversos colegas alertando para a presença doJorge Pedreira, secretário de estado da educação, numa palestra a realizar emSetúbal, no dia 16 de Novembro às 17h. A palestra era subordinado ao tema
“Políticade Educação”
, foi promovida pela distrital do PS mas era aberto a não-militantes. Eu láapareci, pensando que ia encontrar vários colegas da nossa escola, mas fui o único.No auditório da Estalagem do Sado, estávamos oitenta pessoas, o que corresponde acerca de metade dos lugares. Esperava ver lá mais gente. Quase todos os presenteseram militantes do PS e percebi mais tarde, pelas intervenções, que cerca de metadedos presentes eram, também, professores. Eu, que sou apartidário e feroz crítico dequase tudo o que seja políticos e seus comportamentos, e nada habituado a estaslides, ali fiquei sentado ao lado de um colega de outra escola, na última fila.Na mesa estava o secretário de estado, ladeado pelo ex-deputado, actualpresidente da distrital do PS (e também pintor) Vítor Ramalho, e por um indivíduo quenunca falou e que desconheço. Na plateia reconheci de imediato o Humberto Daniel,ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião, e o Paulo Pedroso, deputado doPS.A palestra foi um misto de operação de charme e de apalpar o pulso aosmilitantes sobre o assunto em causa. O secretário de estado falou durante 50m,ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural eobviamente, a lição mais do que sabida. Disse essencialmente disparates, mentiras eaté ofendeu os professores. Aquelas coisas que estamos fartos de ouvir: osprofessores trabalham poucas horas, nunca foram avaliados, não querem seravaliados, os sindicatos assinaram e agora não cumprem com o que assinaram, osprofessores eram uns privilegiados porque progrediam automaticamente nas carreiras,o excessivo abandono escolar, a falta de hierarquias, o premiar do mérito, etc., etc.,etc.Depois houve inscrições para expor opiniões. 27 pessoas se inscreveram, entreas quais eu, que falei mais ou menos a meio. Pensei que a generalidade dos militantesaproveitasse a ocasião para tecer elogios às virtudes do ECD e do seu modelo deavaliação, mas não foi isso que aconteceu. Começou por falar o militante ChocolateContradanças (é esse o seu nome) que foi professor e se disse desgostoso por ver oestado de desmotivação em que a sua mulher está, ela ainda professora, e referiu que
 
o PS iria perder a maioria absoluta devido a esta ME; foi aplaudido. O Humberto Danielt
eve uma intervenção bombástica ao começar por dizer que “por muito menos oCorreia e Campos foi para a rua”
; foi aplaudido. Outros militantes se seguiram. O PauloPedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse
“a Escola está agora pior” e, referindo
-se a uma passagem do discurso do secretário deestado em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me
lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que “o PS
esteve 7 des
ses 10 anos no governo”; foi muito aplaudido. Seguiram
-se outrasintervenções, de professores, alguns membros de conselhos executivos, ex-professores e militantes do PS, cada uma apontando aspectos diferentes dasfraquezas deste modelo de avaliação, raramente se apontando virtudes.Chegou a minha vez e quis partir mais alguma loiça, pois estava revoltadosobretudo com uma frase dita pelo secretário de estado e que não havia sido aindacomentada por ninguém. No final do seu discurso ele havia dito, referindo-se àsnegociações com os sindicatos, que não estava na disposição de ceder nem de
renegociar. Coroou o seu raciocínio com o provérbio chinês “Quando se dá umabolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite.” Assim, sem tirar nem pôr!
Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora mas que nãopodia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professoreseram comparados aos ratos, e salientei:
Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo deleite, mas também sabe desmontar uma ratoeira.Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone namão. Mas não fraquejei e achei que devia ser ainda mais contundente. Depois dereferir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás deledisse:
Isto é uma palhaçada!Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que osprofessores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei que:
Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nuncatrabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às fériase às paragens, como nos podem atirar isso à cara se nos limitamos a cumprir ocalendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubaralguma coisa a alguém.Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:

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