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Contos Novos - Mário de Andrade

Contos Novos - Mário de Andrade

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03/06/2013

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original

 
Contos Novos
- M
á
rio de Andrade
Autor
M
á
rio de Andrade (S
ã
o Paulo, 1893-1945), l
í 
der da gera
çã
o que implantou o Modernismo na cultura brasileira.
Obra
Contos Novos (1947), escrito num per
í 
odo de crise pessoal, teve publica
çã
o p
ó
stuma. Re
ú
ne narrativas damaturidade art
í 
stica do autor, marcadas pela maior depura
çã
o compositiva e estil
í 
stica. "Eu tamb
é
m me gabo delevar de 1927 a 42 pra achar o conto, e complet
á
-lo em seus elementos" (Carta a Alphonsus de Guimaraens Filho).
G
ê
nero liter
á
rio
Contos de estrutura moderna, que acolhem as principais correntes ficcionistas que marcaram a Literatura Brasileiradas d
é
cadas de 30 e 40. Mais do que os fatos exteriores, os relatos procuram registrar o fluxo de pensamento daspersonagens.
Contexto hist
ó
rico-cultural
S
ã
o Paulo, capital e interior, d
é
cadas de 20 a 40; processo de urbaniza
çã
o e industrializa
çã
o (cidade);patriarcalismo X progressismo (ambiente rural).
Enredos:
1. "Vestida de preto": Juca, em flash-back, recupera as primeiras experi
ê
ncias amorosas com sua prima Maria,bruscamente interrompidas por uma Tia Velha. A repress
ã
o associa-se
à
rejei
çã
o da prima, que o esnoba naadolesc
ê
ncia. A prima se casa, descasa, e o convida para visit
á
-la. "Fantasticamente mulher", sua apari
çã
o deixaJuca assustado.2. "O ladr
ã
o": Numa madrugada paulistana, um bairro oper
á
rio
é
acordado por gritos de pega-ladr
ã
o. Numprimeiro momento, marcado pela agita
çã
o, os moradores reagem com atitudes que v
ã
o do medo ao p
â
nico e
à
histeria, anulados pela solidariedade com que se unem na persegui
çã
o ao ladr
ã
o. Num segundo momento,caracterizado pela serenidade e enleio po
é
tico, um pequeno grupo de moradores experimenta momentos de
ê
xtaseexistencial. Os comportamentos se sucedem, numa linha que vai do instinto greg
á
rio ao esvaziamento trazido pelarotina.3. "Primeiro de Maio": Conflito de um jovem oper
á
rio, identificado como "chapinha 35", com o momento hist
ó
rico doEstado Novo. 35 v
ê
passar o Dia do Trabalho, experimentando reflex
õ
es e emo
çõ
es que v
ã
o da felicidade matinal
à
amargura e desencanto vespertinos. Mesmo assim, acalenta a esperan
ç
a de que, no futuro, haja liberdadedemocr
á
tica para que "sua" data seja comemorada sem repress
ã
o.4. "Atr
á
s da catedral de Ru
ã
o": Relato dos obsessivos anseios sexuais de uma professora de franc
ê
s, quarentonainvicta, que procura hipocritamente dissimular seus impulsos carnais. Aplica
çã
o ficcional da psican
á
lise: decifra
çã
ofreudiana.5. "O po
ç
o": Joaquim Prestes, fazendeiro dividido entre o autoritarismo e o progressismo,
é
desafiado por um grupode pe
õ
es que se insubordinam, desrespeitando o mandonismo absurdo do patr
ã
o.6. "Peru de Natal": Juca exorciza a figura do pai, "o puro-sangue dos desmancha-prazeres", proporcionando
à
fam
í 
lia o que o velho, "acolchoado no med
í 
ocre", sempre negara.7. "Frederico Paci
ê
ncia": Dois adolescentes envolvidos por uma amizade d
ú
bia, de conota
çã
o homossexual,procuram encontrar justificativas para esse controvertido v
í 
nculo e se rebelam contra as conven
çõ
es impostas pelasociedade.8. "N
é
lson": Registro do comportamento ins
ó
lito de um homem sem nome. Num bar, um grupo de rapazes exercitaseu "voyeurismo" pela curiosidade despertada pelo estranho sujeito: quatro relatos se acumulam, na tentativa dedecifrar a identidade e a hist
ó
ria de vida de uma pessoa que vive ilhada da sociedade, ruminando sua misantropia.
 
9. "Tempo de camisolinha": Juca, posicionando-se novamente como personagem-narrador, evoca reminisc
ê
ncias dainf 
â
ncia, especialmente do trauma que lhe causou o corte de seus longos cabelos cacheados. Reconcilia-se com avida ao presentear um oper
á
rio portugu
ê
s com tr
ê
s estrelas-do-mar.Foco narrativo de 1a pessoaCentra-se no eixo de individualidade de Juca, protagonista-narrador. Por meio de evoca
çã
o memorialista, emprofunda introspec
çã
o, ele relembra a inf 
â
ncia, a adolesc
ê
ncia e o in
í 
cio de vida adulta.Foco narrativo de 3a pessoaCentra-se num eixo de refer
ê
ncia social, de inspira
çã
o neo-realista. A den
ú
ncia de problemas sociais se alia
à
an
á
lise da problem
á
tica existencial das personagens.
Espa
ç
o
Integra-se de forma din
â
mica nos conflitos das personagens. Por exemplo, em "O po
ç
o", o frio cortante do vento de julho, no interior paulista, amplifica o tratamento desumano que o fazendeiro Joaquim Prestes d
á
a seusempregados.
Personagens
Nas nove narrativas, evidencia-se um profundo mergulho na realidade social e ps
í 
quica do homem brasileiro. Osquatro contos de cunho biogr
á
fico e memorialista, centrados em Juca, promovem uma "interioriza
çã
o" de temassociais e familiares. J
á
os com enuncia
çã
o em terceira pessoa apresentam personagens cuja densidade psicol
ó
gicaprocura expressar a rela
çã
o conflituosa do homem com o mundo. Em contos como "Primeiro de Maio", "Atr
á
s dacatedral de Ru
ã
o" e "N
é
lson", os protagonistas n
ã
o t
ê
m nome: isso
é í 
ndice da reifica
ç
ã
o e da aliena
çã
o quefragmentam a exist
ê
ncia humana na sociedade contempor
â
nea.
Os Melhores Contos
- Rubem Braga
O g
ê
nero
A cr
ô
nica
é
fruto do jornal, onde aparece entre not
í 
cias ef 
ê
meras. Trata-se de um g
ê
neroliter
á
rio que se carcteriza por estar perto do dia-a-dia, seja nos temas, ligados
à
vida cotidiana,seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surgeinesperadamente como um instante de pausa para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornal
í 
stica. De extens
ã
o limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra astend
ê
ncias fundamentais do meio em que aparece, o jornal di
á
rio. Se a not
í 
cia deve ser sempreobjetiva e impessoal, a cr
ô
nica
é
subjetiva e pessoal. Se a linguagem jornal
í 
stica deve serprecisa e enxuta, a cr
ô
nica
é
impressionista e l
í 
rica. Se o jornalista deve ser met
ó
dico e claro, ocronista costuma escrever pelo m
é
todo da conversa fiada, do assunto-puxa-assunto,estabelecendo uma atmosfera de intimidade com o leitor.
A obra
Os melhores contos de Rubem Braga (1985) na verdade s
ã
o 39 cr
ô
nicas, selecionadas peloprofessor Davi Arrigucci Jr., que podem ser divididas em:1. Passado interiorano ou em Cachoeiro do Itapemirim - reunindo as cr
ô
nicas em que o narradoraborda, de forma l
í 
rica e nost
á
lgica, a vida na cidade pequena do interior, entre ca
ç
adas depassarinho, encontro com moradores da cidade grande, peladas na rua, pescarias, cachorrosamigos, e a vegeta
çã
o abundante do meio quase rural:Tuim criado no dedoA mo
ç
a ricaNeg
ó
cio de meninoCa
ç
ada de pacaPraga de meninoLembran
ç
a de ZigO sino de ouroO cajueiroHist
ó
ria de pescaria

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