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Paradigmas sociológicos e Analise Organizacional - Burrel e Morgan

Paradigmas sociológicos e Analise Organizacional - Burrel e Morgan

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Published by: Mariana Serafim Xavier Antunes on Feb 17, 2012
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Sociological Paradigms - Burell e MorganÍndice
1. Pressupostos sobre a natureza das ciências sociais.......................021.1As formas do debate.........................................................................05
1.1.
1 Nominalismo/Realismo: o debate ontológico.............................051.1.2 Anti-positivismo/Positivismo: o debate epistemológico..............061.1.3 Voluntarismo/Determinismo: o debate sobre a natureza...........071.1.4 Teorias Ideográficas/Nomotéticas: o debate metodológico.......072. A análise dos pressupostos sobre a natureza das ciências sociais.083.1 Pressupostos sobre a natureza da sociedade...........................10
 
3.1.1 O debate sobre ordem/conflito............................................102.2 Regulação e mudança radical............................................17
 
3.2 Duas dimensões: quatro paradigmas........................................20
 
3.3 A natureza e os usos dos quatro paradigmas...........................222.3 O paradigma funcionalista...................................................25
 
3.3.2 O paradigma interpretativo..................................................29
 
3.3.3 O paradigma humanista radical...........................................31
 
3.3.4 O paradigma estruturalista radical.......................................33
Sociological Paradigms and Organizational AnalysisLondon, Heinemann, 1979.Burrel, G and Morgan, G.
PRESSUPOSTOS SOBRE A NATUREZA DAS CIÊNCIAS SOCIAISUm aspecto central de nossa tese é a idéia de que todas as teorias sobreas organizações estão embasadas em uma filosofia das ciências e uma teoriasobre a sociedade. Neste capítulo, abordaremos o primeiro aspecto desta tese eexaminaremos as diferentes abordagens sobre as ciências sociais.
 
Argumentaremos que é conveniente conceber as ciências sociais em termos dequatro conjuntos de pressupostos referentes à ontologia, à epistemologia, ànatureza humana e à metodologia.Todo cientista social aborda sua disciplina atras de pressupostosexplícitos ou implícitos sobre a natureza do mundo social e a maneira como estepode ser investigado. Primeiramente temos pressupostos de naturezaONTOLÓGICA, pressupostos que concernem a própria essência do fenômenosob investigação. Por exemplo, os cientistas sociais terão que enfrentar aqueso ontogica sica: se a “realidade” é algo externo ao individuo impondo-se a consciência “de fora” – ou se é um produto da própria consciência;se a “realidadetem uma natureza objetiva ou se é produto de cognãoindividual; se a “realidade” é um dado externo ou se é um produto da nossamente.Associado a essa queso ontogica, um segundo conjunto depressupostos de natureza EPISTEMOGICA. o pressupostos queconcernem as bases do conhecimento: como podemos compreender o mundo ecomunicar este conhecimento aos outros. Tais pressupostos estão embasadosem noções tais como as formas possíveis de conhecimento ou a possibilidade dedistinção entre o falso e o verdadeiro. Na verdade, a própria distinção entre ofalso e o verdadeiro em si pressupõem uma determinada posturaepistemológica. Está embasada em uma visão específica sobre a natureza doconhecimento: por exemplo, se é possível conceber o conhecimento como umdado “hard”, real e capaz de ser transmitido de forma tangível ou se oconhecimento tem um caráter mais “soft”, subjetivo, espiritual e até mesmotranscendental, decorrente da experiência do insight de uma individualidadeúnica e essencialmente pessoal. Os pressupostos epistemológicos nestas duasposturas determinam posturas extremadas sobre a questão da possibilidade doconhecimento, de um lado, ou, de outro lado, do conhecimento como experiênciapuramente subjetiva.Associado às questões ontológicas e epistemológicas masconceitualmente distinto – surge um terceiro conjunto de pressupostos referentesà NATUREZA HUMANA e, mais especificamente, sobre a relação entre ohomem e o ambiente. É óbvio que as ciências sociais como um todo tem queestar embasadas em tais pressupostos, uma vez que o Homem é o sujeito e o
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objeto da sua indagação. Podemos identificar perspectivas em ciências sociaisque estão embasadas em uma visão de homem que implica em uma respostamecanicista, ou mesmo determinista, às situações encontradas no mundoexterno. Nesta visão, os homens e suas experiências são produtos do ambiente,condicionados pelas circunstancias externas. Tal perspectiva extrema pode ser contrastada com outra que atribue aos seres humanos um papel mais criativo;perspectiva esta onde a vontade (free will) ocupa, o centro do palco; onde ohomem é visto como sendo criador de seu ambiente; senhor em oposição amarionete. Nestas duas visões opostas esta embutido um importante debatefilosófico entre os partidários do determinismo, de um lado, e do voluntarismo, deoutro. Embora existam posições extremadas, grande parte das teorias sociais,como veremos a seguir, adotam posturas situadas mais ao meio do campo destedebate.Os três conjuntos de pressupostos até agora mencionados tem implicaçõesde natureza METODOLOGICA. Cada um deles tem importantes conseqüênciasquanto à forma de investigação e obtenção de conhecimento sobre o mundosocial. Ou seja, os diferentes pressupostos sobre ontologia, epistemologia ounatureza humana levam a adoção de metodologias também diferenciadas entresi. As possibilidades de escolha são, de fato, tão numerosas que o que éconsiderado como CIÊNCIA pelos cientistas tradicionais cobre apenas umaparcela restrita das opções possíveis. Por exemplo, podemos identificar metodologias nas ciências sociais que tratam dos fenômenos sociais como sefossem fenômenos do mundo da natureza: como dados “hard”, reais, externos; eoutras metodologias que atribuem a estes fenômenos qualidades “soft”, pessoaise mais subjetivas.Se subscrevermos à postura onde o mundo social é visto como umarealidade externa e objetiva, o empreendimento cientifico resultanteprovavelmente focalizará a analise das relações e regularidades entre os seuselementos constitutivos. A preocupação central será então de identificar e definir tais elementos e descobrir formas de expressar estas relações. As questõesmetodológicas estarão centradas na definição dos conceitos, sua medida eidentificação dos temas subjacentes. Tal perspectiva se expressaprimordialmente na busca de leis universais que expliquem e governem arealidade sob observação.
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