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aula terceira (1ª part.)

aula terceira (1ª part.)

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Published by: Magda Matthes Kappes on Feb 18, 2012
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CURSO COMPLETO DE DIREITO PENAL PARAS AS CARREIRAS POLICIAISLÚCIO VALENTE
1
Amigos,Chegamos à terceira aula do nosso curso. Sei que uma característicacomum entre meus alunos é a heterogeneidade. Claro que posso tornara aula a mais palatável o possível, mas não posso deixar de utilizardeterminados termos técnico-jurídicos que são inerentes ao tema.Entendo as dificuldades dos odontólogos, químicos, farmacêuticos,
médicos etc, os quais levam mais tempo para “digerir” a aula.
Devagar e sempre!Lembre-se: entenda os exemplos. Eles são a alma da nossa aula.Nesta aula trataremos do erro de tipo e das excludentes de ilicitude.Como você já deve ter percebido, os institutos tratados em aula sãoagrupados em sequência didática. Tento fugir dos esquemas dosmanuais tradicionais e busco o fluxo natural da matéria. É por essemotivo que trato do erro de tipo neste momento, logo após falar do
“tipo penal”. Geralmente, os manuais, em geral, apresentam o “erro detipo” e o “erro de proibição” em um mesmo capítulo. Não quero
dizerque é errado, mas não penso ser didaticamente o mais apropriado.
Portanto, tratarei do “erro de proibição” na culpabilidade, em aula
futura.Não deixem de participar do nosso curso do FACEBOOK (LÚCIOVALENTE - DIREITO PENAL)Vamos à aula!
 
CURSO COMPLETO DE DIREITO PENAL PARAS AS CARREIRAS POLICIAISLÚCIO VALENTE
2
ERRO DE TIPO (CPB, art. 20)
Um tema assaz importante nas provas de Direito Penal e que causa certaconfusão aos candidatos (sem motivo, diga-se) trata-se da
TEORIA DO ERRO
.Isso ocorre, mormente pelo fato de os Manuais de Direito Penal tratarem damatéria na sequencia em que o Código Penal a elenca. Como sempre digo,códigos de leis são para organizar normas jurídicas e não para ensiná-las.Legal, vamos ao
ERRO DE TIPO.1.
 
Agora que já aprendemos o significado do termo
TIPO PENAL
(modelode conduta proibida), podemos compreender que durante o encaixe de umaconduta real ao modelo (tipo) pode ocorrer um erro, um
tilt. Ou seja, no processo de adequação típica pode ocorrer um defeito na formaçãomental do dolo na cabeça do agente.
 
Preste atenção nesta estória!
Jorge Rogério foi com amigos para uma festa
rave
. Ao som de muitamúsica eletrônica e regado a doses de álcool, ficou no local até amanhã seguinte. Ao retornar, não mais encontrou seus amigos, motivopelo qual resolveu tomar um táxi. Perto de sua residência há umsupermercado com horário de funcionamento de 24 horas. Aproveitoupara passar neste local e comprar alguns utensílios para sua casa, alémde pão e leite.Jorge, um pouco atordoado por ter ficado por várias horas em frente auma caixa de som de 15.000 W de potência, saiu do mercadocaminhando em direção ao estacionamento. Neste momento, avistouum veículo Lada de cor vermelha. Como possui um carro comexatamente as mesas característica, Jorge teve uma confusão mental eimaginou ser seu aquele carro estacionado. Ao entrar no veículo, foisurpreendido pelo dono deste, o qual estava acompanhado de policiaismilitares. Jorge foi detido e levado à delegacia.
 
CURSO COMPLETO DE DIREITO PENAL PARAS AS CARREIRAS POLICIAISLÚCIO VALENTE
3
Amigos, acreditem ou não! Tal fato ocorreu em um plantão em quetrabalhei como delegado de polícia. Quando eu ouvi a estória,inicialmente não acreditei.Poxa, mas depois que o sujeito me apresentou os documentos de seucarro, vi que, de fato, ele tinha um Lada vermelho idêntico àquele queestava estacionado.Caramba, não seria possível que um indivíduo desejasse possuir DOISLADAS VERMELHOS! Um só já é castigo o suficiente! (hehe)Caso você não seja do tempo do veículo LADA, dê uma olhada no
Google imagens
. O carro era um FIAT 147 piorado.Segundo ficou demonstrado, Jorge acreditou sinceramente que o carroque ele tentou retirar do local era de sua propriedade.
Se analisarmos o tipo (modelo) do furto (art. 155 do CPB) “subtraircoisa alheia”, podemos fazer a seguinte indagação:
Jorge tinha o dolode subtrair coisa
alheia? 
Entendemos que não. Isso porque ele seequivocou sobre um elemento do tipo de furto, qual seja,
coisa alheia.
Acreditou ele que o alheio fosse próprio.
Neste exemplo está estampado o erro sobre o elemento do tipo, uma vez que ohouve
UM ERRO NO PREENCHIMENTO DO TIPO
.
(FCC - 2010 - TRE-AL ANALISTA JUDICIÁRIO)
A dispara seu revólver emata B, acreditando tratar-se de um animal. A respeito dessa hipóteseé correto afirmar que se trata de fato típico, pois o dolo abrangeu todosos elementos objetivos do tipo.
 
Resposta: Errado.
 Pergunto: Jorge Rogério tinha dolo de
subtrair coisa alheia?

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