CURSO COMPLETO DE DIREITO PENAL PARAS AS CARREIRAS POLICIAISLÚCIO VALENTE
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Amigos, acreditem ou não! Tal fato ocorreu em um plantão em quetrabalhei como delegado de polícia. Quando eu ouvi a estória,inicialmente não acreditei.Poxa, mas depois que o sujeito me apresentou os documentos de seucarro, vi que, de fato, ele tinha um Lada vermelho idêntico àquele queestava estacionado.Caramba, não seria possível que um indivíduo desejasse possuir DOISLADAS VERMELHOS! Um só já é castigo o suficiente! (hehe)Caso você não seja do tempo do veículo LADA, dê uma olhada no
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. O carro era um FIAT 147 piorado.Segundo ficou demonstrado, Jorge acreditou sinceramente que o carroque ele tentou retirar do local era de sua propriedade.
Se analisarmos o tipo (modelo) do furto (art. 155 do CPB) “subtraircoisa alheia”, podemos fazer a seguinte indagação:
Jorge tinha o dolode subtrair coisa
alheia?
Entendemos que não. Isso porque ele seequivocou sobre um elemento do tipo de furto, qual seja,
coisa alheia.
Acreditou ele que o alheio fosse próprio.
Neste exemplo está estampado o erro sobre o elemento do tipo, uma vez que ohouve
UM ERRO NO PREENCHIMENTO DO TIPO
.
(FCC - 2010 - TRE-AL ANALISTA JUDICIÁRIO)
A dispara seu revólver emata B, acreditando tratar-se de um animal. A respeito dessa hipóteseé correto afirmar que se trata de fato típico, pois o dolo abrangeu todosos elementos objetivos do tipo.
Resposta: Errado.
Pergunto: Jorge Rogério tinha dolo de
subtrair coisa alheia?