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investigação técnico original opiniãorevisãoestudo de caso ensaio
Diferentes métodos de “intervençãopostural” agem sobre uma ou maispartes dos referidos níveis de con-trolo postural. Daí que um proces-so de “reeducação postural” nuncapossa limitar-se só à dimensãoneurológica ou só à dimensãomuscular
per si
. Por outro lado, osdiferentes níveis de controlo pos-tural, pelo facto de estarem inti-mamente relacionados, influenciam--se mutuamente, sendo de esperarque a intervenção num nível acar-rete mudanças na totalidade dosníveis de controlo.Por exemplo, o paradigma de Bricot
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refere-se sobretudo ao nível neuro-lógico, sendo que a sua intervenção(postural) acarreta modificações anível proprioceptivo, regendo-se estapela administração de palmilhasde reprogramação postural, pelamodulação do receptor ocular e/oupela intervenção ao nível do recep-tor dento-oclusal. Apesar de umtanto ultrapassado, o modelo deBricot constitui ainda plataformaobrigatória do estudo da posturolo-gia (esta entendida num sentido lato).Neste artigo, iremos reger-nossempre pelo seguinte conjunto dedimensões posturais: neurológica(já referida), funcional e estrutural. A relação entre as dimensões fun-cional e estrutural da “postura”pode ser considerada como comple- xa, sendo que, para o paradigmadas “cadeias musculares” não háalgo referente a verdadeira estru-tura, pois esta é, virtualmente,modificável pelos diversos métodosde reeducação postural.Neste artigo, iremos tratar de dife-rentes maneiras os conceitos de“ginástica correctiva postural” e de“reeducação postural”. A históriada primeira é bastante mais longado que a história da segunda. Aprimeira rege-se sobretudo peladimensão funcional da “postura”,tanto no método Pilates quanto no
Stretching
fala-se de “postura”, masem ambos os métodos realizam-seconjuntos de metodologias físicasdissemelhantes, sendo que uma secentra mais na força do centro docorpo e a outra se centra mais naflexibilidade. Iremos tentar ordenartodos estes diversos campos se-mânticos e idiomáticos.Comecemos pela caracterizaçãodo termo “postura”. Este possuium significado original de “posição,atitude ou hábitos posturais”
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. Por“postura” podemos entender, emtermos
práticos
, “a posição optimi-zada, mantida com característicaautomática e expontânea, de umorganismo em perfeita harmoniacom a força gravitacional e predis-posto a passar do estado de re-pouso ao estado de movimento”;
funcionalmente,
pode ser conside-rada como “o conjunto de relaçõesexistentes entre o organismo comoum todo, as várias partes do corpoe o ambiente que o cerca”;
substan- cialmente
, porém, vai de acordocom “um complexo sistema de mui-tos moldes, no qual intervém, alémdo carácter biomecânico, um con- junto de variáveis”.Enquanto “posição corpórea”, “pos-tura” pode referir-se tanto à posi-ção relativa a um tempo deter-minado, tendo como exemplo oconjunto das curvaturas vertebraisfuncionais, como à posição relativaa uma estrutura determinada, ad-mitindo agora como exemplo oconjunto estruturado (ou, como veremos mais tarde, virtualmenteestruturado) das curvaturas verte-brais (ditas anatómicas).Efectivamente, quando falamos de“postura” podemos estar a referir--nos a um “fenómeno” consubstan-ciado por diferentes perspectivas//dimensões e níveis. Tribastone
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refere-se a planos, comparando osmecanismos de controlo posturalcom os mecanismos de controlo domovimento (a postura pode ser,inclusive, definida como um conjun-to incomensurável de múltiplos emicroscópicos movimentos - defi-nindo-se esta como uma perspec-tiva ‘dinâmica’ da postura). Temos,portanto, o plano anatómico, relati- vo à organização racional da activi-dade perceptivo-motora, alcançadaa partir de movimentos, e com anormalização do conjunto das ca-deias cinéticas, actuando na ree-quilibração das tensões miofasciaise das cadeias articulares; o planoneuromotor, relativo às sensaçõesproprioceptivas e às variáveis afe-rentes de controlo postural; e oplano psicomotor, relativo à orga-nização do esquema corporal, al-cançada a partir da percepçãoconsciente e do conhecimento dopróprio corpo, das suas modali-dades de funcionamento e da suaorganização espacio-temporal.No respeitante aos mecanismosde regulação da postura, estamosa entrar num terreno essencial-mente “neurológico” que é compostopor um conjunto de quatro níveis
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:
1)
centros superiores, que com-preendem o cérebro, o cerebelo e otronco cerebral; a esses chegam asinformações provenientes princi-palmente dos fusos neuromuscu-lares, dos mecano-receptores arti-culares, dos órgãos tendinosos deGolgi, e também da retina, da pele edo vestíbulo;
2)
interneurónios,motoneurónios alfa e gama, conti-dos na espinal medula;
3)
músculo etodos os factores que influenciamaresposta contráctil (referimo-nosprincipalmente a músculos postu-rais, ou seja, músculos de controloessencialmente inconsciente); e
4)
fusos neuromusculares, órgãostendinosos de Golgi, vestíbulo ereceptores sensoriais.