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Planejamento Empresarial - Russel Ackoff, Cap 1

Planejamento Empresarial - Russel Ackoff, Cap 1

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Published by Alexandre Aquino
cap 1 do livro do Ackoff sobre Planejamento. Muito bom para estudar Estratégia. Parte incial da discussão;
cap 1 do livro do Ackoff sobre Planejamento. Muito bom para estudar Estratégia. Parte incial da discussão;

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Published by: Alexandre Aquino on Feb 18, 2012
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08/16/2013

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original

 
Capítulo 1
A Natureza e
Conteúdo
do
INTRODUÇÃO
o
Planejamento
Sabedoria é a capacidade de prever
as
consequenclas, a longo prazo,
de
açõesatuais, a disposição
de
sacrificar ganhos a curto prazo em favor
de
benefícios a longoprazo e a habilidade de controlar o que
é
controlável e
de
não
se
afligir com o que nãoo é. A essência da sabedoria, portanto, é a preocupação com o futuro.
Não
é, porém, apreocupação com o futuro que o adivinho tem; ele
tenta prevê-lo. O sábio tenta
controlar
o futuro.
\:
PIanejarnento é a definição
de
um futuro desejado e
de
meios eficazes
de
alcançá-lo.
E
um
instrumento usado pelo sábio, mas não
por ele. Quando utilizadopor homens
de
capacidade inferior, este instrumento
se
transforma num ritual irrelevante que produz paz
de
espírito a curto prazo, mas não o futuro que
se
deseje.Perguntei, recentemente, a três executivos quais decisões eles haviam tomado noúltimo ano, que não teriam tomado
se
não fosse em decorrência dos planos
de suas
empresas. Todos tiveram dificuldade em identificar sequer uma decisão com estacaracterística. Como todos
os
seus planos eram rotulados
de
"secretos" ou "confidenciais", perguntei-lhes, também,
de
que maneira seus concorrentes
se
beneficiariam como conhecimento destes planos. Constrangidos, cada um respondeu que
seus
concorren
tes
não teriam nenhum benefício. Mesmo assim,
esses
executivos eram defensoresconvictos do planejarnento empresarial.
i(
A necessidade
de
planejarnento empresarial é tão óbvia e tão grande, que é difícilpara qualquer pessoa
se
opor a ela. Porém, é ainda mais difícil tomar tal planejamento
útil.
PIanejamento é uma das atividades intelectuais mais complexas e difíceis nas quais
um
homem pode
se
envolver. Não fazê-lo bem não é um pecado, mas contentar-se emfazê-lo pior do que seria possível, é imperdoável.
Ji
Ainda não
se
conhece planejamento empresarial suficientemente bem, para
se
preparar um manual sobre o assunto.
No
momento, e por mais algum tempo ainda, oplanejamento terá que ser moldado pelas características típicas da organização e dasituação na qual ele é desenvolvido. Entretanto, é possível dar-se alguma orientaçãodentro
de
contexto bastante amplo. Pode-se tentar algumas considerações sobre o queo planejamento pode fazer, delinear uma filosofia pela qual ele pode
ser
abordado,além
de
um conceito de como pode ser organizado e sistematizado, e um conhecimen
to
dos melhores métodos, técnicas e instrumentos que possam ser incorporados a ele.A ciência relevante ao planejamento tem
se
desenvolvido rapidamente. Entretanto, mesmo o melhor planejamento que somos capazes
de
fazer, requer pelo menostanta arte quanto requer ciência. Eu estou tão interessado em aperfeiçoar a arte quanto
à
ciência. Em nenhum outro trabalho, -esta boa união é tão importante quanto noplanejamento.
Amarelo: ImportanteGrifado: Não precisa estudar.Texto normal: Estudar também.
 
2
A NATUREZA E O CONTEÚDO DO PLANEJAMENTO CAP. 1
A
principal contribuição
dos
cientistas ao planejament-o pode não estar nodesenvolvimento e no uso
de
técnicas e instrumentos relevantes, mas, sim, na suasistematização e organização do processo
de
planejamento e no constante desenvolvimento e avaliação deste processo.
'*
A NATUREZA
DO
PLANEJAMENTO
o
p l a n e j ! - ~ e n t o ~ é , - n i t i d a m e n t e , u m p r o c e s s o 
de tomada
d e d e . ' ! i ~ ã o ; m ~ , , ~ . c p o 
.que 'neriCtodo processo decisório é planejamento. Não são tãoCla,rl!S, ,porém,
as
cli.racterísticas que fazem do planejamento um tipo especial
de
tomada
de
decisão. Ele
é
especial
de
três formas: .
!
1.
,Planejamento é
algo
que fazemos antes
de
agir; isto é,
tomacIa
antecipada
de
i
decisão.
~
um processo de decidir o que fazer, e como fazê-lo, antes que
se
requeirauma ação.
Se
desejarmos certa situação em algum tempo, no futuro, e
demorl!:~~~a
A f l ~ i < U r , 
9
que _ azer, e como fazê-lº, .devemos-tomar
as
âecísoes necessarias antes
de
~ . . ! . 
S,e
essas
decisões pudessem ser tonl'ãifasiitpidaniente
' s e m p e i â a a a - e f l c i é n E ' t a ~ t l í i o 
! . - ! . e r t a ~ i 1 e c e s s á r i o p l a n e j a r , 
','
.. .
..'
2,.Ylane.jaJne..nto
é necessário.. quatldo a consecução do estado futuro que
d ~ e J d 
mos envolve um conjunto de decisões
interdepeiÚféiítes;istoe,um'sistema
de
decisões.
Um conjunto
de
decisões forma um sistema,
se
o efeito
de
cada decisão
no
resultadodesejado depende de, pelo menos, outra decisão do conjunto. Algumas decisões
do
conjunto podem
ser
complexas, outras simples.
A
Pr!ncipalcQmplexidade no_planeja
_
mento, porém, advém mais
do
inter-relacionamento das decisões do que delas em
si.
Por exemplo, ao
se
planejar uma ca.saa decisão
colocar a
s a l i t - d e ~ v r s f t a i e i n 
determinado local tem um efeito sobre a localização de todas
as
outras dependências e,portanto, no "desem,penho" da casa como um todo.
CoJl.h1l!!ºs
de
decisões
que
exijam planejamento têm
~
.
. s . e g l l i I l 1 ~ L c a r a . ç ! e r ( s t i c a s 
_!mPQrtMte~:
-.---'--
..
--'...
.,.
'
,
a)
são muito.gr.andeLpara. serem manipulados
de
uma
s ( L v e ~ ~ 
Portanto, o" planejamento
deve
ser dividido em estágios ou fases, que sejam' desenvolvidas seqüen-cialmente em um únjco ponto de decisão, ou simultaneamente, em diferentes pontosou mesmo por alguma união
de
esforços em série e simultâneos.
{LpJan.ejam.ellt..Q..Jie.ve
ser dividido por etapas,Qu em outras palavras, ele
d e v e . ~ l 
. planejad.Q.em..si.J
L
___
"'
--
•.
-
"0---.-
••
_____
-
•••
-
••
--
b
t
~
conjunto de
d e c i ~ õ e s 
necessárias não
p o d ~ , . S ~ L ~ h d i v i d i d o - - e n L s u b c o n j u n t o s 
.
i n d e ~ n d e Q t e s : A s s i m , . U I l ! . p ~ . ( ) 1 > l e i i i a 
de
planejamentõ
. I ! í ! Q J > ~ 
ser
diyi,,<li~()
e ~ . J > . r _ o b l e 
p ! D _ ~ i n d e p e n d e n t e s 
$le
subplanejamento';-:Os
p f o ~ l e m a s . < ! ~ _ ~ l m l l 1 1 l e j l l I l 1 ~ l ! ! ~ v e m 
se!
Í I l . i e . r ~ a c i o n a d p ~ , 
, sto, quer
dizer
que
decrsões tomadas
e,1J.l.Q.rimeiro
lugll!._I19-ID'Jtce.sso
. . J I ~ . . J > . ~ e j a m e n t o 
deveIrisei levadas etiCc6nsideração,
a < : > ' , ~ e - t º ! ! ! ~ _ Q ! l t r a s
posteriormen-te;
e
as
primeiras
c!ecisões
devem
ser
reviStasâ liii'dasoutrqs que
lhes
seKf.lirem.
)tpor
,JsfQjllíeoplán.ejamento
deve
ser
f e i t ó i i l l t e s < l u e s . ~ j a , I 1 § ~ ~ ª - t i o 
agir.
i
!
Estas duas
p r o R n c ; º ! l . d ~ ª s i ~ t ª m i ~ l ! S 
do
p l a n e j a J ! l c ; n t o p r º - v a m . 9 . 1 1 ~ _ ~ ~ 
}:ljQ,é.J11I1-ª1C;L
1e
_~i!riJ!lll
process.o,.
sem
fiIll
n a t u r . ª L º ~ p o i J . t Q T ~ ! ! ! , ) 
~ ~ . J ' 1 9 c e s s o , q u e : . ( s e - e s p e r a L s e 
, "aproxime
de
uma
" s o l u ç ~ o " , 
mas
nunca
chega
m ~ ~ l I 1 o _ ª t . L ~ l l ! , . - p b J _ . d u i l . . s 
razÕe,s.
!
PrimeÍI'a
.
. . P _ Q J : g \ l ~ j l j l º ~ 1 i ã
limite
· p ã r ª ' ~ · ª ~ q u : a : i i t i d Í l d e . ' a e , ; e v i s ã o 
q\le
~ p ( ) s s l l 
f a z ~ ! d e 
' ~ d e c i s õ e s 
anteriores.;
Entretanto,ç,'{ato
de
que,
e v e n t u a 1 t t t , e I 1 j e , ~ - - l . l ~ C l : S s á r i o 
agir,
faz
!
'Com
que'se'tema
,que adotar
o - - p l @ ~ j ! ! I D ~ n i º " ' : ~ º ã ~ = m . ~ e i r a q u ~ 
..
~ M : ~ s t i v e r 
num
d e t e m i l i l ã d o ~ m o m e r i t o ~ \ E r i i ' s e g ü n d o 
lugar,
t ~ 1 º - ~ Q - ª t s . . ! ~ m l l 
__
Pll!a o qual
se
'planeja,
" ' q u a i í f ô o s e u ~ i i i i 1 6 i ~ i i t e - = - n i u d l i f f i 
'dUi;ãnteoprocesso",de,.planejamento.e.nUrica-é'possível'1eva&setõdáS' estas mudanças em. consideração. Em parte, em função disto é que existeuma necessidade contínua de atualização e "manutencão" de
11m
nlano. ,
1
,
r
I
I
1
I
"f
i
I
j
PLANEJÁMENTO TÁTlCO E ESTRATeGICO3
3
....flaruljmnentoé um. processo
..
q\lJl.
s . e , < ! e ~ t ! t ! a " a p m ! l ~ i L I l . ! ! L º . u . , m a i S - e S t a d Q S 
11
fu~~
. .4esejados e
qUe
. n í í o ~ ! ! ê r ~ o o c o r r e r , 
li
m e l J º ~ _ q , º - e 
..
l!lgllJna
coisueja-fcitaJ
o
'J
planejamento, portanto,
s ~ _ J 2 ! : , e Q ( ; º p ª 
__
J ª º t ( L _ e J I L e y j t a r , _ ª ç ~ _ . ! n ç Q r r ! l J a s , , - - q u a n t o - e m - \ 
reduzir a freqüência
d()llf.ra!!all"s~s.
.ao.se
~
explorar
OPQrtl!lJ.id.Il<l~ª,
\ l1óbYi(},que.se.se \
~ a c r e d i t ã ' q u e
o 'cursõ)latural_4.ºª
_
ªçóntecitrientouaipl."Qduzir,Qestado-futuro._desejado,.
~Cl.~o
n e c e ~ ~ j º ~ ~ _ d ! ' . ! ! e . 
planejl!r.(O planejamento, portanto, tem
um
componen-\te pessimista e um otimista. O pessimismo está na crença
de
que,
se
não
se
fIzer
nada,o estado futuro desejado não deverá ocorrer. O otimismo está
na
crença
de
que algumacoisa possa' ser feita para aumentar a' probabilidade
de
que' o estado futuro desejadovenha a ocorrer.
Em
resumo,
' p ' º . < ! e . ! ! 1 . º ª J . ! . L ~ L q \ l . l l . . . º . J ) l a n e j a m e n t o 
é um processo .que envolve
. t Q . m a d ª , _ ~ _ a v a 1 i a ç ã o d e 
cada decisão
de
um conjluttoAe_cleçisõesinter-relacionadjlS",-
!!I1tes
que seja necessário
agir,
nU,Ill-ª
_
situação nª-quaLse_JtCI.edita..que,_a_menos
.qllé":se
.
(
rit
a l ~ ! 1 ! a _ 
c.O!s!,,
_
1,!1Il.~_~s~ª-,
fu
_
fu,turo,
desejll.!Í()',nãO_,.de,'v-
.
erá",ocor:r.er--e.que."..se..sejQm~-ª!..
a
udes
apr,()ptiadas, pode-se
JI.Yment;u
a
pro1?ªl>lli<llicle
_de
um.resultado_faYQrável.
----'---"
~ - - - ~ - -
PLANEJAMENTO TÁTICO E ESTRATÉGICO
A
. . J l l t t i n ç ã O - e n t r e - , p l a n e j a m e n t Q , ~ . t j < ; < L ~ . . . ! I s t r a t é g i c o 
é sempre feita,...maLquasenunca é clara. Decisões, que para alguns pareçam estratégicas, 'podem parecer táticas
1
ara outros. Daí podemos concluir que
- ª . . , . 4 ! ! . t ! ! ! ç ! ~ . 
é relativa e..não absoluta.
~
i/
p~da
u c o n f p . . § ~ º , 
. t } " a P I l ~ e . I l t e 
, ! I 1 l l b i g u ~ º - ª d ~ , 
vemiIo
fato de.
q ~ I ' l ª , _ < i i f e ! t l ! ! ç a . _ ~ 
.JLil!l!lj!!!leIlto.Játiço e estratégico é tridimensional . /
1.
~anto
mais
d e m o ~ d o _ . . f o L . o - e f e i t o - d e - u m - p l a n o e q u a n t ( ) J ! 1 ~ 
__
.!!ifícil
fO!..,]
alterá-lo,
1l1aJ.~,~!ª'J>ortanto,
planejamento. (lsJIªtégico
J i d a c Q n u l e ~ e s 
õeeleffõs
d u r a d o u r o ~ 
__
q \ l ~ 
__
~ ~ j a n J . d i f í ç e i s 
__
de
.
se'
níôdificar.L Pof exemplo,
º
. p J l I l ! ! L l ! ~ 
p r ~ ª Q ª ~ [ : R í , " Q . j J : j i i f ª s e m a n a 
é mais
táticoe
menos estratégico doque"oplanejamento
dLuma
nova fábrica
JlU,
de
um novo sistema
de
distribuição.
Pl~amenl0
estratégico é
~a
10E,gQ..1>J:8Z0.
P l a o l : j a n t e ! ! t . Q ! ! ! i : ~ ( ) 
é
~a
prazolIla!S..º'º-rto.
J
C Q ! ! l Q ~ _ P - ~ ,
"longoprazo" .
e.,
" c l l ! ! º P . ! a z o ' ~ ~ o J : ~ r m o s 
r i j ª t i Y º - ª " . ~ t - ª ! ! c º ' ~ . . ! ' ~ ' e . . s ! ! a t é g ! Q < l " 
também
-º-São.
Em geral, o
p l a n e j a m e n t ( ) , ~ s t r a t ~ g i ç - º 
preocupa-se ,com o período de tempo mais longo
.'/
,_ç,oIllque
valha
ilpéiía'se
preocupar, enqlJ3!1tQo
J M í ç º - p r ~ º - Ç l n ~ a : s e c o m o ' 
J!eríodo
de
"
tempo mais curto com qti{'valha a
p e n a . ~ , P l " ~ º - º ' ! I > . I l ! J 
Ambos são
n e c e . ! ~ - ª º . . Q s : E l e s - s e . . 
complementam. Eles são. como. a "cara" . e a
"corQa"-dê'ümamôeda:
podemos.'exiuniná-Ios separad
ll1I1
ente, podemos até disçuti:los
~ e p a r a d a m e n t e ; 
mas'nãõ"põ(lemõS:sêpará-Ios
de
fato., ' .2. Quanto
. . . ! ! ! ~ _ l \ ! ! 
a t i v i @ . 4 ~ L < l , e _ u m a _ o r g á n ~ ç ~ º , f Q ; ( e l l l a f e t a d a s , P Q L u m ~ p ~ m a i ~ , ~ ~ t r . ª ª g i ç º 
, e l L ~ ! ª " 
Ou seja, planejámento
estratégic<!.
.
6.
amplº._PlanejamentQ.-IDIco
.é,
,mais restrito. "Ampló" e
"restiiló"tãriíbem-
são
,coIl<:e!1º.8,Jelativ.os.-que
aumentam a
relli!iviclact.e.'
,do
,que.é
~ . ~ J l _ ~ ! i J ! t . e g i ~ ~ ~ - ~ . ~ ~ d ô ' q í . i é 
é . ' ~ t ª : ! i c e > . ' ~ d ! I 1 l , p l a n Q
~ S : f r a t é g i c o 
pilía
U!D
departamento pode ser umplanejamento tático ao ponto
de
YÍs13
_
,
Jie-um.a-divis(Q,!
~ : g : L . ç Q º , d i ç ~ ~ j c l ~ p J i c a s h 
P!anejariiento
ao
I l ( v ~ L 4 ª , ª I i 1 T I i I l i ~ 1 r a ç ã o _ 
J:entral
é,
geralmente. mais estr:atégico do que
a q u a l q ~ e r . I l í \ ' e l 1 n f ~ r ! o r . , j 
3 •.
Planejamento tático
se
d ~ s t i n a 
a escolher
os
meios, pelosqu.lliu.eJent-ªfáatingirobjetivosespeciffcadostOs objetiv:ossãQ,
g e r J l l n ! t l I l ! e ~ d i t a d o s 
pélos níveis hierar-
~
quicamente
mais
altos pa organização. Qylanejamento
e s t r a t e g i c o d , e j t i n a - ~ e _ ~ ! ~ J . 
" fÓirilulaç.ã<;Ldosobjetivos,.quatito' ã-eScOlhll:-dõs'
mêios','
p 1 l i j [ ! i f u i g ! : 1 . º ! ! . J ~ . 1 ~ . ~ i ~ e n t ~ 
: e s t r a t é @ ~ . p . o r t a n t o , 
se
orjenta para fins
epa.:ra~~~e>.s.~,
Entretanto,
" J ! i , ~ º s . ' : " ' ~ ~ . 
,são também
. ~ º ! ! ª - ª l º ~ ~ , J e 1 a : t i Y Q s . 
Por exemplo, "anunciar um produto" e um
melO
de
''vendê-Io'':''Vendê-lo'', entretanto, é um meio de
se
chegar ao fun "lucro" e lucro é,em
si
mesmo, um meio
de
se
chegar a muitos outros fms.
 
4
A NATUREZA E O CONTEÚOO DO PLANEJAMENTO CAP. 1
Em resumo, planejamento
e s t r ~ t é g i c o . - é - p l a n e j a m e n t o _ . e m J i l I e s a r i . a l 
a longo prazo,
q u e _ é º n ~ n t a - 4 Q p a i á - Q l ? j e t i v ó s : t u í . s 
(mas nãQapenas
'pm:a
.e~.t~~)!J
Deve
est!1I.
clar~
·tan!Q.._o_
.
. p l a n e W n e n 1 ! L ~ s t r a t ~ g i . . . c o 
quanto o
_ ~ t i ç º 
.
sªQ.necessários.p.ara
.
ml!Xim!?:!II
o
J>..!()gr~..sººª~~P!~~j,'·'·
-.
AS PARTES
DO
PLANÉJAMENTO
,,_//
/\
~ ( ) m º . 
oplanejamento
.
deveria ser um processo.contínuo..nenhum.planº-.SI:lriadefinitivo;
e . ~ t a r i a 
sempre
s u j e i t o à r ~ v i ~ ~ Q 
..
Um plano, então, não é o produto fm!Ü4pjjiocessô'deplanejament();
. é l l m J e l a ! º r i o i ! l t ~ : n n e d i á l i o ! 
~
um
registro de.um
.conjlll1t()
..
de
l , l e c i s õ e s j . t : l . l ~ ! g e . p ~ ! l d ~ ! I . t ~ s , 
que pode ,ser. dividido
de
diversas
:qJ.lIJ,1eil:'!!SJI
~~ejadores
,diferel1tes
pre(erem maneiras
. c:liferentes
de
subdividir
as
decisões que
<ieyam
sei
f e i t ~ 
] ? e s < l ~ L q l l " L 1 Q ! l ~ ~ _ d . e c i s õ e s . i n , l p o r t a n t e s - S e j a m 
..
consideradas,
.
as.diversas_maneiras...de.se
divillir_l.l1P
plano em
p a r t e s ~ ã º . p r i n c i p a l m e n t e 
uma
questã.<>._4e,.preferênçia
pessoaLQu
~ º , ~ $ i l l . 9
.
\
p o r t â r i t o ; - : : j j ª é [ : p ~ ~ ~ i s a m O s · 
nOS
preocupar (;mn .
as
vanJªgellse
~ d € : s v & n t a g ~ n s 
L ~ ! I l 1 : i . y a s 
das
diferentes maneirasae
s e - : - . é l i V i â i r ~ i l m p l a n o . - . J 
. ,A ordem
em
que
as
partes do planejamento
são
apresentadas aqui, não representa, necessariamente, a ordem na qual elas devam
ser
d e s e n v o l v i d a s . Y I ! l : 1 J r e ! ! l ~ ~ A . ~ . 9 1 1 e 
o conjunto
de
decisões.<J,ue-o-planejamento-en\':olve,nª<>
P o ~ ~ _ . s ! : . L s l l b l : l i y @ 
.
. < ! g . ~ m 
, subconjuntos.
i n d e ~ _ n ! Í e n t e s . _ P o r t a n t o , 
as
p a r t e l ! . d ! l . g m . ~ º - º - - ª ª J - ª ª ~ s _ º - O _ : R r o c e s s o 
de
'planejÍlllléritoque produza aquelas par!es devem
m J ~ ! - ª & i ! . 
\ I \ . ( ) I ' ª ~ ! l l ~ ! ! l q u e
apresento
' a s ' p a r j : ~ s ; . p ( ) ~ t õ ; r e l l ~ t ~ ã : p ~ i ! ª f a · m i n h a 
opinião sobre a 'ordem em que
geiàlinerile-é
~~~rs.convenientecomêçara
p e n S l ! r . ~ 2 ! > ! . ~ ~ ! ~ ~ = ~ 
-.-------
.
'
..
-
....
'
...
-.-----.
As
partes
são
apenas identificadas neste ponto, pois cada uma será discutidaposteriormente
em
capítulos específicos.
1.
Fins.
EspecifiCaçãode
objetivos e metas.
2.
Meios.
Escolha
de
políticas, programas, procedimentos e práticas através dosquais
se
tentará atingir
os
objetivos.
3.
Recursos.
Deterininação
dos
tipos e quantidades
de
recursos necessários, comoeles devem'
ser
gerados ou obtidos e como eles
devem
ser alocados
às
atividades.
4.
Implantação.
Determinação
de
procedimentos para tomada
de·
decisão e
de
uma maneira
de
organizá-los para que o plano possa ser executado.'
5.
Controle.
Determinação-
de
prpcedimentos para antecipar ou detectar erros noplano ou falhas na sua execução e para prevenir ou corrigir continuamente estes erros eestas falhas..Estas são
as
partes que, na minha opiniãl?, um plano
deveria
conter. Muitosplanos não
as
contêm.
Quais dessas
partes um plano contém e a atenção relativa queelas recebam
é,
em grande parte, uma questão
de
fIlosofia dos que planejam.
FILOSOFIAS DO PLANEJAMENTO
X
/
Na medida
em que
os
planejadores
se
tomam mais autoconscientes e conhecedores do processo no qual
eles
estão envolvidos, certas atitudes, conceitos, fIlosofias, ou oque pode até
ser
chamado
de
estratégia do planejamento passam a
ser
notadas pelosestudiosos do processo. Parece haver três fIlosofias dominantes. Elas
são
apresentadasaqui em sua forma "pura", ficando claro que quase todo planejamento
envolve
Uma
mistura
dessas
três ftlosofias, apesar
de
ser dominado por
um
desses três pontos
de
vista que chamo
de
satisfação,
otimização
e
adaptação.
Estes nomes não
são
muitobons porque
suas
implicações são
vagas
e ambíguas, porém infelizmente não conseguearranjar nomes melhores.
Não
me oponho, portanto, à substituição deles por outrosnomes. O ponto
de
vista
que
mais prevalece -o da satisfação -é discutido primeiro eo que
é.
menos utilizado -o da adaptação -por último.
FILOSOFIAS DO PLANEJAMENTO
5
Satisfação
~
um termo extremamente
útU,
criado por Herbert
A.
Simon,
que
designa
os
esforços para
se
atingir
algum
nível
de
satisfação,
mas
não necessariamente paraexceder este nível. Satisfazer
é,
pois, fazer "bastante bem",
mas
não necessariamente"tão bem quanto possível".
o
nível
de
realização que defme "satisfação" é aquele quesimplesmente satisfaça o tomador
de
decisões. .O planejamento satisfatório começa com o estabelecimento
de
objetivos e metas
que
se
acredita, sejam tanto
viáveis
-quanto desejáveis. E a atribuição dessas duaspropriedades aos objetivos e metas geralmente baseia-se num consenso entre
os
planejadores.Objetivos e metas são géralmente formulados pelos planejadores
do
satisfatórioem termos
de
medidas
de
desempenho comumente utilizadas (por
ex.
lucro ourentabilidade), ou em termoS qualitativos (por ex. boas relações com os empregados).
De
uma maneira radical poder-se-ia dizer que o planejador do satisfatório parece operarcom
base
no prip.cípio·
de
que,
se
não
se
pode medir aquilo que
se
queira,
deve-se
então querer aquilo que
se
possa medir
ou
então aquilo que não
se
queira medir. Porexemplo, para a maioria dos administradores, o objetivo
de
anunciaI é aumentarvendas. Entretanto, o aumento
de
vendãs produzido pela propaganda é difícil (senãoimpossível)
de
medir. Lembrança
das
mensagens, o número
de
"impressões" que elasdeixam ou mudanças
de
"atitudes" que elas produzam são, aparentemente, fáceis
de
medir
e,
portanto, o planejador satisfatôrio de
marketing
tende a definir objetivos
de
propaganda em termos de lembranças, impressões e atitudes, em
vez de
em termos
de
aumento
de
vendas. .
:e
muito comum o planejador do satisfatório estabelecer apenas
algumas
metassimples; por exemplo, aumentar
os
rendimentos anualmente em
10
por cento ou aparcela
de
mercado anualmente em 5 por cento. Ele, normalmente, não
se
preocupacom a maneira
de
m ~ d i a r 
conflitos que possam surgir entre tais metas; por exemplo,
se
uma parcela específica
de
mercado e um determinado lucro não podem ser obtidossimultaneamente a curto prazo, o planejador do satisfatório provavelmente não fornecerá à administração uma base pata determinar o equilíbrio entre estes dois objetivos.O planejador do satisfatório geralmente começa por estabelecer objetivos e metas.Como
ele
não procura estabelecê-los tão "elevados" quanto possível,
mas
apenas"satisfatoriamente elevados",
ele
tem que rever estes objetivos e metas, somentequando eles não
Se
tomam
viáveis.
Estabelecidos
os
objetivos e metas o planejadorprocura apenas uma maneira
viável
e aceitável
de
tentar atingi-los; novamente ele nãoprocura a melhor maneira possível.A orientação deste
tipo.
de
planejador
se
parece muito com a noção política da"arte
do
possível". No
que
raramente
é
um procedimento sistemático, ele tenta"maximizar" viabilidade, conceito este que ele raramente defme explicitamente.
Ele
tenta fazer isso da seguinte maneira:
a)
minimizando o número e a magnitude dos
desvios
de
práticas e políticas atuais;
b)
especificando pequenos aumentos
de
recursosnecessários; e
c)
não fàzendo mudanças substanciais na estrutura organizacional (pois' "
essas
mudanças geralmente encontram oposição daqueles que são afetados).No seu esforço para obter um conjunto
viável de
procedimentos, programas epolíticas,
os
planejadores
do
satisfatório nuamente formulam e
avaliam
sistematicamente muitas alternativas porque qualquer conjunto
viável
lhes satisfará. Geralmente,eles estão mais preocupados em iOentificar antigas deficiências, produzidas por políticasatuais,
do
que em explorar oportunidades futuras.. Portanto,
em
certo sentido, oplanejador do satisfatório tende a enfrentar o futuro, atento ao passado.

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