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Como Orar- Martyn Lloyde Jones

Como Orar- Martyn Lloyde Jones

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04/06/2013

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Como Orar
Martyn Lloyd-JonesNos versículos 5 a 8 de Mateus 6, encontramos o segundo exemplo utilizadopor nosso Senhor com o fim de ilustrar o Seu ensino acerca da piedade ou da condutana nossa vida religiosa. Conforme já vimos, isso constituiu o tema que Ele considerounos dezoito primeiros versículos desse capítulo. Disse Jesus, em termos gerais:“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste”. Aqui estáSua segunda ilustração sobre esse particular. Após a questão da doação de esmolas,aparece a questão inteira das orações feitas a Deus, bem como de nossa comunhão ecompanheirismo com Ele. E, uma vez mais, descobrimos aqui que aquela mesmacaracterística geral que nosso Senhor já havia descrito, mui infelizmente se evidencianovamente. Algumas vezes tenho pensado que esta porção das Escrituras é uma dasmais perscrutadoras e humilhadoras da Bíblia inteira. Não obstante, podemos ler esses versículos de tal maneira que perdemos inteiramente de vista a sua significação e seuensino, embora certamente não seja por isso que ficaremos sujeitos à condenação. Aolermos essa passagem, a nossa tendência é sempre considerarmos a mesma como umacensura dirigida contra os fariseus, uma denúncia contra aqueles que eram obviamentehipócritas. Quando a lemos, pensamos no tipo de indivíduo que se exibe, que chama aatenção de outros para si próprio, conforme faziam os fariseus quanto a esseparticular. Por conseguinte, consideramos o trecho apenas como umdesmascaramento daquela flagrante hipocrisia, mas que não tem vinculação algumaconosco. Porém, isso é perder de vista toda a significação desse ensino de Jesus, asaber, o desmascaramento devastador dos terríveis efeitos do pecado sobre a almahumana, e, especialmente, o pecado na forma de egoísmo e orgulho. Nisso consiste oensino de Cristo Jesus.O pecado, conforme Jesus nos mostra aqui, é algo que nos acompanha portodo o caminho que percorremos, chegando até a presença mesma de Deus. Opecado não é apenas um monstro que tenda por assediar-nos e afligir-nos quandoestamos distanciados de Deus, quando estamos na “terra distante”, por assim dizer. Sequisermos acreditar na exposição feita por nosso Senhor, o pecado é algo tão terrívelque, conforme o Senhor o desmascarou, não somente nos seguirá até as portas docéu, mas também – se isso fosse possível – até o próprio céu. De fato, não é esse oensino escriturístico acerca da origem do pecado? O pecado não teve começo nestaterra. Antes mesmo de o homem haver caído já houvera uma outra queda. Satanáshavia sido um ser angelical perfeito e resplandecente, que habitava nos lugarescelestiais; todavia Lúcifer caiu em pecado, antes que o homem caísse. Essa é aessência do ensino de nosso Senhor, nestes versículos. Trata-se de horrenda exposiçãoda horrível natureza do pecado. Coisa alguma é tão enganadora quanto a noção deque o pecado só existe em termos de ações, pois enquanto imaginamos o pecadosomente em termos de erros realmente praticados, haveremos de falhar na justa
 
compreensão do mesmo. A essência do ensino bíblico a respeito do pecado é que, noâmago, trata-se de uma disposição. Assim sendo, o pecado é um estado do coração.Suponho que podemos fazer o sumário do pecado asseverando que ele, em últimaanálise, consiste em auto-adoração e em auto-adulação; e nosso Senhor mostra-nosque essa nossa tendência para a auto-adulação (o que para mim parece algo dealarmante e aterrorizante) é algo que nos acompanha até a própria presença de Deus. Algumas vezes produz o resultado aqui aludido, isto é, que mesmo quandoprocuramos persuadir-nos de que estamos adorando a Deus, na realidade estamosadorando a nós mesmos, e nada mais.Esse é o tremendo alcance do ensino de Jesus, neste ponto. Aquele erroterrível, denominado pecado, que veio fazer parte de nossa natureza e constituição,como seres humanos que somos, é algo de tal maneira poluente de todo o nosso serque, quando o homem está engajado em sua mais exaltada forma de atividade, aindaassim é mister que ele combata contra tal inclinação pervertida. Muitos têmconcordado que o mais elevado quadro do homem que jamais se pôde retratar,conforme também penso, é vê-lo de joelhos, esperando em Deus. A oração é a maiselevada realização do ser humano, é a sua mais nobre atitude. Nunca o homem semostra tão grande como quando entra em comunhão e contacto com Deus. Ora, deacordo com nosso Senhor, o pecado é algo que nos tem afetado tão profundamenteque mesmo ao atingirmos aquelas elevações espirituais ele continua conosco,atacando-nos por todos os lados. De fato, certamente cumpre-nos concordar que,com base na doutrina neotestamentária, é somente quando chegamos a compreendera realidade por esse prisma que começamos a entender, realmente, o pecado. Tendemos por pensar no pecado conforme o vemos nos molambos e nassarjetas da vida. Contemplamos um beberrão, um pobre sujeito, e pomo-nos a pensar:“Eis aí o pecado; nisso consiste o pecado”. Não obstante, não encontramos aí aessência do pecado. Para nos defrontarmos com um quadro verdadeiro do pecado, eobtermos autêntica compreensão sobre o mesmo, é necessário que contemplemosalgum grande santo, algum homem extraordinariamente devoto e piedoso.Contemplemo-lo ali, ajoelhado, na presença do Senhor. Sem embargo, até mesmo alio pecado está fazendo papel de intruso, tentando-o a pensar sobre si mesmo, a pensaragradável e prazenteiramente sobre si mesmo, a realmente adorar-se, ao invés deadorar a Deus. Esse quadro, e não aquele primeiro, é que retrata fielmente o pecado.Naturalmente, aquele primeiro quadro também retrata o pecado, mas ali não o vemosem seu zênite, ou em sua essência. Ou, dizendo-o de outra maneira, se alguémrealmente quiser compreender algo mais sobre a natureza de Satanás e de suasatividades, o que se faz necessário não é que vá rebuscá-las nos farrapos e nas valetasda vida. Sim, se você realmente quiser saber mais acerca de Satanás, vá até aquelelugar desértico onde nosso Senhor passou quarenta dias e quarenta noites. Aliencontramos um retrato verdadeiro do diabo, enquanto submetia a tentações opróprio Filho de Deus. Tudo isso é destacado nesta declaração. O pecado é algo que nos segue até aprópria presença de Deus.
 
 Antes de começarmos a analisar isso, gostaria de fazer uma outra observaçãopreliminar, a qual me parece perfeitamente inevitável. Se esse quadro não nospersuadir de nossa própria total pecaminosidade, de nosso desamparo espiritual, etambém de nossa total falta de esperança, se esse quadro não nos leva a notar anecessidade que temos da graça de Deus na questão da salvação, e a necessidade doperdão, do novo nascimento e de uma nova natureza, então desconheço o que maisnos possa persuadir. Temos aqui poderosíssimo argumento em favor da doutrinaneotestamentária sobre a absoluta necessidade de nascermos do alto, porquanto opecado é uma questão da disposição íntima, algo que faz parte de nós, tão profunda e vitalmente, que chega a acompanhar-nos até a presença mesma de Deus. Contudo,sigamos esse argumento para além desta vida e deste mundo, para além da morte e dasepultura, e contemplemos a nós mesmos na presença de Deus, em plena eternidade,para todo o sempre. Não é o novo nascimento algo que poderíamos considerar umelemento meramente essencial? Aqui, pois, nessas instruções sobre a piedade e aconduta na vida religiosa, encontramos implícita, em quase todas as declarações, essadoutrina final e neotestamentária da regeneração e da natureza do novo homem emCristo Jesus. De fato, podemos ir para além desse ponto e dizer que mesmo quetenhamos nascido de novo, e mesmo que já tenhamos recebido uma nova vida e umanova natureza, ainda assim precisamos dessas instruções. Temos aqui instruções denosso Senhor ao povo crente, e não aos incrédulos. Essa é a advertência de Cristoàqueles que já nasceram de novo; pois até mesmo esses necessitam de cuidado paranão se tornarem culpados daquela hipocrisia tipicamente farisaica, em suas orações edevoções.Primeiramente, pois, consideremos esse assunto de forma geral, antes dechegarmos a considerar aquilo que comumente se chama de “a oração do Pai Nosso”.Estamos diante daquilo que meramente poderíamos denominar de introdução àoração, segundo nosso Senhor ensinou nestes versículos; e sou da opinião que amelhor maneira de abordarmos o tema, uma vez mais, consiste em dividi-lo em duasseções. Há uma maneira errada de orar e há também uma maneira certa de orar.Nosso Senhor ventila aqui ambas essas formas. A dificuldade com a maneira errada de orar é que a sua própria abordagem éerrada. Sua falha essencial é que ela se volta para dentro de si mesma. Trata-se daconcentração da atenção naquele que está orando, ao invés de concentrar-se nAquelepara quem a oração está sendo dirigida. Essa é a dificuldade. E nosso Senhordemonstrou isso aqui, de uma forma extremamente prática e incisiva. Disse Ele: “E,quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nassinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens...” (Mateus 6.5).Esses se punham em pé nas sinagogas, em posição destacada e proeminente. Vocêdeve estar lembrado da parábola que nosso Senhor contou acerca do fariseu e dopublicano, que foram ao templo a fim de orar. Jesus estabeleceu aqui precisamente omesmo ponto. Ele nos diz que o fariseu se pôs de pé no lugar mais proeminentepossível, e ali se pôs a orar. O publicano, por sua parte, ficou tão envergonhado econtrito que, “em pé, longe” (ver Lucas 18.9-14), não ousava ao menos erguer acabeça, mas tão-somente clamava: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador”. Por

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