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Midia Social

Midia Social

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11/09/2013

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Por quase 10 anos, os moradores de áreas rurais e periurbanas da Argentina onde aagricultura industrial vem se expandido têm recorrido a autoridades políticas e aostribunais de justiça, bem como protestado diante do público, por causa dos problemasde saúde que suas comunidades vêm sofrendo em função da pulverização de agrotóxicos usados diferentes culturas agrícolas. Nesses locais, chama a atenção o aumento do número de casos de câncer, de nascimento debebês com malformações e de problemas reprodutivos e hormonais desde que a pulverização sistemática de agrotóxicos se generalizou. As reclamações das cidades-pulverizadas têm sidoconfirmadas por equipes médicas que atuam nessas regiões, mas as respostas do sistema público de saúde e o envolvimento das universidades públicas com o problema têm sido escassos e limitados. Buscando promover um espaço para a análise acadêmica e a reflexão científica sobre o estado da saúde em cidades-pulverizadas, bem como ouvir e apoiar os profissionais de saúde que vêm denunciando estes problemas, a Faculdade de Ciências Médicas da UniversidadeNacional de Córdoba promoveu em agosto deste ano o Primeiro Encontro Nacional deMédicos em Cidades-Pulverizadas. Médicos, outras equipes de saúde e pesquisadores de diferentes disciplinas atuando no país foram chamados a apresentar suas experiências,dados, propostas e trabalhos científicos. O evento reuniu mais de 160 participantes de dez estados e de seis universidades federais. O relatório do encontro, apresentando os principais resultados dessas pesquisas, acaba de ser publicado. Os relatórios e testemunhos apresentados pelos médicos presentes confirmam as observações clínicas, atestando uma série de doenças e problemas de saúde em pessoas expostas àerização. Embora as manifestações de intoxicação aguda (aquela que se manifesta poucas horapós uma exposição elevada a produtos muito tóxicos) representem a maior parte das queixas dos pacientes, o que mais alarma os médicos na maioria das cidades-pulverizadas são duas constatações: primeiro, o número de abortos espontâneos e de nascimento de bebêmalformados é significativamente maior nas cidades-pulverizadas do que na média da população.Segundo, nota-se também um aumento na incidência de câncer em crianças e adultos, além deoutras doenças sérias como a Púrpura de Henoch-Schönlein (inflamação dos vasos sanguíneos)enças hepáticas e neurológicas. Os médicos chamaram a atenção para o fato de que, em geralvêm trabalhando nas mesmas comunidades por mais de 25 anos, e que as doenças observadas nos últimos anos são incomuns e estritamente relacionadas à aplicação sistemática de aotóxicos. Um exemplo contundente são os dados apresentados pela Dra. Ana Lía Otaño, representante do Ministério da Saúde no estado do Chaco. O relatório trazido por ela realça claramente o aumento dos casos de bebês malformados no nível estadual, de acordo com os números da principal unidade de saúde pública do estado, a Unidade Neonatal do Hospital J.C. Perrando, na cidade de Resistencia (capital do estado), que passaram de 46 em1997 para 186 em 2008 (um aumento de 19,1/10 mil nascidos vivos para 85,3/10 mil nascidos vivos). Os números do Hospital de Resistencia convergem com os dados apresentados pelo Dr.Horacio Lucero, diretor do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Regional de Medicina da Universidade Nacional do Nordeste, que há mais de dez anos vem estudando e registrando a relação dos problemas de saúde acima descritos com a exposição residencial (por vizinhança) aos agrotóxicos no estado do Chaco. O Dr. Lucero acrescenta que, nos últimos anos, o plantio de soja por grandes conglomerados agrícolas veiosubstituindo outras atividades agrícolas tradicionais na economia regional. Ele apresenta gráficos cruzando o aumento do plantio de soja no estado com o aumento nonúmero de bebês nascidos com malformações.A relação é ainda mais fortalecida quando é apresentado um mapa mostrando que o número demortes de bebês causadas por deformações, anomalias cromossômicas e outros defeitos no nascimento é significativamente maior nas áreas de produção de soja e na cidade La Leones

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