Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
24Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Introdução à História do Mobiliário

Introdução à História do Mobiliário

Ratings: (0)|Views: 6,094|Likes:
Published by laialara

More info:

Published by: laialara on Feb 23, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

06/29/2013

pdf

text

original

 
 
1
 
Introdução à História do Mobiliário
Mais do que simples objetos que integram a decoração, ou refletem preferências eestilos, os móveis podem servir como narrativas de períodos, movimentos, sociedades;podem nos contar um pouco a história de reis e rainhas, indicando questões comostatus e poder. Sua importância no cotidiano é grande, e podemos pensar a história domobiliário sob diversos aspectos. Este olhar sobre o móvel é apresentado por Lucie-Smith, na introdução da obra
Furniture: a concise history 
(1997), da qual foi retirado otexto abaixo.
Os Significados do Móvel
O móvel ocupa um lugar curiosamente ambíguo entre os artefatos humanos.Estritamente falando, ele não é necessário para a existência humana; e algumasculturas, mais especialmente aquelas nômades, parecem viver suficientemente bemsem móveis. Por causa de seu volume, os móveis implicam numa existência sedentária.De fato, em certo sentido, os móveis são inseparáveis da arquitetura.Mas a posse de artigos de mobiliário implica de todo modo, num nível de cultura dealguma forma acima do nível de subsistência, assim como implica no abandono dehábitos e posturas animais. Nesse sentido, os móveis de assento são os maissignificativos, desde o uso de um banco ou de uma cadeira para sentar-se depende deque o usuário tenha sido educado por seu ambiente cultural. Por outro lado, isso nãosignifica falar de superioridade cultural. O banco ou a cadeira têm uma longa econtínua história na Europa Ocidental e no Oriente Próximo, mas são diferentementeexóticos na Índia e não são universalmente empregados na China e no Japão. Seconsiderarmos de modo mais amplo a questão, parece que o mobiliário pode serpensado, em diferentes períodos da história, sob quatro ângulos diferentes.O primeiro é óbvio: pode-se pensar nos móveis em termos de função, e essas funçõespráticas são, de fato, comparativamente, poucas. Algumas pessoas se sentam nummóvel (bancos, poltronas ou cadeiras); outras colocam coisas nele (mesas e estantes),reclinam e dormem (camas e sofás); ou usam para guardar coisas (armários e guarda-roupas). Essas funções são muitas vezes combinadas, mas de modo mais freqüenteocorre uma refinada diferenciação entre as categorias de móveis, de modo que cadapeça adquire sua forma definitiva através de sua designação para uma única,específica e altamente especializada necessidade.O segundo ângulo representa um aspecto sobre o qual os historiadores do mobiliárioestão agora mais conscientes: os móveis desempenham um papel muito importantecomo indicadores de uma posição social. Aquele que ocupa a mais alta posição nahierarquia social tem enfatizado seu papel particular, sendo que as questões deconveniência ou conforto são freqüentemente deixadas de lado. De fato, os móveissão apenas um pouco menos importantes que a roupa e os adornos pessoais comomeios de transmitir um significado de posição social.
 
 
2
 
O terceiro método de abordagem do mobiliário é o aspecto tecnológico. Mas,enquanto esse método oferece uma boa medida do progresso tecnológico,especialmente nos séculos dezenove e vinte, certas coisas devem ser levadas emconta. Uma delas é que os móveis, até há bem pouco tempo, eram artefatosartesanais mais do que industriais, e a tecnologia concernente aos móveis era maisuma questão de habilidade com a qual um material em particular era trabalhado, porexemplo, a madeira. Não houve, de maneira nenhuma, uma progressão contínua aesse respeito. Os móveis encontrados na tumba de Tutankhamon, por exemplo, são doponto de vista da habilidade artesanal, mais refinados do que qualquer outra coisaproduzida na Europa desde o início da Idade Média até a metade do século dezoito.Os materiais atuais usados em mobiliário, os tipos de madeira, etc., contam-nos semdúvida claramente certas coisas. No entanto, é possível dizer que a real revoluçãotecnológica atingiu a fabricação de móveis apenas recentemente e ainda estáacontecendo. As técnicas de fabricação de móveis e os materiais consideradosadequados mudaram mais drasticamente nos últimos sessenta anos do que nos seisséculos anteriores. Por isso uma história do mobiliário baseada sobre a evoluçãotécnica seria mais conveniente para o estudo dos móveis a partir do século vinte.O quarto ângulo a partir do qual se pode observar o mobiliário se baseia no fato deque os móveis são usados para constituir um espaço puramente pessoal e subjetivo,onde um indivíduo escolheu viver. Os móveis obedecem tanto à fantasia quanto sãorespostas para as necessidades cotidianas. A noção completa de interior domésticocomo o cenário de uma peça que representamos enquanto vivemos, e, portanto, deque os móveis são peças que compõem uma colagem tridimensional constantementee caprichosamente alterada, é propagada hoje em qualquer loja de decoração.O estudo do mobiliário, que nasceu do interesse dos antiquaristas do século dezenove,foi desde então confundido com a obsessão pelo antigo. A história do mobiliário tempouco a ver com as questões de identificação e autenticidade. Ela tenta, ao contrário,mostrar como os móveis têm relação com o desenvolvimento geral das sociedades etambém com a psicologia individual.Para compreender o mobiliário do passado é essencial considerar não apenas o tipo designificado que cada móvel ocupa isoladamente para aqueles que o compraram ou oencomendaram, mas também a questão do arranjo dos móveis como um todo. Aquestão do arranjo dos móveis entre si é um tema sobre o qual os historiadores doassunto têm também dedicado uma atenção cada vez maior, e o resultado tem sidonão apenas a publicação de livros fascinantes, mas também a recriação de espaços emmuseus.(Tradução adaptada de LUCIE-SMITH, Edward. Furniture: a concise history. London:Thames & Hudson,1997.)
 
 
3
 
Art Nouveau
O Art Nouveau (Arte Nova) surgiu na França, por volta de 1880. Inspirado nos ideais doArts and Crafts, o movimento reuniu artistas, arquitetos e designers em diferentespaíses, sob uma mesma unidade formal. Considerado por muitos críticos o primeiroestilo internacional moderno, porque suas propostas não pretendiam revalorizarestilos passados, mas criar algo realmente novo que traduzisse o clima da época, deefervescência cultural e inovações tecnológicas.A loja do comerciante e colecionador Sigfried Bing, chamada L’art Nouveau, aberta em1895 em Paris, contribuiu para o novo estilo decorativo, que se popularizou em váriospaíses, com denominações locais, como o Jugendstil na Alemanha, Liberty na Itália,Sezession ou Secessão na Áustria.
Paul Hankar - entrada do New England, Bruxelas, 1900. Victor Horta - interior do Hotel Tassel, Bruxelas,1893.Sala de jantar de Eugene Vallin

Activity (24)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Lílian Barbosa liked this
Márcia Siqueira liked this
Renata Borges liked this
Fran Forcelini liked this
Luciane Chedid liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->