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Ponto Sobre o PUA e a Refer

Ponto Sobre o PUA e a Refer

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02/23/2012

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Assembleia de Freguesia de 31/1/012 - Plano deUrbanização de Alcântara .-
Como sabem o Plano de Urbanização de Alcântara foi formalmenteapresentado no passado mês de Maio e esteve em discussão públicadurante o mês de Junho.Nesta discussão pública foram realizadas 3 reuniões:- A primeira realizada por uma colectivo de cidadãos, nas instalações daEscola Superior de Saúde da Cruz Vermelha, uma promovida CML e pela Junta de Freguesia de Alcântara, nestas instalações e ainda uma outrapromovida pela CML e e Junta de Freguesia dos Prazeres. Pelo meiorealizou-se uma reunião promovida pela nossa Junta apenas para debatero projecto da Refer.Dizer-vos que durante a discussão publica foram entregues à CML cercade 20 contributos , entre os quais do colectivo de cidadãos e daAssociação de Moradores Alcântara Rio. Nenhuma das autarquiasenvolvidas entregou qualquer contributo escrito.A CML aprovou em Julho uma versão deste Plano, com 7 votos favoráveis,8 abstenções e 2 votos contra. Em 28 de Setembro este Plano voltou aser votado na CML, tendo então obtido 7 votos a favor e 10 abstenções.Recentemente, a CML enviou para a Assembleia Municipal o Planoaprovado em Setembro, aguardando o seu agendamento para discussãoe votação.Seria expectável que a Junta tivesse providenciado a entrega a todos nósda proposta que foi entregue na Assembleia Municipal para que cada umde nós pudesse ter a oportunidade de avaliar as mudanças previstas.Independentemente de muitos dos eleitos em Alcântara não teremestado em nenhuma das sessões publicas onde estas matérias foramanalisadas e discutidos, pareceu-me que no quadro das competênciaslegais da Assembleia de Freguesia, se deveria pronunciar sobre estePlano, na medida que terá um forte impacto em toda a vida da freguesiaFoi por essa razão que no dia 7 de Outubro enviei um email ao SrPresidente da Assembleia de Freguesia levantando esta questão,resposta que infelizmente não tive e que apenas com o requerimentotivesse sido possível trazer a este órgão uma apreciação
 
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Penso que enquanto eleitos locais, estamos muito atrasados. E lamentopublicamente que desde o inicio do mandato não se tenha realizadoqualquer debate temático sobre temas importantes da freguesia, comofoi equacionado publicamente pelo Sr Presidente desta Assembleia. Masisso foi no calor do inicio, onde até eram previsíveis reuniõesdescentralizadas….E digo que estamos atrasados, porque sabendo que as competências doUrbanismo são do Município, nada inviabiliza que os autarcas debatam eproponham ao Município a visão do que entendem como sendo o melhorpara a sua freguesia.E podíamos já ter feito esse debate.O que queremos afinal para o futuro da nossa freguesiaEm termos de equipamentos, em termos de ocupação de áreas, modosde vida, espaços verdes, mobilidade dos cidadãos, estacionamento,cultura, etcNo fundo falamos da sustentabilidade da freguesia e nas práticas de boavizinhança.Apesar do que se tem verificado nos últimos 20 anos com o fecho deempresas ou o fecho de algumas escolas, continuamos a ter um potencialsignificativo que pode e deve ser valorizado.No passado Mês de Setembro, o colectivo de cidadãos reuniu no salãodesta Junta de Freguesia um conjunto de conceituados técnicos queconfirmaram com exemplos técnicos e científicos dos perigos que corremas obras subterrâneas em todo o Vale de alcantara, por este ser um leitode cheias. E é precisamente neste leito que está prevista a ligaçãoferroviária desnivelada da linha de Cascais à linha de cintura e ao Portode Lisboa.Uma estimativa do investimento da actual proposta do PUA, apresentadopela CML, totalizaria, caso fossem concretizadas todas as obras só dosector dos transportes, das que lá estão assinaladas, qualquer coisa comoacima dos mil milhões de euros, dos quais caberia à CML ter que resolverum vasto conjunto de obras de que destaco:- os viadutos rodoviário e pedonal entre a Avª Brasília e Rua de Cascais;- eliminação de 4 restaurantes das Docas,- Duas enormes rotundas – uma no acesso ao Alvito e outra no Largo de
 
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Alcântara;- prolongamento da Rua Luís de Camões, rasgando e atravessando osterrenos da Carris, podendo vir a transformar este eixo numa via rápidade escoamento de transito;- Construção das linhas amarela e vermelha do metro,- Construção de um funicular ao Alvito e abertura desta Estação,- Alargamento da 24 de Julho nos últimos 500 m,- Retirada da Linha de Comboio à superfície,- Criação de Interface na Rua Fradesso da Silveira e eliminação do 1ºtroço da Avª da Índia, para além da eliminação do actual viaduto do nó deAlcântara,- Parques de estacionamento do largo do Calvário, no Mercado da RosaAgulhas e nos terrenos da CML na Avª 24 de Julho.O actual governo anunciou que este projecto não será considerado paraeste ano e provavelmente para os próximos, admitindo que poderá cairem definitivo.Acontece que a CML aprovou um Plano totalmente subordinado a estaobra da Refer , para além de ter um conceito que também se subordinaá construção imobiliária, num período em mais de 150.000 novas casasnão conseguem ser vendidas e os bancos estejam a braços coma vendaem leilão de milhares de casa por falta de procura; que existam outrosmuitos milhares de casas à espera de reabilitação e ainda outras tantasencerradas por inércia dos senhorios.A questão da mobilidade é também muito preocupante neste Plano dadoque as soluções projectadas podem facilmente prejudicar a mobilidadenas saídas e entradas da freguesia( distribuir a intervenção feita na AML em Novembro)Dizem alguns que caso este Plano não seja aprovado Alcântara estácondenada a ficar estagnada, sendo uma forma subtil de pressão.Nós dizemos que existem alternativas. Para isso seria essencial que oseleitos desta Assembleia pudessem debater, não na aceitação cega doque a CML aprovou para Alcântara, mas sim na defesa do que melhorpode servir a freguesia.

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