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O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTOR

O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTOR

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O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTOR Autora: Marques, R. Q. Introdução: O Autismo Infantil é um Transtorno do Desenvolvimento caracterizado por déficits em diversas áreas, tais como: comunicação, interação social, funcionamento cognitivo, processamento sensorial e comportamento. No entanto, cada criança é única, evoluindo de formas distintas de acordo com sua gravidade e com sua estimulação. Diante da suspeita de um diagnóstico de autismo, acredita-se que quanto mais cedo se
O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTOR Autora: Marques, R. Q. Introdução: O Autismo Infantil é um Transtorno do Desenvolvimento caracterizado por déficits em diversas áreas, tais como: comunicação, interação social, funcionamento cognitivo, processamento sensorial e comportamento. No entanto, cada criança é única, evoluindo de formas distintas de acordo com sua gravidade e com sua estimulação. Diante da suspeita de um diagnóstico de autismo, acredita-se que quanto mais cedo se

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Published by: Fernando Manuel Oliveira on Feb 25, 2012
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O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTORAutora: Marques, R. Q.Introdução:O Autismo Infantil é um Transtorno do Desenvolvimento caracterizado por déficits emdiversas áreas, tais como: comunicação, interão social, funcionamento cognitivo,processamento sensorial e comportamento. No entanto, cada criança é única, evoluindo deformas distintas de acordo com sua gravidade e com sua estimulação.Diante da suspeita de um diagnóstico de autismo, acredita-se que quanto mais cedo seinicie a estimulação adequada, mesmo antes do fechamento deste diagnóstico, maiores serãoas chances dessas crianças terem uma boa evolução.A Psicomotricidade tem como objetivo principal estudar e trabalhar o Homem de umamaneira integrada, considerando que seus aspectos motores, cognitivos, sociais e afetivo-emocionais atuam em conjunto, interferindo de modo positivo ou negativo em suas relaçõesconsigo e com o meio que o cerca. O olhar psicomotor voltado para a criança autista poderámudar o lugar que lhe foi dado, de um alguém sem futuro e sem esperança, ampliando, assim,as formas de tratamento. A psicomotricidade irá mostrar que é possível interagir com elesatravés de mediadores verbais e não verbais, buscando torná-los mais autônomos nas tarefascotidianas, diminuindo a dependência de outrem e, conseqüentemente, melhorandoimensamente sua qualidade de vida.É importante observar que todo o trabalho feito com as crianças autistas deve ser permeado de um cuidado mais do que especial. É necessária uma postura de observaçãominuciosa por parte do terapeuta e o conhecimento da patologia, para maior compreensão dobom andamento da estimulão. Além disto, o fatores fundamentais, o amor, adisponibilidade e, acima de tudo, a confiança nessas crianças e a credibilidade na possibilidadede desenvolvimento destas.Objetivos:A psicomotricidade irá trabalhar no autismo, principalmente, no investimento do corpopara propiciar a tomada de consciência dele. Com isto, será possível um maior controle dosatos motores e na coordenação gestual do cotidiano, o que facilitará uma melhor relação com omeio em que vive e com as pessoas que o cercam.O objetivo do trabalho é possibilitar à criança viver e sentir seu corpo, tirando-a dosestereótipos e incentivando-a a descobrir seu próprio movimento. O objetivo não é moldá--la, mas oferecer à criança instrumentos que estimulem o seu desenvolvimento através doprazer de viver seu corpo nas mais variáveis relações.Através de experiências sensório-motoras é possível aumentar sua relação com omundo, já que o contato com os outros através do toque ou do olhar é inicialmente difícil.Entretanto, mesmo diante das dificuldades, é fundamental o contato ocular, a fim de permitir que o terapeuta perceba todos os sinais, por mais imperceptíveis que sejam, que a criança iráenviar.A psicomotricidade também irá trabalhar com o autista através do contato corporal,explorando as diferentes variações do toque, do mais sutil ao mais forte, com o intuito de dar contorno ao corpo e, através de suas variações, possibilitar, aos poucos, uma maior aceitação,por parte da criança autista, das sensações proporcionadas.Fundamentação Teórica:A criaa autista tem dificuldades de se apropriar de seu corpo, de entender eadministrar sentimentos e emoções, que irão refletir, principalmente, no seu relacional e,conseqüentemente, no seu aprendizado.
 
Para a Psicomotricidade, o corpo é o meio pelo qual o indivíduo se exprime. Levin(2001) diz que o sujeito fala atras de seu corpo, das variões nico-motoras, domovimento, dos gestos e do esquema corporal.O esquema corporal é a percepção geral e diferenciada que se tem do corpo. Soubiran(1975,
apud 
Mousinho 2002) considera o esquema corporal como a resultante de umaconsciência do corpo acrescida de sentido espacial e suas atitudes, o que permite umaidentificação das possibilidades desse corpo quanto aos seus movimentos e ações. Levin (
ob.cit.
) aponta que o esquema corporal é a própria idéia que se faz do corpo e que, assim,apresenta caráter mutável, evolutivo, sujeito ao passar do tempo. Afirma, ainda, que oesquema corporal se constrói na evolução do desenvolvimento psicomotor da criança.De acordo com Fainberg (1982), desde o início, no período da simbiose com o outro, acriança faz a diferença da pessoa que cuida dela e do estranho. Em seguida, através daimitação, a criança se descobrirá como ela mesma. O outro terá papel fundamental naevolução do conhecimento do corpo, servindo inclusive de espelho. A criança terá no corpo dooutro a imagem do pré-conhecimento de si mesma.O autista não tem a noção de totalidade do seu corpo, ele lhe parece fragmentado, oque torna difícil a integração do esquema corporal e, conseqüentemente, a estruturação daimagem do corpo. Outra característica é que as percepções sensoriais do autista oalteradas, causando grande desconforto e prejuízo nos relacionamentos sociais.Em Mousinho lê-se um relato no qual Leboyer (1985) descreve a constatação de Ornitze Ritvo de que a reação às percepções sensoriais da criança autista pode ser 
excessiva (hiper-reação) ou atenuada (hipo-reação)
e produzível através de qualquer órgão dos sentidos (p.115). Mousinho diz ainda que, Lovaas e Schreibman (
apud 
Leboyer, 1985) criaram o conceitode
estímulo hiperseletivo
para especificar uma incapacidade dos autistas de integrarem oufiltrarem diferentes estímulos sensoriais que estivessem presentes ao mesmo tempo. Destaforma, para que eles sejam capazes de responder a um estímulo sensorial, é preciso que esteesteja isolado de outros.Para que o objetivo da psicomotricidade perante o autismo seja atingido, ou seja, paraque se possa propiciar ao autista uma maneira confortável de viver no mundo e de ser eficiente, é preciso “dar” contorno ao seu corpo, fazendo com que ele possa ter a compreensãodo que a ele pertence e do espaço, dos objetos e das pessoas que o cercam.É importante ressaltar que antes de iniciar qualquer tipo de trabalho, independente daqueixa da criança, deve-se estabelecer um vínculo e um tipo de comunicação que irão permitir o desenvolvimento deste.Villard (1984,
apud 
Mousinho, 2002) acredita que as experiências sensoriais e motoras, juntamente com a relaxação, propostas pela psicomotricidade, reforçam os limites do corpo,mal definidos na criança autista. Acrescenta que é necessário, primeiramente, oferecer osuporte das fronteiras do corpo, para depois fazê-la compreender o interior e o exterior.O contato, é importante para delimitar o corpo do autista, já que a pele, segundoMousinho (2002), é a área sensorial mais extensa do corpo, sendo assim, o mais rico dosreceptores; é a zona de fronteira entre o interior e o exterior do corpo. No entanto, ele nãoprecisa ser físico; pode, num primeiro momento, ser feito com lençóis, cobertores, rolos deespuma, etc. Nesta situação, qualquer tipo de material é válido na busca de uma textura queseja suportável para a criança autista. Com o passar do tempo, dever-se-á incluir o contatofísico, a fim de ajudar na estruturação de sua unidade corporal e de tornar sua relação com osoutros mais próxima e agradável possível.Os sinais emitidos pelas crianças deverão ser captados pelo olhar do psicomotricista,que, além de observador, deverá estar em constante busca do encontro do olhar da criança,para que a partir deste momento, sejam facilitadas novas vias de contato. Através do olhar, opsicomotricista saberá o que agrada e o que incomoda, ou então o que parece ser indiferente,além de ser um excelente meio de estabelecer vínculo.Aucouturier (1984) diz que a voz é a única sensação de origem exteroceptiva que chegaà criança
in útero
. A criança, quando nasce, é capaz de reconhecer a voz de sua mãe, antesmesmo de reconhecer seu rosto, através do ritmo e da melodia.

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