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Teoria Da Comunicacao - o Nome Da Rosa

Teoria Da Comunicacao - o Nome Da Rosa

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Universidade de Fortaleza
Centro de Ciências HumanasCurso:
Audiovisual e Novas Mídias
Componente Currícular:
Teoria da Comunicação.
Discente:
Ruy Figueiredo
Doscente:
Adriana SantiagoConhecimento, poder e comunicação são forças dinâmicas que existem atravésdos tempos nas civilizações e que contribuem na constituição da forma que o homem serelaciona com o mundo e, consequentemente, na forma que se relaciona consigomesmo. Através do tipo, do grau e da acessibilidade ao conhecimento desenvolvido éque as sociedades direcionam suas raízes, e dependendo do direcionamento diferentesfrutos podem vir a surgir.
Controle
sobre o conhecimento produzido e sobre como esse conhecimento sedifunde no corpo social é
controle
sobre os frutos desse conhecimento, e quando umgrupo
controla
o conhecimento e a comunicação acaba por engessar tais forçasdinâmicas, gerando poder. O poder é uma força que direciona os melhores frutos produzidos por uma sociedade para um pequeno grupo.
³Não deve falar o que pensa até que seja questionado, não deve rir...´.
Assimdiziam as autoridades que detinham o poder no retrato feito pelo filme O Nome daRosa, adaptação realizada pelo diretor Jean-Jacques Annaud de um romance de mesmotítulo, publicado por Umberto Eco.É em meio a um clima de angústia, penitência, medo e temor sistematizados,sintetizados na proibição do riso, que se desenvolve a trama da película. O local é ummosteiro beneditino e o tempo é o período da baixa idade média. O narrador traz de suamemória sua experiência naquele lugar quando era um jovem aspirante a franciscano,acompanhado de seu então mestre. Suas presenças no mosteiro servirão de motriz para a
 
investigação de uma série de mortes relacionadas exatamente ao conhecimento, acomunicação e ao poder. No filme o conhecimento é um labirinto-biblioteca que existe no mosteiro, protegido pelas mais sofisticadas trancas, e de acesso restrito aos mais abençoados.Segundo o monge Irmão Willian, a periculosidade de alguns desses livros para asautoridades da igreja católica se baseava no fato deles ³conterem um conhecimentodiferente do nosso´. No caso dos assassinatos que ocorreram no mosteiro, é a possibilidade de que Aristóteles, o pensador grego, estabeleça uma comunicação comaquele tempo através de seu livro, que motiva os crimes.Os mosteiros eram locais onde o conhecimento permanecia armazenado nãonuma perspectiva de estar acessível aos que o desejam, mas preservado nas mãos da³verdadeira verdade´. Para o poder de então, todo o conhecimento necessário everdadeiro estava contido em um único livro, a Bíblia. Aristóteles era inacessívelnaquele momento porque não havia possibilidade de verdade em suas palavras, econsiderar isso em mínimo grau era desafiar a verdade. No filme as autoridadesabençoadas se referem a suas ideias como ³coisas fúteis´. O Nome da Rosa demonstra aimportância da descoberta dos livros de Aristóteles para o desenvolvimento da Europanos séculos XII e XIII, tendo depois suas verdades sido conciliadas com a verdadecristã.O personagem de Sean Connery, Irmão Willian, e o narrador representam a basedo movimento renascentista europeu.O monge mais velho é um personagem envolto em mistérios. Sua estadia nomosteiro era um retorno, uma volta, depois de um longo período distante. Sua existênciamesmo estava esquecida e sua trajetória naquele lugar havia sido interrompida devido aatitudes que foram de encontro aos interesses de Deus, representado na Terra por sua
 
Igreja e seus tribunais. Refugiado no Oriente desenvolve e firma seu espírito quesimplesmente raciocinava demais para o seu tempo. Sua volta ao mosteiro representa aconciliação citada acima. Os mistérios e mortes que acontecem naquele ambiente sãoencarados por ele com raciocínio e lógica e não com superstição, e a verdade era buscada em fatos sociais e não planos divinos.Também com um sentido representativo está o narrador. Sua ação de narrar aquelas histórias se utilizando do discurso que utilizou representa também umamudança nos tempos, já que é um idoso se sentindo livre o suficiente para comunicar histórias de sua juventude com uma liberdade que seu mestre, por exemplo, não chegoua ter. O narrador traz a sua experiência como a sua própria descoberta do conhecimento,e essa abordagem sobre a experiência também fundamenta os tempos seguintes. Seutestemunho é claramente favorável a uma verdade lógica e racional, que vem para suaindividualidade como uma força devastadora e confusa, pois desafia o poder daquelesque negociavam a relação entre Deus e os servos de então, ou seja, desafia Deus.Relacionando o filme com o conteúdo visto até então a percepção que tenho é ade que constantemente os veículos de comunicação foram controlados gerandodiferentes níveis de acesso conforme diferente níveis de interesse, relacionados ao poder.Relacionando o filme com o contexto da sociedade atual, e a questão da relaçãoentre comunicação, conhecimento e poder percebo um momento bastante delicado.Tendo sido desenvolvido um meio de comunicação que tem um potencial muito forte dereduzir e minar diversos poderes, como a Internet, nesse exato momento vemos o inícioformal da corrida de autoridades para controlar esse fluxo de informação e reverter atendência desse meio de comunicação a favor do poder. A China, que já exerce essecontrole sobre o meio há um bom tempo, ri do Ocidente que em 2011 indicou que irá

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