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 II 
.ª Série - nº
4
- Jun. 2007 
ARTIGO
Avaliação Inicial de Enfermagemem Linguagem CIPE
®
segundoas Necessidades Humanas Fundamentais
Nursing initial evaluation in ICNP
®
language according to the basichuman needs
Cláudia Maria Antunes Rego Simões*João Filipe Fernandes Lindo Simões**
Resumo
O presente artigo resulta de um exercício reflexivorealizado pelos autores na continuidade do trabalhorealizado em colaboração com as equipas de enfermagemdos serviços de Medicina do Hospital Infante D. Pedro,E.P.E. – Aveiro. Centra-se na área dos Sistemas deInformação e Documentação em Enfermagem, maispropriamente na área dos registos informatizados deEnfermagem utilizando Linguagem da ClassificaçãoInternacional para a Prática de Enfermagem (CIPE
®
)e seguindo as orientações teóricas do Modelo deCuidados de Virgínia Henderson.A preocupação inicial prendeu-se com a necessidade decriar um documento de avaliação inicial de enfermagemdas pessoas doentes em linguagem CIPE
®
, segundo asNecessidades Humanas Fundamentais, que permitisseposteriormente ser adaptado ao Sistema de Apoioà Prática de Enfermagem (SAPE
®
). Neste sentido,desenvolveram-se diversas reflexões na tentativa deconverter a nomenclatura actualmente usada nadefinição das Necessidades Humanas Fundamentais emlinguagem CIPE
®
.Das reflexões realizadas, concluiu-se que as NecessidadesHumanas Fundamentais segundo Virgínia Hendersonconvertidas em linguagem CIPE
®
seriam: respiraçãoe circulação; autocuidado: beber e comer; eliminação;autocuidado: actividade física; autocuidado: compor-tamento sono – repouso; autocuidado: vestuário;autocuidado: higiene/proteger os tegumentos;consciência, emoção e precaução; comunicação, sensaçãoe interacção social; crença; interacção de papéis/bem--estar; autocuidado: actividade recreativa; aprendizagem.
Palavras-chave:
Avaliação Inicial; ClassificaçãoInternacional para a Prática de Enfermagem;Necessidades Humanas Fundamentais.
* Licenciada em Enfermagem, Enfermeira Graduada no serviço de Medi-cina 1 do Hospital Infante D. Pedro, E.P.E – Aveiro**Licenciado em Enfermagem, Mestre em Supervisão, Doutorando emTecnologias da Saúde, Assistente do 2º Triénio na Escola Superior de Saúdeda Universidade de Aveiro
Abstract
The present paper results of a reflective exercise carriedthrough by the authors in continuity of the workconducted with the contribution of the nursing teamsof the services of Medicine of the Hospital Infante D.Pedro, E.P.E. - Aveiro. It is centred in the area of theSystems of Information and Documentation inNursing, more properly in the area of the informaticsregisters of Nursing using Language of the InternationalClassification of Nursing Practice (ICNP
®
) andfollowing the theoretical orientations of the Model of Cares of Virginia Henderson.The initial concern had to do with the necessity tocreate a document of initial evaluation of nursing of the sick people in language ICNP
®
, according to theBasic Human Needs, who later allowed being adaptedto the System of Support to the Nursing Practice(SAPE
®
). In this direction, diverse reflections in theattempt had been developed to convert the currentlyused nomenclature into the definition of the BasicHuman Needs in language ICNP
®
.Of the carried through reflections, one concluded thatthe Basic Human Needs beings as Virginia Hendersonconverted into language ICNP
®
would be: breath andcirculation; self-care: to drink and to eat; elimination;self-care: physical activity; self-care: behaviour sleep -rest; self-care: clothes; self-care: hygiene/to protect theteguments; conscience, emotion and precaution;communication, sensation and social interaction; belief;papers interaction/ welfare; self-care: recreate activity;learning.
Key-words:
Initial evaluation; Internationalclassification of nursing practice; Basic humanneeds.
Revista
Recebido para publicação em 09-08-06Aceite para publicação em 09-01-07
 
Introdução
Os registos de Enfermagem têm vindo a reve-lar-se fonte de preocupações, reflexão e debatenos nossos dias, pelo contexto de transforma-ção e mudança da profissão de Enfermagem.O percurso evolutivo da profissão tem vindoa transportar o exercício profissional de umalógica inicial essencialmente executiva parauma lógica progressivamente mais conceptual,o que alarga a variedade de aspectos a docu-mentar, quer pelo progressivo alargamento doleque funcional, quer pela necessidade de nãocircunscrever a documentação à lógica execu-tiva inicial (Silva, 2001). Sendo assim, consi-deramos que do ponto de vista conceptual,evolui-se da ênfase dada à produção de provadocumental da realização da acção, para a cri-ação de informação de consumo de tomada dedecisão tendo em vista a continuidade decuidados, o que na nossa perspectiva se vemreflectir sobre a estrutura da informação e,consequentemente sobre os aspectos da auto-nomia da Enfermagem (Ângelo
et al
, 1995),conduzindo a um aumento da qualidade doscuidados e contribuindo para a produção deconhecimento científico em Enfermagem.A grande importância que a informaçãotem para a Enfermagem é, hoje em dia,consensual na nossa comunidade profissional(Jesus, 2006). Não apenas no que se refere àsfinalidades legais e éticas e quando é necessá-rio tomar decisões clínicas, mas também nomomento de optar quanto à continuidade doscuidados, quanto à qualidade dos mesmos,quanto à gestão, à formação, à investigação,e quando é necessário assumir uma posiçãopolítica. Porém, nem sempre a documentaçãodo processo de tomada de decisão clínica deenfermagem se verifica fácil. A razão deste factoestá na natureza distinta deste nosso processode decisão, que decorre enquanto interagimoscom a pessoa doente, e da respectiva forma-lização nos registos.Os registos em si mesmo, propõem me-lhorar a comunicação entre todos os quecuidam a pessoa, proporcionando uma aten-ção comum para os problemas desta(Rodrigues, 1998). Contudo, muitas vezes,constatamos que os registos de enfermagemque são efectuados não reflectem os cuidadosque foram prestados às pessoas, nem tornampossível planear os cuidados a prestar, nãoservindo assim de elo de ligação, nem de meiode comunicação, quer intra quer inter equi-pas. Associada a esta constatação está a nãoutilização ou a utilização deturpada, dosmodelos de cuidados de enfermagemadoptados pelas instituições de saúde.Conscientes desta problemática e dacrucial importância dos registos de enferma-gem para a produção de conhecimento cientí-fico em Enfermagem, as instituições de saúdee as equipas de enfermagem destas, têmvindo a desenvolver esforços na tentativade implementar sistemas de informaçãoe documentação em enfermagem utilizandoa Classificação Internacional para a Prática deEnfermagem (CIPE
®
), que facilitem os registospor parte dos profissionais de enfermageme que permitam avaliar adequadamenteos ganhos em saúde.Neste contexto propomo-nos, ao longodeste artigo, dar a conhecer o resultado dasreflexões que têm sido realizadas pelos auto-res, na continuidade do trabalho que desenvol-veram em conjunto com a equipa deenfermagem dos serviços de Medicina doHospital Infante D. Pedro, E.P.E. – Aveiro,no sentido de elaborar um documento deavaliação inicial de enfermagem utilizandolinguagem CIPE
®
, consistente com as 14Necessidades Humanas Fundamentais (NHF)enunciadas por Virgínia Henderson no seuModelo de Cuidados de Enfermagem.Na realização desta conversão optou-se porutilizar a Classificação Internacional para a Prá-tica de Enfermagem (CIPE/ICNP) –
 Beta 2
dado que é a sessão actualmente utilizadano Sistema de Apoio para a Prática de Enfer-magem (SAPE
®
), permitindo uma aplica-ção a curto prazo. Assim, após um breve
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enquadramento teórico sobre os sistemas deinformação e documentação em enfermageme sobre a importância dos registos para a qua-lidade dos cuidados, apresentar-se-ão os resul-tados da conversão dos dados da avaliaçãoinicial segundo as NHF em linguagem CIPE
®
.Uma breve síntese conclusiva fecha o artigo.
1– Os sistemas de informação e documen-tação em enfermagem
Se como enfermeiros queremos que a nossaactividade profissional não seja meramenteempírica, é necessário que justifiquemostodos os nossos actos que se prendemdirectamente com a pessoa, só possível atravésdo registo sistemático das nossas apreciaçõese decisões fundamentadas num modelo decuidados de enfermagem sólido, credívele internacionalmente aceite. Salientamosque a utilização de registos contribui segu-ramente para o planeamento, aplicação e ava-liação dos cuidados prestados, tornando-osindividualizados, contínuos e progressivos. Poroutro lado, reforça a autonomia e a responsa-bilidade do enfermeiro, contribuindo paraa segurança, qualidade e satisfação, querde quem presta cuidados como de quemos recebe (Costa, 1994).Outro aspecto prende-se ainda com anecessidade, cada vez mais sentida, de gerirbem os recursos, que vem acelerar o movimen-to da informatização na saúde. Hoje, o pri-meiro recurso a gerir é a informação e assim,os Sistemas de Informação em Enfermagem(SIE)
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têm sido alvo de investigação e refle-xão, para que a natureza peculiar dos cuida-dos de enfermagem não fique invisível nossistemas de informação do futuro. Contudo,de acordo com Jesus (2006, p.1):”verifica-seque a visibilidade dos cuidados de enferma-gem nas estatísticas, nos indicadores e nosrelatórios oficiais de saúde é, de algum modo,reduzida, impossibilitando, portanto, a descri-ção e a verificação do impacto dos mesmosnos ganhos em saúde das populações.”Concordamos com Silva (2001, p.23)quando este refere que “o aspecto da visibili-dade social do exercício profissional dos enfer-meiros assume particular importância numaárea como a da saúde onde se sente, cada diade forma mais veemente, os esforços decontenção de despesas. Reduz-se no que seentende ser dispensável, não se poupa no queé contributo relevante para os ganhos em saú-de das populações (…)”. De acordo com omesmo autor os enfermeiros reconhecem aimportância do seu contributo para a quali-dade fornecida pelos serviços de saúde àcomunidade. No entanto, o autor ainda sequestiona se quem decide também conhece essereal valor. Citando Clark (1996), Silva (2001,p.23) argumenta que “o valor da Enfermagemnão é mais auto evidente, pelo que deve serdemonstrado aos que não tendo um entendi-mento que deriva da prática têm poder paraafectar ou determinar a natureza da enferma-gem através de processos políticos e alocaçãode recursos”.Apesar de não ser o foco de atenção desteartigo, é importante referir que a visibilidadesocial do exercício profissional dos enfermei-ros, e para efeitos de inclusão dessa informa-ção nas tomadas de posição em saúde, sóé viável através da produção de indicadores queo gerados a partir da informação documen-tada pelos mesmos ao nível da prestação decuidados de enfermagem (Silva, 2001).De facto, os enfermeiros constituem omaior grupo profissional da área da saúde, sen-do por conseguinte, o grupo que mais deci-sões toma e mais actos pratica. Pela naturezae especificidade das funções que exercem,os enfermeiros são os que mais informação
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SIE– É parte dos sistemas de informação na saúde e “refere o esforço deanálise, formalização e modelação dos processos de recolha e organizaçãodos dados, e de transformação dos dados em informação e conhecimento– promovendo decisões baseadas no conhecimento empírico e naexperiência– tendo em vista alargar o âmbito e aumentar a qualidade da práticaprofissional de enfermagem.” (Goosen, 2000, p.53). Actualmente, osuporte mais frequente dos SIE é o papel, no entanto, previsivelmente, nofuturo os SIE tenderão a utilizar suportes electrónicos. É do SIE que seextrai a documentação de enfermagem.
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