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OS PATRIARCAS

OS PATRIARCAS

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Breve descrição da trajetória dos patriarcas à luz das Sagradas Escrituras.
God Bless You!
Breve descrição da trajetória dos patriarcas à luz das Sagradas Escrituras.
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06/25/2013

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1
O Período Patriarcal, 1921–1706 a.C.
 Do Chamado de Abraão à Migração para o EgitoGênesis 11:27–50
 B. S. Dean
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Introdução — A missão dos Hebreus.
Vimos (Gênesis 3:15) a primeira promessa obscu-ra de um Redentor, um raio de esperança para araça humana. A esperança quase desapare-ceu diante das corrupções que precederam ecausaram o dilúvio. Mesmo depois do dilúvio otempo voltou a fechar. O primeiros sítios dacivilização e do império do Nilo e do Eufratestornaram-se centros de idolatrias aviltantes. Emalgum lugar, alguém tinha de se posicionar emfavor do Deus verdadeiro, ou a raça humanaestaria desesperadamente perdida. Foi essa asublime missão dos hebreus. Desta vez, Deusignorou os descendentes de Cam e Jafé. Eledesprezou a grande raça semita, salvo uma únicafamília caldéia, ramificação dos semitas. Mantervivo o conhecimento de Deus e, finalmente,através do “descendente” prometido, trazer devolta todas as raças à comunhão com Deus — eraesse o propósito divino. Até aqui o interessecentral da narrativa são os acontecimentos e nãoas pessoas; apenas algumas são descritas maisminuciosamente. O sagrado historiador de Gêne-sis deu gigantescos passos que cobriram séculos,tocando o cume dos acontecimentos mais signifi-cativos. A partir desse momento, o interesse cen-tral passa a ser o homem, a principal corrente dahistória se estreita a uma só raça, os hebreus, ecresce continuamente e cada vez mais. A históriadesse período acompanha as vidas dos quatrograndes patriarcas: Abraão, Isaque, Jacó e José,os pais peregrinos dos hebreus.
I.A VIDA DE ABRAÃO.(Gênesis 11:27—25:10.)
Abraão, o “pai da fé” e fundador da raçahebréia, é um dos grandes personagens de todosos tempos. Sua vida se divide naturalmente emduas fases principais: 1) as peregrinações e 2) afixação em Hebrom.
1.As Peregrinações
 
a. O lar primitivo. —
Abraão era nativo de Ur, a parte baixa do Eufrates,o local do começo da civilização asiática. Inicial-mente essa região era camítica ou turaniana,sendo depois conquistada pelos povos semitas.Seus habitantes eram declaradamente idólatras(cf. Gênesis 11:31; Josué 24:2).
b.O chamado e a aliança
(Gênesis 12:1–3)
.
Aqui Abraão ouviu o chamado de Deus paradeixar a sua casa, a sua parentela, a sua terranatal e sair em busca de uma terra ainda desconhe-cida. Em termos de religião, esse chamado e suasconseqüências foram o acontecimento maisimportante desde a queda do homem. Deus uniua esse chamado uma aliança, que envolvia quatropromessas: 1) uma grande nação; cumprida nopovo hebreu ou judeu. 2) Um grande nome; osninrodes, faraós e césares ocupavam um espaçomaior na opinião do mundo enquanto viveram,mas nenhum deles deixou uma marca tão extensana história, ou uma impressão tão forte de suasidéias na raça humana. Três grandes religiõesconsideram Abraão o pai da fé: a judaica, a cristãe a muçulmana. 3) Uma terra; cumprida quandoos hebreus tomaram posse de Canaã. 4) Uma bênção para todas as nações; cumprida dois milanos depois, na pessoa de Cristo e na proclamaçãomundial do evangelho, e ainda em processo deser cumprida em círculos crescentes.
c.A migração.
— Toda vida nacional distintatem raízes numa migração; mas poucas migraçõessão tão diferencialmente religiosas, nem irradiamuma luz histórica tão reluzente como a doshebreus. Aos setenta e cinco anos de idade, cortaros laços familiares e geográficos, partindo semsaber para onde, exigia uma fé heróica. “Pela fé,Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de irpara um lugar que devia receber por herança; epartiu sem saber aonde ia” (Hebreus 11:8). Umhomem assim enquadrava-se como fundador de
 
2uma raça perpétua que abrigaria uma verdadesublime — a unidade de Deus.Acompanhado do pai, Terá, do sobrinhoórfão, Jó, e da própria esposa, Sara, Abraãomudou-se do Eufrates para Harã. Ali Terá faleceue Abraão, ainda obediente ao chamado divino,deixou a base do Eufrates rumo à terra de Canaã.Ele estava agora em terra estranha entre umaraça estrangeira. Em Siquém, Deus lhe apareceue renovou a aliança: “Darei à tua descendênciaesta terra”
1
. Aquela era, afinal, a terra. A migraçãoestava, portanto, concluída.Durante alguns anos Abraão peregrinou deum lugar para outro. Ele residiu temporariamente1) em Betel, 2) no Sul, 3) no Egito, 4) no Sul, 5) emBetel. Aqui Ló e Abraão se separaram; Ló seacampou perto de Sodoma no vale do Jordão eacabou se estabelecendo em Sodoma. 6) Abraãomudou-se novamente para Hebrom, ao sul. Aliele teve uma vida mais estável, mas sempreviveu em tendas. Em todos esses lugares Abraãoerigiu um altar. A tenda e o altar foram elementoscaracterísticos de sua vida em Canaã.
2.A Vida Estável em Hebrom.
 
Os princi-pais incidentes deste período foram:
a.A invasão dos caldeus. —
Uma dinastiaelamita governava a Caldéia. Essa linhagemambiciosa avançou suas conquistas bem para oocidente até o vale do Jordão. Os impotentes reisdo Jordão suportaram o jugo doze anos e depoisse rebelaram. Quedorlaomer, o governante ela-mita da Caldéia, combateu a revolta e levoucativo o povo de Sodoma, incluindo Ló. Abraão,com trezentos e dezoito servos treinados, perse-guiu e resgatou os cativos. Foi no regresso dessaempreitada que Abraão encontrou Melquisede-que, o misterioso sacerdote-rei a quem pagou odízimo, sendo por ele abençoado.
b.O casamento com Hagar. —
Anos se passa-ram sem que nascesse o filho prometido. Abraãoe Sara estavam envelhecendo. Por sugestão deSara, Abraão tomou a serva Hagar por segundaesposa, a qual se tornou mãe de Ismael e aprogenitora dos árabes.
c.A instituição da circuncisão.
— Abraão tinhaentão noventa e nove anos de idade. Sara era dezanos mais nova. A promessa da aliança aindanão fora cumprida: pois a promessa se dariaatravés de Sara e ela ainda não tinha nenhumfilho. Mais uma vez Deus apareceu e renovou aaliança, selando-a com dois sinais: 1) os nomesoriginais do casal, Abrão (grande pai) e Sarai(contenciosa), foram mudados para Abraão (paide uma grande nação) e Sara (princesa); 2) o ritoda circuncisão foi ordenado como mandamentoperpétuo ao povo da aliança.
d.A destruição de Sodoma. —
As cidades dacampina do Jordão haviam se afundado total-mente na devassidão, o que tornou sua continui-dade uma ameaça às nações vizinhas. Deusdecretou a destruição de Sodoma e revelou issoa Abraão, cuja intercessão, embora não tenhasalvado as cidades, não foi de todo inútil. Ló foiarrebatado do incêndio como uma centelha;todavia o apego e a demora de sua esposaarrastaram-na para dentro da tempestade de fogoe enxofre que dominou Sodoma. Ló fugiu paraZoar e por intermédio de suas próprias filhas foipai de Moabe e Amom, cujos descendentes fo-ram por muito tempo rivais dos hebreus.
e.O nascimento e a oferta de Isaque. —
Abraãotinha agora cem anos e Sara, noventa. Após vintee cinco anos de peregrinação e espera, a luz documprimento trouxe a promessa à realidade.Sara deu à luz um filho que foi chamado deIsaque. Mas uma provação ainda mais dolorosaos aguardava. Anteriormente, a fé de Abraãotriunfara sobre o amor à sua parentela e à suaterra natal. Triunfaria agora sobre o amor ao seuúnico descendente? Uma mensagem misteriosachegou aos seus ouvidos: “Toma teu filho, teuúnico filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terrade Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre umdos montes, que eu te mostrarei”
2
. Tal ordemabalaria nosso senso moral. Traria à tona umconflito de deveres, mas não foi assim comAbraão. Naquele tempo, era comum o sacrifíciohumano entre os povos pagãos e Abraão, semdúvida, estava familiarizado com isso. O sacrifícioem si não foi um dilema para ele, mas sim ochamado de Deus de um lado e seu amor porIsaque e a esperança na promessa da aliança, deoutro lado. Abraão agarrou-se de corpo e alma aessa promessa com ganchos de aço. Mais umavez a fé triunfou (Hebreus 11:17–19). Aquiatingimos o clímax da fé e da experiência deAbraão. Isaque foi salvo; pois Deus, na verdade,não exigiu tal sacrifício. O patriarca viveu até ver
11
Gênesis 12:7.
12
Gênesis 22:2.
 
3o filho casado, e os netos crescendo ao seu redor.Enterrou Sara na caverna de Macpelá em Hebrom,o único local que ele possuiu na terra prometida.Ali ele também foi sepultado por Isaque e Ismael,após um século de peregrinação em Canaã.O mundo teve poucos Abraões, porém, mui-tos Lós, agarrando-se a vantagens mundanas ecorrendo riscos eternos. Ló e sua raça se dissipa-ram como a névoa matinal; Abraão e sua descen-dência mudaram o destino do mundo parasempre.
II.A VIDA E O CARÁTER DE ISAQUE.(Gênesis 24:1—28:9.)1.Características da Vida de Isaque.
 
Ahistória da vida de Isaque é em seguida contada.Está entrelaçada com a de seu pai e a de seu filho Jacó. Isaque foi contemporâneo de Abraão du-rante setenta e cinco anos e de Jacó, durantecento e vinte anos. Cada incidente importante desua vida pertence mais apropriadamente à vidadeles. Como personagem histórico, Isaque éobscurecido pelas sombras de ambos. Passivo eamante da paz, submeteu-se ao pai para sersacrificado, aparentemente foi influenciado pelamãe enquanto esta era viva, e depois, pela esposa,e cedeu um poço atrás do outro aos filisteus emvez de lutar por eles. Passou sua longa vida decento e oitenta anos em Hebrom, ou perto dali,na região sul. Não eram suas a solidez de Abraão,nem a experiência tempestuosa de Jacó. Apesardisso, como um dos filhos da promessa e herdeirodas promessas da aliança, teve um lugar de honraentre os quatro patriarcas deste período. Eleandou com a mesma fé sublime de Abraão eDeus lhe apareceu vez após vez para renovar aaliança abraâmica.
2.O Casamento e a Família.
 
O irmão deAbraão, Naor, acompanhou ou seguiu a migraçãoda família desde Ur, para acima do Eufrates, atéHarã. Ali ele permaneceu. Temendo que suafamília viesse a se unir aos idólatras cananeus,Abraão enviou seu servo de maior confiança àfamília de Naor em Harã. Dali ele trouxe Rebeca,filha de Betuel, a qual casou-se com Isaque e foimãe dos gêmeos Esaú e Jacó.
III.A HISTÓRIA DE JACÓ.(Gênesis 27:1—49:33.)
Há dois capítulos na vida de Jacó, correspon-dentes a seus dois nomes e às duas fases distintasde sua trajetória. Na primeira fase, ele é Jacó (“osubstituto”); na segunda, torna-se Israel (príncipede Deus). A linha divisória é Peniel, onde elelutou com o anjo e tanto foi vencido comovencedor. A vida de nenhum outro patriarcaexibe algo tão análogo à conversão cristã. Docomeço ao fim, todos os patriarcas tiveram umavida de fé, mas Israel, o príncipe, tornou-se umhomem radicalmente diferente de Jacó, o subs-tituto.
1.Jacó, o Substituto
(Gênesis 27:1—32:32).
a. Seu nome.
— Devido às circunstâncias de seunascimento — nasceu agarrado ao calcanhar doirmão — ele foi chamado de Jacó: “o que segurao calcanhar”, “aquele que engana a outro”,“substituto”. Embora fosse o filho mais novo, alinhagem escolhida e a aliança deveriam seestender por Jacó; por isso, desde o seu nasci-mento, foi predito: “...o mais velho servirá aomais moço”
3
.
b.O direito de primogenitura extorquido.
Esaú era um caçador; Jacó era “calmo” e era jardineiro. Ao voltar exausto de uma caçada,Esaú se propõe a trocar o direito de primogeniturapor um bocado do cozido de Jacó, lançando mãoda bênção da aliança em troca de uma satisfaçãomomentânea. Esse tipo de caráter não se encaixano fundador de uma nação permanente ou deuma religião tão sublime. O “calmo” Jacó dávalor ao direito de primogenitura e à promessada aliança, mas, de maneira mesquinha, o retirade seu irmão faminto.
c.A bênção roubada.
— Anos se passaram.Chegou a hora do velho Isaque dar a bênçãopatriarcal. Contrário ao propósito divino, expres-so na forma como ocorreu o nascimento dosmeninos, decidiu dar a bênção a Esaú. Rebeca,porém, não dormiu no ponto. Ela propôs umafraude e Jacó, fazendo jus ao próprio nome,emprestou-se ao plano da mãe. O artifício deucerto. Isaque, atacado pela cegueira, e Esaú,ausente, foram enganados: as mãos do patriarcaforam impostas sobre a cabeça de Jacó e esterecebeu, então, a bênção do primogênito.
d.A fuga para Harã. —
O primeiro efeito dopecado de Jacó foi ter de se separar do pai, aquem enganara, do irmão, a quem defraudara, ede Rebeca, a afeiçoada co-participante de seucrime. Esaú desejou tirar-lhe a vida. Por sugestão
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Gênesis 25:23.

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mtsbernardes added this note|
muito bom, maravilha...obrigado.
Thaysa Oliveira added this note|
gostei! :)
Elton Pinto liked this
Mariella Amorim Valadao added this note|
enfelizmente nao conseguir achar o que eu preciso , mais tudo bem , mesmo assim percebi que o site é otimo
Cenildes Rocha liked this
Cristiana Fagundes added this note|
Muito boa a pesquisa, estudar a Bíblia é algo singular
Fernanda Lemos liked this

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