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Consequências Jurídicas dos Crimes LG

Consequências Jurídicas dos Crimes LG

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Direito Penal III1
Consequências Jurídicas dos Crimes
 Objecto da doutrina das consequências jurídicas do crime
O que constitui o objecto do DP III são as consequências jurídicas do crime.Para que se verifique um crime é necessário que haja uma acção típica, ilícita, culposa e punível. No DP vale o princípio da legalidade, o que significa que “não há crime nem pena semlei”. Todas as sanções penais aplicáveis têm que estar descritas na lei (art.40 a 130, CP).
 
A
doutrina das consequências jurídicas do crime tem como objecto:
 As penas:-Principais:PrisãoMulta: alternativaautónoma-Acessórias- Substituição
 Aplicáveis as pessoas singulares e as pessoas colectivas
 As medidas de segurança:-Privativas da liberdade- Não privativas da liberdade
Reacções criminais previstas no nosso sistema sancionatório
 Nota: Nota:pode haver situações em que ao mesmo agente seja aplicada uma pena e umamedida de segurança, desde que esta não seja privativa da liberdade.
 No objecto das consequências jurídicas do crimehá a inclusão de:
Pressupostos positivos da punição(art.113 e ss) Pressupostos negativos da punição(art.118 e ss,122 e sse127 e ss)
 Tipos de penas
2009/2010
 
Pena
: sanção criminal quepressupõe a
culpa do agenteOu seja,O pressuposto da aplicação da pena é aculpa do agente
Medidas de seguraa
:
sanção criminal quepressupõe a
 perigosidade doagente
. São aplicadasindependentemente deculpa.
Ou seja,O pressuposto da aplicação damedida de segurança é a perigosidade do agente
(Receio que o agentecometa no futuro osmesmos factos)
 
Direito Penal III2
Penas principais:são aquelas que estão expressamente previstas no tipo legal decrime e que podem ser fixadas pelo juiz na sentença independentemente de qualquer outra pena.Só temos dois tipos de penas principais para as pessoas singulares:
Pena de prisão  p.ex. art.131
Pena de multa, poder ser; p.ex.art.217 Alternativa: quando no tipo legal de crime surge a alternativa à pena de prisão ( p.ex.art.143/1) Autónoma: quando é a única pena prevista no tipo legal de crime ( p.ex.art.268/3, 366/2)Para as pessoas colectivas temos:
Pena de dissolução
Pena de multaAntes de 1995, havia a multa complementar (multa + pena de prisão ao mesmo tempo).Hoje isso não é possível no CP, mas é possível em legislação penal extravagante.
Penas de substituição:são aplicadas e executadas em vez de uma pena principal, ouseja, são penas que podem substituir qualquer uma das penas principais concretamentedeterminadas.Têm a sua circunscrição à pequena e média criminalidade, quando o tribunal aplica uma pena de prisão não superior a 5 anos ou uma pena de multa não superior a 240 dias. Nos finais do séc. XIX constatou-se que não era viável aplicar penas de prisão de curtaduração. Por vezes, a prisão potência a perigosidade criminal do agente, tem um efeitocriminógeno sobre o agente, o que levou ao aparecimento destas penas de substituição, parasubstituírem as penas de prisão até 5 anos (antes da reforma de 2007 era de 3 anos)Este movimento faz alusão ao princípio da necessidade, estabelecendo a pena de prisãocomo pena de última ratio (art.18 da CRP).Segundo a Doutora Maria Antunes com a reforma de 2007 podia-se ter ido mais longe,dado que se podia incluir na pena principal outras penas para além da pena de prisão e da penade multa, p.ex.a pena de prestação de trabalho a favor da comunidade.Para as pessoas singulares:
Pena de substituição da pena de multaA única que existe é admoestação, que é uma censura oral feita aoarguido em tribunal pelo juiz (art.60)
Penas de substituição da pena de prisão:art.43 nº1 e nº3: substituição da pena de prisão pela pena de multaart.44 nº1 al.a): regime de permanência na habitaçãoart.45: Prisão por dias livres
(prisão de fins de semana)
art.46: regime de semi-detenção
(o agente durante o dia sai da prisão e à noite regressa)
art.50: suspensão da execução da pena de prisãoart.58: prestação de trabalho a favor da comunidadePara as pessoas colectivas e equiparadas:art.90-C, art.90-D, art.90-E
A distinção entre as
 penas principais
e as
 penas de substituição
nãoé uma distinção puramente conceitual.O facto de uma situação ser catalogada de certa forma pode terefeitos ao nível da interpretação e da solução.Não é insignificante qualificar uma pena de principal ou desubstituição, pois pode ser determinante entre a prisão e a liberdade
§
2009/2010
 p.ex.Art.90-A nº1, 90-B,90-F
 
Direito Penal III3
Penas acessórias:o penas cuja aplicação pressue a fixação na sentençacondenatória de uma pena principal ou de uma pena de substituição, ou seja, são aplicadasconjuntamente com uma pena principal ou com uma pena de substituição.Para as pessoas singulares:art.66: proibição do exercício de funçãoart.67: Suspensão do exercício de funçãoart.69: proibição de conduzir veículo com motor art.152 nº4: proibição de contacto com a vítima …art.179
 art.163: inibição do poder paternal e proibição do exercício de funçõesart.246: incapacidades
 art.346: penas acessóriasPara as pessoas colectivas temos:art. 90-G e ssO legislador considera que muitas vezes a aplicação de uma única pena não asseguraeficazmente a prevenção geral sendo necessário uma resposta específica, logo faz sentidoaplicar cumulativamente uma pena acessória.
 Medidas de segurança
Privativas de liberdadeAplicável a inimputáveis por anomalia psíquicaart.99 
 art.91: internamento
 Não privativas de liberdadeAplicável a imputáveis como inimputáveisart.100: interdição de actividadesart.101: cassação do título de condução de veículo com motor 
Institutos que estão correlacionados com a prática de um crime
A prática de um crime pode dar também a condenação do agente aindemnizar a vítima.Indemnização de perdas e danos emergentes da prática de um crime, pois com aconsequência de um crime podem existir danos.Antes do CP de 1982 havia uma indemnização que tinha o nome de reparação que eraum efeito penal da condenação, pois era arbitrada oficiosamente e esta reparação não seidentificava com a indemnização civil, nem quanto aos fundamentos, nem quanto à suafinalidade.Ex. Crime de ofensa à integridade física numa discussão, há pancadaria e danos noautomóvel de A. Pode haver lugar a uma indemnização pelos danos causados, medicação ehospital.Antes do CP actual havia um instituto de reparação que tinha um efeito indemnizatório,que era arbitrariamente oficioso, mas que não se identificava com a indemnização civil, nemquanto aos fundamentos, nem quanto à sua finalidade. O estudo da reparação fazia-se comouma verdadeira consequência jurídica do crime.Actualmente, oart.129 pressupõe que a indemnização por perdas e danos emergentes deum crime é regulada pela lei civil, por isso esta indemnização só é relevante do ponto de vistado direito civil, não sendo uma consequência jurídica de carácter criminal.Contrariamente ao que acontece com a reparação que era arbitrada oficiosamente, aindemnização tem de ser sempre solicitada pelo lesado (art.129), em atenção ao princípio do pedido.Entre nós, vigora o princípio da adesão do pedido de indemnização civil ao processo penal (art.71, CPP), o pedido de indemnização civil, ele é feito no próprio processo penal,devido ao princípio da economia processual.
2009/2010

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