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O Ato de Ler, De Freire

O Ato de Ler, De Freire

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RESENHA CRÍTICA
A importância do ato de ler: em três artigos que se completamJoão Pessoa-PB2009A importância do ato de ler: Em três artigos que se completam
Paulo Freire
 – 
49ª ed. (2008) São Paulo: Cortez, 87 páginas.Segundo Moacir Gadotti, a Paulo Freire foi outorgado o título de doutor HonorisCausa por vinte e sete universidades. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu,entre outros, os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento"(Bélgica, 1980); "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio AndresBello" da Organização dos Estados Americanos, como Educador do Continente (1992).
 
Este trabalho discute sobre o livro
 A importância do ato de ler: Em três artigosque se completam,
de Paulo Freire, que constitui-se em uma palestra sobre aimportância do ato de ler em uma comunicação sobre as relações da biblioteca popular
 
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com a alfabetização de adultos e em um artigo que expõe a experiência de alfabetizaçãode adultos desenvolvida pelo autor e sua equipe, em São Tomé e Príncipe.O livro está assim estruturado: Prefácio, de Antônio Joaquim Severino (SãoPaulo, agosto de 82) em que o mesmo, entre outras coisas, afirma: O que está em causaé a dignidade da pessoa humana, que, na opressão ou na libertação, atinge umadimensão de universalidade... a aprendizagem da leitura e a alfabetização são atos deeducação e educação é um ato fundamentalmente político.Na Apresentação, Paulo Freire (São Paulo, janeiro de 93) comenta: Emsociedade que exclui dois terços de sua população e que impõe ainda profundasinjustiças à grande parte do terço para o qual funciona, é urgente que a questão daleitura e da escrita seja vista enfaticamente sob o ângulo da luta política a que acompreensão cientifica do problema traz sua colaboração... estas contribuições meajudam a ajudar a luta política necessária à superação dos obstáculos impostos àsclasses populares para que leiam e escrevam.Após essa Apresentação, tem início as demais colocações do autor em destaque,com as três partes que compõem esse livro
 – 
A importância do ato de ler; Alfabetizaçãode adultos e bibliotecas populares
 – 
uma introdução; O povo diz a sua palavra ou aalfabetização em São Tomé e Príncipe.
 Na primeira etapa, “A importância do
 
ato de ler”, Freire fala que este ato não se
esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que seantecipa e se alonga na inteligência do mundo. Aqui ele cita a tão famosa expressão: Aleitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possaprescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendemdinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura critica implica apercepção das relações entre o texto e o contexto.Na página 12, o autor retoma a infância distante: A retomada da infância
distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me
movia
 – 
e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa.Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, aexperiência vivida no momento que ainda não lia a palavra.
 
3
E continua... A velha casa seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço
 – 
osítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo que se achava, tudo isso foi o meuprimeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade,aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva,por isso mesmo como o mundo de minhas pr
imeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”as “letras” daquele contexto – 
em cuja percepção me experimentava e, quanto mais ofazia, mais aumentava a capacidade de perceber
 – 
se encarnavam numa série de coisas,de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nasminhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.No terceiro parágrafo, da página 13, ele diz que daquele contexto, do seu mundoimediato
 – 
fazia parte o universo da linguagem dos mais velhos, expressando suascrenças, seus: gostos, receios, valores. Tudo isso ligado a contextos mais amplos que odo seu mundo imediato e de cuja existência ele não podia sequer suspeitar.Quando foi tornando-se intimo do seu mundo, que melhor o percebia e o
entendia na “leitura” que dele ia fazendo, seus temores diminu
íam... E foi com eles,precisamente, em certo momento dessa rica experiência de compreensão do seu mundoimediato, sem que tal compreensão tivesse significado malquerenças ao que ele tinha deencantadoramente misterioso, que Freire começou a ser introduzido na leitura da
 palavra. A decifração da palavra fluía naturalmente da “leitura” do mundo particular.
Ele foi alfabetizado no chão do quintal de sua casa, à sombra das mangueiras, compalavras do seu mundo. O chão foi o seu quadro-negro: gravetos, o seu giz.E são descritas suas primeiras experiências na escola, com sua professora quemuito o marcou: Eunice continuou e aprofundou o trabalho de meus pais. Com ela, aleitura da palavra, da frase, da sentença, jama
is significou uma ruptura com a “leitura”do mundo. Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”. Como aluno
do ginasial, com seu inesquecível professor de Português, ele diz: me experimentei napercepção crítica dos textos que lia em classe. Eram momentos em que os textos seofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.Nas páginas 16 e 17, esse grande autor relata um pouco de suas experiências emsala de aula: Como professor, também de português, nos meus vinte anos, viviintensamente a importância do ato de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, comalunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial... nada disso era reduzido

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